Gravado em 1977, do álbum Ronda Noturna de Guilherme Arantes, “Amanhã” despontou como um dos melhores rocks progressivos brasileiros.
Guilherme Arantes (São Paulo, 28 de julho de 1953), cantor e compositor brasileiro, começou sua carreira como tecladista e vocalista da banda Moto Perpétuo – grupo de rock progressivo dos anos 70.
Tavito, nome artístico de Luís Otávio de Melo Carvalho (Belo Horizonte, 26 de janeiro de 1948) é um músico e compositor brasileiro. Algumas canções compostas por Tavito tornaram-se grandes sucessos: “Rua Ramalhete” e “Casa no Campo” (com Zé Rodrix).
É companheiro de geração de Milton Nascimento e de outros músicos mineiros, como Toninho Horta, Tavinho Moura e Nelson Ângelo.
Em 1970 foi convidado por Milton Nascimento para formar uma banda que acompanhasse o cantor e compositor em shows. Nasceu o Som Imaginário, integrado também por Wagner Tiso, Robertinho Silva, Luís Alves, Zé Rodrix, Frederyko e Laudir de Oliveira (mais tarde substituído por Naná Vasconcelos).
Nessa mesma época, começou a compor com Mariozinho Rocha, Eduardo Souto Neto e Zé Rodrix.
Em 1979, gravou seu primeiro LP como cantor solista, “Tavito“, lançado no ano seguinte pela gravadora CBS. O disco incluiu “Rua Ramalhete“, canção bastante executada e que remete à sua antiga admiração pelo conjunto The Beatles.
Ouçam “Rua Ramalhete”, composição de Tavito e Ney Azambuja:
A partir de 1992, passou a dedicar-se exclusivamente à composição, aos arranjos e à publicidade.
Em 2004, finalizou a gravação de mais um disco, contendo entre outras canções : “Rua Ramalhete e “Naquele tempo“.
Ouçam “Naquele Tempo”, composição de Mariozinho Rocha e Renato Corrêa:
A bela música mineira também sofreu a grande influência das músicas dos The Beatles.
Nesta semana faleceu Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia, mais conhecido como Ed Lincoln (Fortaleza, 31 de maio de 1932 – Rio de Janeiro, 16 de julho de 2012).
Ed Lincoln foi um instrumentista (contrabaixista, organista), compositor, arranjador e produtor musical brasileiro e compositor.
Na década de 60 criou um estilo na execução de órgão, que se tornou moda em bailes da época.
Ficou conhecido no Brasil, a partir da década de 1960, como “O Rei dos Bailes“.
Em toda a sua carreira, foi acompanhado por músicos consagrados como Bebeto Castilho, Wilson das Neves, Durval Ferreira, Humberto Garin, Celinho, Claudio Roditi, Luiz Alves, Paulinho Trompete, Alex Malheiros e Márcio Montarroyos.
Em entrevistas a Folha de São Paulo de 17 de julho de 2012, alguns artistas deram um pequeno depoimento sobre esse grande músico, que reproduzimos abaixo:
“Conheci o Ed Lincoln quando ele tocava lá no Bar do Plaza. Começou como baixista do Johnny Alf. Eram ele, Alf e Paulinho Ney, na guitarra. Um trio incrível. Depois tinha também o Luizinho Eça. Ali era o verdadeiro berço da bossa nova. O Ed Lincoln é um dos precursores. Era ali que a gente ia aprender com aqueles craques todos. Foi um grande aprendizado para mim, Tom, João Gilberto, João Donato e tantos outros. Depois, o Lincoln virou “baileiro”, rodando o Brasil todo com seu conjunto.” CARLOS LYRA, compositor, violonista e cantor
“O Lincoln foi muito importante na época dos bailes. Tive a honra de fazer parte daquele conjunto. O órgão era tido como um instrumento chato, mas o Lincoln mudou isso. Tinha uma personalidade muito grande, veio da noite, do Plaza, do Drink, do Djalma Ferreira. Ele tinha a cabeça muito aberta para as coisas que vinham de fora. Era um músico cheio de detalhes, de exigências´, mas era uma pessoa amável, gentil. Ele tocava todos os ritmos possíveis, tinha muito noção de variação timbres. Sabia o que a pista queria e sabia tudo de dinâmica, que é uma coisa que ficou num passado remoto.” BEBETO CASTILHO, baixista, saxofonista e flautista do Tamba Trio
Relembrem esse sucesso do ano de 1968:
Em 2011, foi lançada caixa “O Rei dos Bailes” com a remasterização de seis de seus LPs lançados entre1960 e 1966, e que são atualmente considerados raridade e disputados por pesquisadores e colecionadores.
Um documentário sobre vida e obra do artista, “Ed Lincoln – O Rei do Sambalanço“, do cineasta Marcelo Almeida, está em finalização.
Muitos grandes cantores e compositores da nossa MPB fizeram sucessos em trilhas sonoras das novelas da televisão brasileira.
Verdadeiras joias musicais, com interpretações magistrais, encantaram o publico, emoldurando cenas de diversas historias.
Hoje, entretanto, o que se ouve como trilhas musicais não pode ser considerado de “boa qualidade”, servindo apenas para gerar dinheiro para as gravadoras e apresentações em programas de auditório. Aliás, nos dias de hoje, até os auditórios são compostos de “figurantes” que aplaudem ao comando da “clap”.
Das atuais novelas em exibição selecionamos apenas Marisa Monte, que conseguiu colocar duas musicas, “Ainda Bem” (na novela Amor Eterno Amor) e “Depois” (na novela Avenida Brasil).
No mais, ainda nos resta o re-make de Gabriela, que, para nossa sorte, manteve a grande trilha dos sucessos da década de 70.
Ouçam Djavan interpretando “Alegre Menina”, composição de Jorge Amado e Dorival Caymmi:
A nossa MPB ainda tem grandes talentos, com grandes composições que poderiam, e deveriam, ser aproveitados e valorizados pela mídia produtora de novelas.