Como acontece todos os anos, o horário de verão Europeu inicia no último domingo de Março e termina no último domingo de Outubro.
Então, amigos que estão na Europa, anotem : Domingo dia 30 os relógios devem ser atrasados em uma hora.
A diferença de horário entre o Rio de Janeiro (que atualmente se encontra em horário de verão) e Dublin (que termina o horário de verão) passa a ser de 2 horas.
Na década de 60 nasceu em Minas Gerais um movimento chamado Clube da Esquina.
O Clube surgiu da grande amizade entre Milton Nascimento e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis, em Belo Horizonte – MG.
O nome do grupo foi ideia de Márcio que ao ouvir a mãe perguntar dos filhos, ouvia a mesma resposta: “Estão lá na esquina, cantando e tocando violão.”
Os irmãos Borges eram fãs dos Beatles e, antes do Clube, Lô montou com seu irmão Yé, Beto Guedes e Márcio Aquino o conjunto “The Beavers” (Os Castores) que só tocava Beatles e fez um relativo sucesso na capital mineira.
No vídeo abaixo vocês verão Milton Nascimento interpretando a música “Para Lennon & McCartney”, de Marcio Borges / Fernando Brant / Lô Borges, feita em resposta aos Beatles que na época faziam grande sucesso em Minas Gerais.
Ao piano vocês verão Wagner Tiso e na guitarra Hélio Delmiro, em um excelente show de solo. Show gravado em 1983.
Esse e outros sucessos da turma do Clube da Esquina vocês terão sempre no The Point Carioca.
Historia da Música : (Extraído do Livro de Marcio Borges)
A ORIGEM DA MÚSICA “Para Lennon e McCartney”:
Leise, eterna namorada de Fernando Brant, estava na cozinha preparando uma macarronada. Mamãe Maricota e seu Salomão também confraternizavam com os filhos e os amigos dos filhos, tomando cerveja no meio da turma. Papai não perdia a chance de pegar um no canto e arriar filosofia. Mamãe o repreendia, vendo-lhe a sofreguidão cervejeira:
– Não vá exagerar, hein, Salim.
Na saleta de piano, Lô Borges convocou a mim(Márcio Borges) e ao Fernando Brant para ouvirmos um tema que acabara de compor ali na hora, no meio daquela confusão de irmãos, amigos e cervejada.
Todos os que estavam por perto na hora se acercaram do piano, para ouvir o tema de Lô. Então, depois de executá-lo por diversas vezes, a ponto de todos estarmos cantarolando os “lá-Iá-Iás” em uníssono com ele, sem erros, Lô parou de tocar e nos propôs:
– Então? Vocês dois não querem meter uma letra nisso não?
– Só se for agora – respondeu Fernando.
– Qual é o tema que você pensou pra ela? – perguntei.
– Na verdade, eu(Márcio Borges) estava pensando na parceria do John e do Paul… nas parcerias, né. A gente aqui, também fazendo as nossas … e eles nunca vão saber. Mas pode ser outra coisa qualquer que vocês sentirem – Lô se apressou em dizer.
– Por mim esse tema está ótimo – disse Fernando.
– Eu faço a primeira parte e você faz a segunda – combinei com ele. Providenciei canetas e papel e nos trancafiamos no quarto de meus pais. Eu não queria perder a festa, nem Fernando. Em menos de meia hora, portanto, estávamos de volta à saleta do piano, bem a tempo de pegar a saída da macarronada de Leise. Já havia até alguns de prato na mão, ao redor do piano, quando Lô cantou pela primeira vez os rabiscos que colocamos diante dele, na estante do piano. Na minha parte estava escrito:
Porque vocês não sabem do lixo ocidental
Não precisam mais temer Não precisam da timidez todo dia é dia de viver Porque você não verá Meu lado ocidental
Não precisa medo não Não precisa da solidão Todo dia é dia de viver …
Na parte de Fernando estava escrito:
Eu sou da América do Sul eu sei vocês não vão saber Mas agora sou cowboy sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais.
