Samba na Praça Onze… em Tóquio ?

A Praça Onze é uma sub-região da Zona Central da cidade do Rio de Janeiro, cujo nome foi herdado de um antigo logradouro, hoje extinto.

Praca 11 de JunhoA original Praça 11 de Junho (data da Batalha de Riachuelo) existiu por mais de 150 anos até a década de 1940.

No raiar do século XX, a Praça 11 de Junho era o reduto por excelência dos negros cariocas. Das batucadas trazidas pelos negros baianos, misturadas ao lundu do Rio de Janeiro, nasceu o samba. Estudiosos e contemporâneos daqueles tempos são unânimes ao apontar a mítica “Casa da Tia Ciata“, uma bahiana que mudou se para o Rio de Janeiro, e tinha como oficio, cozinhar quitutes. Assim, sua casa ficou famosa na praça, transformando se em ponto de encontro de músicos, e gente do povo. Ali, o ritmo do samba começou a ser moldado.

A “Casa da Tia Ciata” foi o principal local de músicas e ritmos africanos daquela comunidade, de onde saíram sambas históricos e compositores de talento. Em 1926, por perseguições policiais, alguns compositores locais fundaram uma “escola de samba”, nome eufêmico de uma associação recreativa sem ser, na verdade, de fins educacionais.

Mas a Praça Onze que vamos falar hoje, trata-se de um típico restaurante brasileiro na cidade de Tóquio, no Japão, com música ao vivo.

Pesquisando sobre MPB no Japão, encontramos diversos vídeos de apresentações musicais nesse restaurante e selecionamos dois para postar.

O primeiro mostra o violonista e cantor Den interpretando “A Rita”, de Chico Buarque:

No segundo, o grupo Fonte apresenta “Vamos ao Rio”, com direito a um excelente solo de pandeiro, no melhor estilo carioca:

É a lembrança do berço do samba no meio da cidade de Tóquio.

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Samba e Bossa-Nova na Eslovênia !

Ainda não tivemos nenhum acesso de visitantes da Eslovênia.

Porem, recebemos por e-mail do amigo Halley Pinheiro um link do vídeo de uma excelente apresentação.

Trata-se do coral Perpetuum Jazzile cantando junto com o Grupo Vocal BR6 a mundialmente famosa “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, em uma apresentação no ano de 2008.

Perpetuum Jazzile

 

Perpetuum Jazzile é um coral esloveno que interpreta jazz e música popular. Foi fundada como Gaudeamus Chamber Choir em 1983.

 

 

Grupo BR6

O Grupo Vocal BR6 é um grupo a capella carioca formado por seis cantores – Crismarie Hackenberg (mezzo), Deco Fiori (tenor), Marcelo Caldi (tenor), Augusto Ordine (barítono), Simô (baixo) e Naife Simões (Percussão Vocal). As canções interpretadas pelo grupo, formado por professores, músicos e arranjadores em atividade no Rio de Janeiro, são executadas sem a ajuda de instrumentos.

Assistam o vídeo e se emocionem :

Acredito que o saudoso Ary Barroso nunca imaginou que sua música chegasse a ser interpretada na Eslovênia.

Aproveitamos então e fizemos uma pesquisa por outras apresentações desse excelente coral esloveno.

Vejam a interpretação de “Mas Que Nada”, primeiro grande sucesso de Jorge Ben Jor e uma das canções brasileiras mais conhecidas no exterior:

Agora “Só Danço Samba”, de Vinicius de Moraes / Antônio Carlos Jobim:

E, finalmente por hoje, “Wave”, de Antônio Carlos Jobim, nas versões em inglês e em português:

A qualidade do coral, bem como a do grupo carioca, impressiona.

Parabéns !!!

E então, vocês gostaram ?

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Os vencedores do I FIC de 1966. Você concorda ?

I FICO Festival Internacional da Canção (FIC) foi um concurso de músicas nacionais e estrangeiras, anual, realizado no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e transmitido pela TV Rio (primeira edição) e pela TV Globo.
A música de abertura era composta por Erlon Chaves e chamava-se “Hino do FIC”.
O apresentador oficial era Hilton Gomes.
O prêmio Galo de Ouro foi desenhado por Ziraldo.
Criado por Augusto Marzagão, durou de 1966 a 1972 (sete festivais). Cada um tinha duas fases: a nacional, para escolher a melhor canção brasileira, e a internacional, para eleger a melhor canção de todos os países participantes — a concorrente brasileira era a vencedora da fase nacional.
Começamos hoje a relembrar os vencedores desses Festivais. Vamos postar as duas primeiras colocadas das Fases Nacionais de cada ano.
Portanto, para nosso post de hoje, vamos falar do I FIC, de 1966.
Esse foi o primeiro Festival na Cidade do Rio de Janeiro. Os demais Festivais, da Excelsior e da Record, eram na Cidade de São Paulo.
Um elemento que apareceu de forma avassaladora nesse festival – e não desapareceu mais nos anos seguintes – foi a vaia.
Agora, passados mais de 40 anos, você pode tirar a sua conclusão:

“Quem estava certo, o júri ou o público ?”
As preferidas do público eram “Dia de Rosas“, com Maysa, e “O Cavaleiro“, com Tuca. As vaias começaram antes da divulgação do resultado. O comentário geral era de que o clima das músicas era muito triste.
O resultado foi :
  1. Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta), com Nana Caymmi.
  2. O cavaleiro (Tuca e Geraldo Vandré), com Tuca.
  3. Dia das rosas (Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo), com Maysa.

