Pegamos esse grande sucesso do início da década de 1960, “Biquíni de Bolinha Amarelinha”, para ilustrar essa “História do Frescobol”, que encontramos em uma postagem no Facebook da página Copacabana Demolida.
O jogo, tipicamente carioca, mas inventado por um paraense, foi declarado Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro neste mês de fevereiro.
Segundo a página : “O Frescobol foi inventado no Brasil entre 1945 e 1946, no bairro de Copacabana, cidade do Rio de Janeiro, após o término da II Guerra Mundial. Seu idealizador, o paraense Lian Pontes de Carvalho, residia no edifício de nº 1496 da Avenida Atlântica, esquina com a rua Duvivier. Na década de 1950, o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, morador da rua Bulhões de Carvalho, em Copacabana, costumava jogar tênis com os amigos nas areias da praia, entre os postos 4 e 5. Como as raquetes estragavam com freqüência, por causa da maresia, ele desenhou raquetes de madeira, resistentes à água do mar. Pediu então a um amigo, que possuía uma carpintaria em casa, na rua Souza Lima, no mesmo bairro, para fabricar as raquetes. Estava aí inventado o jogo como o conhecemos hoje. Somente décadas depois o nome “frescobol” foi criado….. “.
Existe outra versão de que o jogo teria sido criado pela turma de praia do saudosoMillôr Fernandes, mas nunca foi confirmada.
Quanto a música do vídeo abaixo é uma versão do sucesso americano “Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini“, gravado por Brian Hyland em 1960.
A versão brasileira, “Biquíni de Bolinha Amarelinha”, gravada por Ronnie Cord, foi feita por seu pai, Hervé Cordovil, no ano de 1961.
Em 1964, aproveitando a onda da Jovem Guarda, Ronnie Cord gravou novamente a versão em português, que também tornou-se sucesso em 1965.
Amigos, em dezembro de 2014 migramos nosso Blog para o WordPress.
Anteriormente estávamos no Blogger mas, devido a inúmeros problemas de acesso, decidimos pela mudança. Testamos esse novo local e ficamos avaliando a performance durante todo o ano de 2015.
Na época da migração tínhamos mais de 900 posts e, devido as diferenças de postagens dos vídeos, era preciso editar e re-postar todos eles.
Fizemos um grande número, mais da metade do total, e ainda assim alguns continuam precisando de uma re-edição.
Por isso, no caso de vocês acessarem algum post em que o vídeo não esteja editado, ou no caso do vídeo ter sido excluído do YouTube, pedimos que escrevam a falha nos “comentários”. Dessa maneira, seremos avisados da necessidade de correção e, após a re-postagem, lhe enviaremos uma resposta.
Até mesmo o nosso grande poeta, Vinicius de Moraes, escreveu em uma de suas memoráveis letras, musicada por Tom Jobim, versos sobre a ilusão do Carnaval.
O nome da famosa canção é “A Felicidade”, composta no ano de 1959. Foi feita para para o filme “Orfeu do Carnaval“, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, gravada pelo cantor Agostinho dos Santos. Fala do dia a dia do pobre que, depois de trabalhar um ano inteiro, vê a sua felicidade acontecer no carnaval, durar três dias e terminar na quarta-feira de cinzas.
Se bem que, nos dias atuais, o Carnaval já começa na sexta-feira e termina no domingo da semana seguinte. Não são mais “3 dias de folia”, são “10 dias”.
Mas, como Vinicius de Moraes disse : …”A felicidade do pobre parece / A grande ilusão do carnaval / A gente trabalha o ano inteiro / Por um momento de sonho / Pra fazer a fantasia / De rei ou de pirata ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira” …
Vamos relembrar e curtir.
No vídeo, você curtiu : Antônio Carlos Jobim (voz e piano), Jacques Morelenbaum (violoncelo), Paulo Jobim (guitarra), Danilo Caymmi (voz e flauta), Sebastião Neto (baixo), Paulo Braga (bateria), e, nos vocais, Ana Jobim, Elizabeth Jobim, Simone Caymmi, Maúcha Adnet, e Paula Morelenbaum.
Gravado no Festival de Jazz de Montreal, no ano de 1986.
“Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com teu carnaval”?
Esses são os versos de um grande sucesso da década de 70.
A música é uma composição de Gonzaguinha, lançada no álbum Luiz Gonzaga Jr., no ano de 1973.
A letra mostrava que o povo, com todas as dificuldades que passava, não se importava e nem protestava, apenas se contentava em ter a cerveja, seu samba e um bom Carnaval.
