Em meio a tanta controvérsia com as participações de cantores e bandas de gêneros musicais distintos no Rock In Rio de 2011, independentemente de serem excelentes em suas respectivas categorias, devemos relembrar alguns sucessos antigos do rock brasileiro.
Nesse ano de 2011, um dos primeiros “rocks rurais” comemora 40 anos de seu lançamento e gravação. Trata-se de “Casa No Campo”, deZé RodrixeTavito.
Não podemos dizer que se trata de uma música ultrapassada, pois mantem-se viva, sempre lembrada e cantada em reuniões de jovens e velhos amigos.
A música, ganhadora do Festival de Juiz de Fora em 1971 e 4ª colocada no Festival Internacional da Canção do mesmo ano, além de gravada por Zé Rodrix, ficou popularizada mundialmente com a gravação deElis Regina.
Já falamos, em outros posts, sobre sucessos deZé Rodrix, inclusive sobre “Casa No Campo”, mas vale a pena ver esse vídeo em que os autores, junto com a “Jazz Big Band”, interpretam e contam a historia da música. Show gravado no Teatro SESC de Santos em 2008.No video Zeh Rodriz conta a historia da muhsica.
Pesquisando e passeando pela internet, encontramos uma banda do Rio Grande do Sul interpretando a mesma música, em 2006, ou seja, 35 anos após o seu lançamento.
Para ver a letra e cifra da música, clique aqui. Nesse link você vai poder ver um vídeo com a interpretação de Elis Regina em um programa de TV da Alemanha.
Em se tratando de “rock” e não de um “mix” de estilos musicais, sentimos falta de diversas bandas e cantores nacionais que fazem o verdadeiro rock. Sem falar nos internacionais, que foram substituídos, em grande parte, pelos “pops” que não passam de geradores de dinheiro para as gravadoras e, quase sempre, são descartados em uma próxima “temporada”.
Assim, como sugestão, poderíamos ter um festival tipo “Forgotten In Rio” que, certamente, contaria com a presença de muitos roqueiros que não fizeram parte do atual “Rock In Rio”.
E, claro, contaria com muitos outros cantores e bandas nacionais e internacionais que fariam a plateia delirar com um genuíno show de rock.
Deixaríamos de ter “micaretas” e “pops”. Teríamos o autentico rock.
Não somos contra, muito pelo contrário, dos outros estilos da MPB mas, se a cantora é fraca, deixa ela ficar cantando bossa nova em New York onde será sucesso garantido.
Se o cantor já não tem aquela voz bela e segura, se ele não tem uma boa pronúncia de outro idioma, não peçam para ele abrir o festival, pois nem uma orquestra sinfônica por detrás vai conseguir segurar o fracasso da apresentação.
E vamos deixar o “axé” para o carnaval.
Não precisamos “tirar o pé do chão”, basta sentir a “vibração do rock no coração”.
Bem, a ideia está lançada, só faltam os patrocinadores.
Vocês podem sugerir outros nomes para esse grande festival.