Muitas vezes as pessoas creditam ao intérprete a composição da música. Isso acontece, fortemente, com as músicas de Roberto Carlos.
Basta a música ter sido gravada pelo “Rei” e as pessoas já pensam que ele é o autor.
É bem verdade que ele compôs várias canções em parceria com Erasmo Carlos. Aliás, uma parceria que começou quando Roberto ia se apresentar cantando uma música de Elvis Presley, “Hound Dog” (na época ele fazia cover do Elvis) mas não tinha a letra, então lhe foi apresentado o Erasmo que lhe emprestaria o disco.
Mas, hoje vamos relembrar uma bela canção, um verdadeiro “Soul”, que o saudoso Tim Maia escreveu para Roberto Carlos gravar no álbum de 1969 e fez parte da trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa, de 1970: “Não Vou Ficar”.
Na verdade Tim queria que Roberto gravasse “Você”, composta por ele, mas o “Rei” não aceitou e Tim gravou e fez o maior sucesso em 1971.
Então, vamos curtir “Não Vou Ficar” na interpretação de seu autor: Tim Maia.
O sucesso que estamos falando foi lançado, em compacto simples, no ano de 1981.
Composição de Marcelo Costa Santos e Jim Capaldi.
Jim Capaldi, falecido em 2005, foi um baterista inglês que, além de ter sido membro da banda Traffic, tocou com Jimi Hendrix, Eric Clapton, George Harrison, e outros.
Marcelo Costa Santos é o nosso Marcelo, cantor, compositor, violonista e ator. Iniciou sua carreira em 1976 e, em 1981, estourou com a canção “Abre Coração”.
A música foi incluída na trilha sonora da novela “OAmor é nosso!”, da TV Globo.
Assim que você leu o título do post, aposto que imaginou e até cantarolou o sucesso de Ivan Lins.
E isso é um ato normal, afinal a “Madalena” de Ivan Lins, além do sucesso nacional impulsionado pela bela interpretação de Elis Regina, rodou o mundo.
Mas hoje estamos falando de uma composição de Isidoro Oliveira, lançada no álbum Barra 69 – Caetano e Gil Ao Vivo na Bahia.
O disco apresenta o show que foi gravado de forma precária em uma fita cassete, em 1969. Posteriormente, em 1972, o produtor Nelson Motta convenceu a gravadora Phillips a recuperar essa gravação e lançar o LP.
Então, para relembra e curtir : “Madalena (Entra em Beco, Sai em Beco)” na interpretação de Gilberto Gil.
O álbum foi gravado ao vivo por Caetano Veloso e Gilberto Gil no Teatro Castro Alves, em Salvador – BA, no ano de 1969.
Hoje assisti, pela Globo Internacional, um Especial do Tim Maia que reúne cenas do filme sobre sua vida, entrevistas e depoimentos de Nelson Motta, Erasmo Carlos, Roberto Carlos,Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, e o grande “amigo” Fábio.
Saudades do grande Tim Maia. Principalmente nos dias de hoje, em que a atual safra de cantores e composições não se compara aos das décadas de 60, 70 e 80.
O cara que encantou Nelson Motta quando ouviu uma fita teste em que Tim Maia interpretava “Primavera”, de Cassiano. Que, indiretamente, lançou Roberto Carlos, quando o juntou a um grupo e formou o conjunto Os Sputiniks, conseguindo se apresentar no programa do saudoso Carlos Imperial. Mas, isso é uma outra longa historia.
Hoje vamos ver a historia da música “Azul da Cor do Mar”, conforme consta no site R7 (texto do blog Insoonia):
“Em 1969, Tim Maia ainda era um anônimo. Estava procurando um lugar para morar e foi pedir abrigo ao seu amigo Fábio, um cantor paraguaio que estava fazendo sucesso. Fábio dividia com seu empresário, Glauco Timóteo, um apartamento na rua Real Grandeza, em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Lá era um entra-e-sai de meninas devido ao sucesso do cantor paraguaio.
O apartamento era de dois quartos, um de Fábio e outro de Glauco. Restou para Tim o velho sofá da sala, chamado de dromedário, no qual ele passou a dormir.
O movimento intenso de mulheres continuava, com Glauco e Fábio aproveitando o sucesso e a juventude.
Já Tim Maia ficava sempre sozinho, vendo todas aquelas garotas entrando nos quartos com Fábio e Glauco. Ouvindo risos, gemidos e gritos, Tim ligava o gravador e cantava com tristeza e raiva, chegando até aos prantos.
Até que Fábio e Glauco viajaram com os músicos para shows em Salvador e Recife, deixando Tim Maia solitário em casa. Logo, ele abandonou o dromedário e passou a ficar na cama de Glauco. Na parede em frente à cama havia um pôster colorido de uma morena, contra o mar azul do Taiti. Tim, se sentindo muito só, pegou no violão e começou a cantar.
Quando Fábio voltou da viagem, Tim Maia ligou o gravador e disse que tinha feito uma música inspirado no pôster. A canção era “Azul da Cor do Mar”.
“Mermão!”, gritou Fábio, que, abraçando Tim, completou: “tu acabou de fazer a música da tua vida!”.
“Azul da Cor do Mar” se transformaria em um dos grandes sucessos de Tim Maia.
Também nesta semana que passou, nosso Amigo Luiz Renato postou em sua página do FaceBook o grande cantor e compositor Flavio Venturini, um dos grandes componentes do Clube da Esquina, interpretando seu sucesso “Todo Azul do Mar”.
Conseguimos, então, no YouTube, um clipe com Flavio Venturini interpretando um medley de “Azul Da Cor Do Mar / Todo Azul do Mar”, para você curtir: