O Blues que o Rei não cantou

Sergio Sampaio Essa música se refere a dois grandes capixabas. Dois excelentes cantores e compositores. Um eleito como “Rei”, o outro com a fama de “Maldito”.

Estamos falando de Roberto Carlos, o Rei do Iê-Iê-Iê, e de Sérgio Sampaio, o Maldito da MPB, que infelizmente já não está entre nós, faleceu em 1994.

A história da música que vamos postar hoje inicia quando Sérgio Sampaio, em 1972, ano em que sua canção “Eu quero é botar meu bloco na rua” participa do IV FIC (Festival Internacional da Canção) e integra um compacto do Festival, que graças a ela vende 500 mil cópias, tornando-se sucesso no carnaval de 1973.

Com todo esse sucesso, Sampaio recebe um recado de um assessor de Roberto Carlos pedindo que fizesse uma canção no mesmo estilo da música do Festival (a do Bloco), para que o “Rei” pudesse gravar. Sérgio ficou radiante, imaginando poder realizar o sonho de ter uma composição sua gravada por seu ídolo e conterrâneo.

Mas, a essa altura, o Rei já havia abandonado o Iê-Iê-Iê e se transformava em um cantor de músicas românticas. Não era a praia de Sérgio, que acabou não conseguindo compor a “canção encomendada”.

Porém, ao final dessa história, Sérgio compôs uma linda canção relatando toda a sua tristeza por não conseguir ouvir uma música sua gravada pelo antigo ídolo. O nome da canção é “Meu Pobre Blues“, lançada no ano de 1974. A letra fala sobre algumas canções de Roberto Carlos, como você vai poder identificar.

Em 1973 Sérgio Sampaio lançou seu primeiro álbum, produzido por Raul Seixas. Um fracasso de vendas, embora a canção “Cala a boca, Zebedeu“, de autoria de seu pai (Raul Sampaio), incluída no álbum, tenha feito grande sucesso nas rádios. Mas isso a gente vai curtir em um futuro post.

The Point Carioca - Blog

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