Quando o primeiro lugar foi anunciado para “Saveiros“, explodiu uma estrondosa vaia. Tão forte que, por muitos anos, ficou marcada como a primeira grande vaia da era dos festivais. Quarenta anos depois, Nelson Motta, letrista de “Saveiros”, analisa que “a vaia nem era muito pra Nana, nem pra nós especificamente. Era pro resultado. Eu vivi uma experiência muito interessante. Quando você tiver no palco de um ginásio com metade do público vaiando e metade aplaudindo, eu não sei por que, mas você só ouve as vaias. Então foi uma lição de vida. Aprendi que a vitória pode trazer um efeito colateral”.
Ouçam e relembrem “Saveiros”, na voz de Nana Caymmi:

Agora ouçam “O Cavaleiro”, na interpretação de Tuca:

Com a vitória na parte nacional, “Saveiros” representou o Brasil na fase internacional. A vencedora foi a alemã “Frag den Wind” (Helmut Zacharias/Carl J. Schauber), com Inge Bruek. A preferida do público era a francesa “L’Amour Toujours L’Amour” (Daniel Faure), com Guy Mardel, que ficou em terceiro. O segundo lugar ficou com “Saveiros“.
E então, qual a sua opinião ?

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Os Setentões deste ano (parte 3)

Milton NascimentoContinuando nossa série dos grandes nomes da MPB que completam setenta anos de idade em 2012 vamos postar hoje alguns momentos do genial Milton Nascimento.

Milton Nascimento, também conhecido pelo apelido de Bituca, (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942) é um cantor e compositor brasileiro, reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da MPB.

Tornou-se conhecido nacionalmente, quando a canção “Travessia“, composta por ele e Fernando Brant, ocupou a segunda posição no II Festival Internacional da Canção (FIC), de 1967.

Segundo o trecho da contracapa do disco Milton e Tamba Trio:

Milton Nascimento entrou no estúdio acompanhado pelo ‘Tamba Trio’, no Rio de Janeiro, em 1967, para gravar seu primeiro disco. O encontro de ‘Milton & Tamba’ com os arranjos de Luizinho Eça fazem de ‘Travessia’ um álbum definitivo e eternamente moderno.

Até agora, Milton Nascimento já gravou trinta e quatro álbuns. Cantou com dúzias de outros artistas, incluindo Angra, Maria Bethânia, Elis Regina, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Simone, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Beto Guedes, Paul Simon, Peter Gabriel (com quem co-escreveu a música Breath after Breath do Duran Duran), Herbie Hancock, Quincy Jones e Jon Anderson.

Entre diversos sucessos, destacam-se Maria, Maria” (com Fernando Brant), e Coração de Estudante” (com Wagner Tiso), que se tornou o hino das Diretas Já (movimento sócio-político de reivindicação por eleições diretas, 1984) e dos funerais de Tancredo Neves (1985).

Posteriormente, a Canção da América” (também com Fernando Brant), que versa sobre a Amizade, foi o tema de fundo dos funerais de Ayrton Senna (1994).

Poderíamos ficar dias e  dias postando sucessos de Milton Nascimento. Todos de altíssima qualidade. Mas, por hoje, vamos ficando por aqui.

O genial Milton Nascimento enriquece nossa MPB.

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Nossa série dos Setentões continua… Aguardem.

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O Corcovado na Sérvia.

NjufoldersiEntre as nossas diversas pesquisas sobre o interesse de outros países pela Bossa-Nova, encontramos essa bela interpretação de “Corcovado”, de Antônio Carlos Jobim.
Trata-se do conjunto Njufoldersi, da Sérvia, interpretando a música numa versão em sérvio.
O vídeo apresenta alguns problemas na parte do som, mas, mesmo assim, dá para ter uma ideia da excelente qualidade da banda.

Não encontramos outras informações sobre a banda na internet, muito menos a letra no idioma em que foi interpretada.
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A Bola da Copa 2014 : “A Brazuca”

Pode parecer um nome novo para os jovens brasileiros, mas, para quem não sabe, “A Brazuca” já foi sucesso na MPB e deixou saudades.

Antonio Adolfo e A BrazucaA Brazuca foi um grupo musical brasileiro do final da década de 1960 que participou no ano de 1969 do IV Festival Internacional da Canção (FIC), quando classificou a canção “Juliana” em 2º lugar no evento.

Conjunto formado originalmente por Antônio Adolfo (piano), Luiz Claudio Ramos (guitarra), Luizão Maia (baixo), Victor Manga (bateria), Julie (voz) e Bimba (voz). Em uma segunda formação, Julie foi substituída pelo cantor Luís Keller.

Atuou no cenário artístico de 1969 a 1971, gravando 2 álbuns: “Antônio Adolfo e A Brazuca” (1969); e “Antônio Adolfo e A Brazuca 2” (1970).

Ouça e relembre “Juliana”, de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar:

Agora ouça “Quebra Cabeça”, de Paulinho Soares e Marcello Silva, que participou do V Festival Internacional da Canção (FIC), em 1970:

Como disse Tibério Gaspar em uma entrevista, no ano de 2002 :

“… eu tenho também um carinho muito grande pelos festivais. Eu gosto de participar até hoje. Eu acho que eles são os verdadeiros celeiros da MPB, que é muito diferente do que é imposto pela mídia, que é totalmente comprada e vendida às gravadoras. O jabá foi institucionalizado. A gravadora tem um produto de baixa qualidade que ela pega e coloca numa rádio, compra o horário e impõe isso ao povo. “

A gente espera que “A BRAZUCA”, como “Bola da Copa 2014”, tenha o mesmo sucesso que teve esse excelente conjunto da nossa MPB.

Bem que os Festivais poderiam voltar a acontecer.

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