“Tropicália ou Panis et Circencis” é um álbum de estúdio lançado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé em julho de 1968.
O LP ficou em 2º lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira, feita pela revista Rolling Stone Brasil.
O álbum tem uma irreverente capa, elaborada como uma paródia do álbum dos The Beatles, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, bem como as faixas musicais sucedem-se sem haver interrupções.
A terceira faixa do álbum é “Panis et Circencis” (Gilberto Gil – Caetano Veloso), interpretada pelo grupo Os Mutantes.
A canção se tornou o grande hino do movimento Tropicália, que estourou no Brasil no final da década de 1960.
Vamos curtir e relembrar esse grande sucesso na interpretação de Rita Lee, que na época era uma das integrantes do grupo Os Mutantes.
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Acho que muitos já viram, mas, para os que ainda não conhecem, vamos explicar.
Circula na internet, fortemente no Facebook, uma “Historia da Cachaça”.
O texto, apócrifo, diz:
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou! O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado). Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o “azedo” do melado antigo era álcool, que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente, era a cachaça já formada que pingava, por isso o nome (PINGA). Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ÁGUA ARDENTE. Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. Hoje, como todos sabem, a AGUARDENTE é símbolo nacional!
Na realidade essa “história” é falsa. A fonte citada ao final do texto, Museu do Homem do Nordeste do Recife, já esclareceu, anos atrás, que isso é mais uma das mentiras que circulam pela rede.
Bem, como podemos ver, a imaginação dessa turma da internet é bem grande.
Mas, para finalizar o nosso post em grande estilo, vamos fazer um Brinde a essa grande Estória, com a canção “Eu Bebo Sim”, de 1973, sucesso na voz de Elizeth Cardoso, resultado de uma parceria da cantora com João do Violão.
No vídeo vocês vão curtir o grupo Golden Boys interpretando o samba.
O post de hoje surgiu a partir da dica da amiga Lena Luna no Facebook.
Além de ser uma das maiores obras musicais brasileiras, a canção “Rosa” é uma das preferidas de minha mãe, que aos seus 90 anos completos ainda se gaba de saber e lembrar a letra inteira da valsa. Nos dias de hoje ainda é possível ver minha mãe cantarolando esses versos maravilhosos.
Bem, para ilustrar o post, fomos pesquisar mais sobre a música e encontramos no blog Eternas Músicas um texto interessante:
Rosa – de Otávio de Souza e Pixinguinha (1917)
Uma das mais belas canções da história do choro é a valsa “Rosa” do mestre Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha. Um primor tanto na versão original, sem letra, quanto na versão mais conhecida com letra de Otávio de Souza. Além da beleza ímpar, a música possui algumas curiosidades.
Segundo o próprio autor, a valsa foi composta em 1917 e o título original era”Evocação”, só recebendo letra muito mais tarde. Como manda a regra e a tradição do chorinho, a música foi composta em três partes. Mais tarde, recebeu letra apenas para primeira e segunda partes e foi gravada e regravada muitas vezes dessa forma. Há alguns anos atrás, a versão original, em três partes e sem letra, foi regravada para o box “Choro Carioca, Música do Brasil” lançado pela gravadora Acari.
“O autor dessa letra é Otávio de Souza, um mecânico do Engenho de Dentro, bairro carioca, muito inteligente e que morreu novo.”
(Pixinguinha)
A letra de “Rosa” é um capítulo à parte. Rebuscada, parnasiana e lindíssima foi composta pelo improvável Otávio de Souza. Otávio de Souza era um mecânico de profissão que morreu jovem e nunca compôs nada parecido com “Rosa”. Um compositor de uma única música, uma obra prima.
Conta a lenda que Otávio de Souza se aproximou de Pixinguinha enquanto o mestre bebia em um bar do subúrbio carioca para falar que havia uma letra que não saía de sua cabeça toda vez que ouvia a valsa. Pixinguinha ouviu e ficou maravilhado.
A gravação feita por Orlando Silva foi a responsável pela popularização de”Rosa”, com erro de concordância e tudo no trecho “sândalos dolente”. Francisco Alves e Carlos Galhardo deixaram de gravar “Rosa” por terem se recusado a gravar “Carinhoso” destinado ao Lado A do mesmo disco. Sobrou, então, a valsa para Orlando Silva, que lhe deu interpretação magistral.
“Rosa” é uma linda valsa de breque, mas de difícil interpretação vocal, especialmente para o uso de legatos, já que as pausas naturais são preenchidas por segmentos que restringem os espaços para o cantor tomar fôlego. Quanto à letra, é também um exemplo do estilo poético rebuscado em moda na época. O desafio de regravar “Rosa” foi tentado por alguns intérpretes, sendo talvez o melhor resultado obtido por Marisa Monte, em 1990, com pequenas alterações melódicas.
Outra curiosidade é que “Rosa” era a canção preferida da mãe de Orlando Silva, Dona Balbina. Após sua morte, em 1968, Orlando Silva jamais voltou a cantar a canção pois sempre chorava.
Bem, para vocês curtirem, a valsa “Rosa” com Marisa Monte.
Essa é uma canção escrita e gravada por Jorge Ben Jor no ano de 1969, incluída no álbum Jorge Ben (naquele tempo Jorge Ben ainda não tinha acrescentado “Jor” ao seu nome).
O vídeo mostra a bela interpretação de Lenine e Zélia Duncan.
Vale a pena curtir e recordar esse grande sucesso de Jorge Ben Jor: “Bebete Vãobora”.