Já na reta final das eleições presidenciais no Brasil, um tema vive sendo colocado a todo instante: os benefícios sociais.
Além disso, a velha e vergonhosa tentativa de colocação do povo do norte contra o sul mostra que o coronelismo não acabou, apenas se federalizou.
Pesquisando na internet sobre o assunto, encontramos este belo texto elucidativo (do blog “Terra de Gigantes” – em 11/01/2013), onde o grande e saudoso Luiz Gonzaga expõe, com seu parceiro Zé Dantas, a opinião do povo nordestino:
“Parece que foi hoje que esta poesia foi escrita. A situação climática que abate a região do semi-árido brasileiro, a seca, em 2013 infortuna de novo a região Nordeste do Brasil. Em 1953 uma grande estiagem atingiu a região, houve uma coleta de roupas e alimentos para socorrer os “irmãos nordestinos”, além de o Governo Federal, na época Getúlio Vargas, declarou Estado de Emergência na região.
Mas Luiz Gonzaga e Zé Dantas não concordavam com as doações, pois afirmavam que a esmola “Ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão”. Para denunciar e propor outro tipo de ajuda, compuseram a música “Vozes da Seca”, que dentro do Congresso Nacional, um deputado em pronunciamento declarou que aquela poesia, valia mais que cem discursos.
Gonzaga e Dantas pediam política de estado, além da solidariedade. Propunham a criação de empregos, fornecimento de alimentos a preços baixos, investimentos em barragens e açudes. Em contrapartida com o trabalho, a região pagaria a ajuda, “inté com juros”, dentro da perspectiva de preservar a honra.
Luiz Gonzaga em determinadas entrevistas e shows, explica a importância de investimentos, que superem a situação de miséria. No disco Vida do Viajante (1981), em show com seu filho Gonzaguinha, canta a música e nos comentários saúda o ex-presidente Juscelino Kubitschek pela criação da Superintendia de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).
A música é muito atual e deve ser ouvida nestes tempos de seca. …”
Ouçam a música “Vozes da Seca” na interpretação de Luiz Gonzaga e vejam a letra (no link abaixo) :
Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido como o Rei do Baião, (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um importante compositor e cantor popular brasileiro. Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o Sertão Nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
“Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”
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