Gonzaguinha faleceu em Abri de 1991 e nem imaginaria que a sua música, passados 43 anos de seu lançamento, ainda continuaria bem atual.
O “pão e circo” ainda é o que a grande maioria do povo deseja, infelizmente.
Pois é, esse Blog não tem muito a ver com Carnaval, e hoje também não iremos postar nada sobre o tema.
Apenas lembrar do tempo que ficou pra trás. Eu diria que se passaram 50 Carnavais.
O Carnaval, apesar de não ser a festa preferida de muitos brasileiros, no qual me incluo, gera uma certa saudade dos anos vividos no Brasil, entre os brasileiros que vivem espalhados por esse mundo, no qual eu também me incluo.
Muitos podem achar que esse post é um tanto quanto nostálgico, mas posso garantir que é “realmente” e “totalmente” nostálgico.
Hoje, para lembrar dos bons tempos vividos coloquei no Youtube o show do José Augusto. A vantagem das smartv’s é a facilidade de encontrar o que quer na internet e assistir na hora em uma grande tela. Isso nós não tínhamos há 50 Carnavais.
O show, muitos podem classificar como “brega”, “romântico”, ou “cafona”, como dizíamos há 50 Carnavais. Não me interessa. Peguei minha cerveja e fiquei curtindo as canções, relembrando o tempo de juventude.
Lembrei de muitos amigos que, mesmo separados por décadas, se encontraram nas redes sociais e continuaram aquele papo que tiveram ali na esquina, há 50 Carnavais.
Olhando o palco do show que se mostrava na TV me lembrei do tempo em que não éramos mais uma criançada mas freqüentávamos o “Gurilândia”, com seu pequenino palco.
Aquele palco era o sucesso da turma, não importava o tamanho, afinal os Beatles começaram no Cavern Club com um palco muito menor. Fiquei imaginando o saudoso Gegê com sua guitarra rítmica, com o cigarrinho aceso espetado na ponta da corda na cravelha. Dedé com sua guitarra solo, sempre muito compenetrado na música. Gugú, o cara alto do grupo, marcando no baixo. Alan, com sua batida sincopada, marcava o tempo e o andamento dos bons rocks, entre uma e outra sacudida em suas madeixas. E, o crooner, Vita, que esbanjava simpatia, rs…. Eu curtia meu teclado e o piano em várias jam session em casa e, tempos depois, na casa do Qüenqüém.
Tempos depois, Alan aposentou as baquetas e deu lugar a Toninho, que aparecia invariavelmente com a sua Toca, e Gugú cedeu a vaga de baixista para Edú, que chegava com seus patins (naquela época não chamávamos de roller). Até o Vita cedeu seu lugar de crooner em uma gravação “histórica” de “Sunny”, mas isso é melhor não comentar.
A turma era grande, muito mais do que um conjunto, muito mais do que um time de futebol, era um monte de amigos que, por mais que voassem por ares e planícies diferentes, sempre voltavam e se encontravam no Planalto (o nosso famoso Bar do Edú, não o baixista, claro), para curtir um bom papo e ouvir a gargalhada da Catita. Discutíamos sobre os Festivais da Canção, sobre o crescente sucesso da Seleção Brasileira, ou simplesmente fazíamos nosso campeonato de purrinha, valendo a cerveja, claro.
Não tínhamos carrões nem calhambeques, mas tínhamos a boa Vemaguete do amigo Mamadeira. Não tínhamos mansões nem Festas de Arromba, mas tínhamos as nossas festas na casa da D.Ângela, a mãezona da turma. Quando nada havia para fazer, uma boa noitada de carteado na casa do Conde (José Carlos), incrementada por uma boa dose de discos de Jazz.
Enfim, éramos uma turma unida e feliz.
Mas, osanos foram passando e nossas vidas ganhando novas variantes que se multiplicaram em proporções geométricas, afastando-nos por diversos caminhos. Felizmente, graças as redes sociais, estamos continuando o nosso papo interrompido por 50 Carnavais.
Eu sei que muitos dos que estão lendo esse post não irão entender o conteúdo de toda essa história, mas serve para que você pare um pouco com esse stress da rotina diária, curta um bom show romântico/brega, e se lembre dos seus Carnavais de outrora. Velhos amigos serão sempre bem lembrados.
Agora é só apertar no play do vídeo, deixar rolar, e relembrar.
Com vocês, “Agüenta Coração – José Augusto – ao vivo”.