João Donato de Oliveira Neto (Rio Branco, 17 de agosto de 1934), mais conhecido apenas como João Donato, é um pianista, acordeonista, arranjador, cantor e compositor brasileiro.
Donato foi amigo de todos os expoentes do movimento “bossanovista”, como João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Johnny Alf, entre outros, mas nunca foi caracterizado unicamente como tal, e sim um músico muito criativo e que promove fusões musicais, de jazz e música latina, entre tantos outros.
Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 — Porto Alegre, 27 de agosto de 1974) foi um compositor brasileiro.
Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, que se refere à prática de quem crava os cotovelos em um balcão ou mesa de bar, pede um uísque duplo, e chora pela perda da pessoa amada. Constantemente abandonado pelas mulheres, Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.
A editora Sextante está lançando este mês o livro 1001 Músicas para Ouvir Antes de Morrer, do inglês Robert Dimery, mesmo coordenador de 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer, publicado em 2007.
Os brasileiros selecionados são: Jorge Ben Jor (Taj Mahal – de sua autoria); Tom Jobim e Elis Regina (Águas de Março – de Tom Jobim); Os Mutantes (A Minha Menina – também de autoria de Jorge Ben Jor); João Gilberto com Astrud Gilberto e Stan Getz (The Girl from Ipanema – outra de Tom Jobim com Vinicius de Moraes); Sérgio Mendes & Brasil 66 (Mas que Nada – mais uma de Jorge Ben Jor); e Frank Sinatra interpretando Tom Jobim (Corcovado – de novo Tom Jobim).
Cliquem nos nomes das músicas, acima, para ouvirem.
A lista ainda inclui o grupo paulista Cansei de Ser Sexy – CSS que, a nosso ver, não se enquadra como MPB, como também não é nenhuma “obra” que seja imprescindível de ser ouvida “antes de morrer”.
Essa “pequena mancada” do coordenador e realizador do livro demonstra que ele não conhece, ou esqueceu, alguns outros nomes de nossa MPB, como: Ivan Lins; João Bosco; Milton Nascimento; Chico Buarque; Caetano Veloso; Gilberto Gil; Roberto Menescal; Gonzaguinha; Djavan; e tantos outros exemplos de bons compositores e intérpretes.
A nossa lista de grandes talentos é imensa.
Assim, lançamos um desafio e pedimos a colaboração dos leitores para que enviem, através de comentários neste post, nomes de músicas da nossa boa MPB que vocês indicariam para serem ouvidas “antes de morrer”.
Esperamos que a nossa lista, com a ajuda de vocês, alcance o total de 1002 Músicas Brasileiras Para Ouvir Antes de Morrer.
Poderemos ajudar o autor inglês em uma próxima edição.
A Praça Onze é uma sub-região da Zona Central da cidade do Rio de Janeiro, cujo nome foi herdado de um antigo logradouro, hoje extinto.
A original Praça 11 de Junho (data da Batalha de Riachuelo) existiu por mais de 150 anos até a década de 1940.
No raiar do século XX, a Praça 11 de Junho era o reduto por excelência dos negros cariocas. Das batucadas trazidas pelos negros baianos, misturadas ao lundu do Rio de Janeiro, nasceu o samba. Estudiosos e contemporâneos daqueles tempos são unânimes ao apontar a mítica “Casa da Tia Ciata“, uma bahiana que mudou se para o Rio de Janeiro, e tinha como oficio, cozinhar quitutes. Assim, sua casa ficou famosa na praça, transformando se em ponto de encontro de músicos, e gente do povo. Ali, o ritmo do samba começou a ser moldado.
A “Casa da Tia Ciata” foi o principal local de músicas e ritmos africanos daquela comunidade, de onde saíram sambas históricos e compositores de talento. Em 1926, por perseguições policiais, alguns compositores locais fundaram uma “escola de samba”, nome eufêmico de uma associação recreativa sem ser, na verdade, de fins educacionais.
Mas a Praça Onze que vamos falar hoje, trata-se de um típico restaurante brasileiro na cidade de Tóquio, no Japão, com música ao vivo.
Pesquisando sobre MPB no Japão, encontramos diversos vídeos de apresentações musicais nesse restaurante e selecionamos dois para postar.
O primeiro mostra o violonista e cantor Den interpretando “A Rita”, de Chico Buarque:
No segundo, o grupo Fonte apresenta “Vamos ao Rio”, com direito a um excelente solo de pandeiro, no melhor estilo carioca:
É a lembrança do berço do samba no meio da cidade de Tóquio.
Ainda não tivemos nenhum acesso de visitantes da Eslovênia.
Porem, recebemos por e-mail do amigo Halley Pinheiro um link do vídeo de uma excelente apresentação.
Trata-se do coral Perpetuum Jazzilecantando junto com o Grupo Vocal BR6a mundialmente famosa “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, em uma apresentação no ano de 2008.
Perpetuum Jazzile é um coral esloveno que interpreta jazz e música popular. Foi fundada como Gaudeamus Chamber Choir em 1983.
O Grupo Vocal BR6 é um grupo a capella carioca formado por seis cantores – Crismarie Hackenberg (mezzo), Deco Fiori (tenor), Marcelo Caldi (tenor), Augusto Ordine (barítono), Simô (baixo) e Naife Simões (Percussão Vocal). As canções interpretadas pelo grupo, formado por professores, músicos e arranjadores em atividade no Rio de Janeiro, são executadas sem a ajuda de instrumentos.
Assistam o vídeo e se emocionem :
Acredito que o saudoso Ary Barroso nunca imaginou que sua música chegasse a ser interpretada na Eslovênia.
Aproveitamos então e fizemos uma pesquisa por outras apresentações desse excelente coral esloveno.
Vejam a interpretação de “Mas Que Nada”, primeiro grande sucesso de Jorge Ben Jor e uma das canções brasileiras mais conhecidas no exterior:
Agora “Só Danço Samba”, de Vinicius de Moraes / Antônio Carlos Jobim:
E, finalmente por hoje, “Wave”, de Antônio Carlos Jobim, nas versões em inglês e em português:
A qualidade do coral, bem como a do grupo carioca, impressiona.