Daí, fomos com disposição à macarronada da Leise, convictos de que acabávamos de compor uma bela música – apesar da rapidez. Quanto ao nome, ficou sendo o que Lô sugeriu: “Para Lennon e McCartney”.
Antônio Maurício Horta de Melo (Toninho Horta) é um compositor, arranjador, produtor musical, e guitarrista brasileiro.
Desde 1989 vive em New York e já excursionou pela Inglaterra, Rússia, Japão, Coreia, Finlândia, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, Itália, Holanda, Bélgica, Açores (Portugal), Martinica, Suíça e Áustria.
Entre os vários títulos conquistados, integra a antologia “Progressions – 100 Years of Jazz” (EUA, Columbia/Legacy, 2005), como um dos guitarristas mais influentes do mundo do jazz no século XX.
O vídeo abaixo mostra Toninho Horta (guitarra), HAROLDO MAURO JR. (piano), LEONARDO CIOGLIA (baixo) e ADRIANO SANTOS (bateria) em uma Jam Session (a nossa famosa “canja”) com um convidado da plateia, no caso, PABLO FAGUNDES (harmônica).
Uma ótima apresentação de mais um sucesso da bossa nova, “Estamos Aí“, de Maurício Einhorn / Durval Ferreira / Regina Werneck.
O encontro aconteceu no Cachaça Jazz ‘n’ Samba Club, New York City, USA, em 30 de julho de 2008.
Toninho Horta, com seu álbum “Harmonia & Vozes” foi indicado ao 11º Grammy Latino 2010 na Categoria Melhor Álbum de MPB.
As Jam Session também acontecem no The Point Carioca.
Esse é o nome de um grande sucesso da bossa nova de um compositor pouco conhecido pelo publico.
BATIDA DIFERENTE, de Durval Ferreira e Mauricio Einhorn, ficou conhecida e imortalizada na voz de Leny Andrade, que gravou a música no início da década de 60.
Durval Ferreira (Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1935 — Rio de Janeiro, 17 de junho de 2007) foi um compositor, violonista, guitarrista, arranjador e produtor musical brasileiro.
Em junho de 2005 Durval Ferreira se apresentou no “Parque dos Patins”, na Lagoa Rodrigo de Freitas (Rio de Janeiro), ao lado de Leny Andrade, com Fernando Merlino ao piano, Adriano Giffoni no baixo, e Márcio Bahia na bateria.
Vejam o vídeo de Leny interpretando esse sucesso:
Batida Diferente e outras músicas de Durval Ferreira também fazem parte dos sucessos que você encontra no The Point Carioca.
BLITZ é uma banda de rock brasileiro.
Foi uma das bandas precursoras do rock nacional.
O grupo foi formado no Rio de Janeiro, em 1980.
Integrado por Evandro Mesquita, guitarra e voz; Fernanda Abreu, backing vocal; Marcia Bulcão, backing vocal; Ricardo Barreto, guitarra; Antônio Pedro Fortuna, baixo; William “Billy” Forghieri, teclados; e Lobão (depois substituído por Juba), bateria.
Em 1982, o primeiro compacto, “Você Não Soube Me Amar” (Evandro Mesquita/Ricardo Barreto/Guto/Zeca Mendigo), alcançou um sucesso estrondoso, posteriormente incluído no primeiro álbum da banda.
O vídeo com o clipe da música você vai ver abaixo:
Depois, em 1983, o álbum “Radio Atividade”, incluía o sucesso “A Dois Passos Do Paraíso” (Ricardo Barreto/Evandro Mesquita).
Veja o clipe abaixo:
Com um rock leve, letras bem-humoradas e performance teatral no palco, a BLITZ tocou no Rock In Rio de 1985 e, em 1986, a banda se desfez, voltando a se reunir ocasionalmente para shows ou eventos.
Blitz também é sucesso no The Point Carioca.