E o Mundo não se Acabou

Bem, deixei este post programado para o dia de hoje e, se foi publicado, mostra que o mundo não se acabou na data de ontem, conforme previsão dos Maias.

Assis ValenteE para mais uma vez comemorar a continuidade de existência desse nosso Mundo maravilhoso, vou postar uma composição de Assis Valente.

José de Assis Valente (Santo Amaro, 19 de março de 1911 – Rio de Janeiro, 6 de março de 1958) foi um compositor brasileiro, levado ao suicídio por dívidas. É conhecido por compor diversos sucessos para Carmem Miranda, além da canção “Brasil Pandeiro“, que foi recusada por ela, mas tornou-se um imenso sucesso com os Anjos do Inferno e principalmente os Novos Baianos.

Em 1938, Carmen Miranda lançou o samba-choro “E o mundo não se acabou“, uma perfeita crônica sobre o fim do mundo, devido à  possível colisão do cometa Halley com a Terra.

Vejam o vídeo de Paula Toller interpretando esse sucesso, regravado em 2008, com a letra “um pouco alterada”:

Em Março de 1958, desesperado com as dívidas, Assis Valente vai ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir dinheiro. Ali só consegue um calmante. Telefona aos empregados, instruindo-os no caso de sua morte, e depois para dois amigos, comunicando sua decisão.

Sentando-se num banco de rua, ingere formicida, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que lhe pagasse dois alugueres em atraso. Morria às seis horas da tarde. No bilhete, o último “verso”:

Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo.

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Letra da Música:

 

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A Rosa de Hiroshima

Vinicius de MoraesSempre que se fala em “Fim do Mundo” a imagem das Bombas Atômicas surgem por toda a mídia.

Rosa de Hiroshima é um poema de Vinícius de Moraes, musicado por Gerson Conrad na canção Rosa de Hiroshima da banda Secos e Molhados. Fala sobre a explosão atômica de Hiroshima. O poema alude aos Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki da Segunda Guerra Mundial.

Rosa de Hiroshima foi lançada no ano de 1973, no disco de estreia do grupo. Foi a única canção creditada a Gerson Conrad no álbum. A canção é um grito pacifista e antinuclear, lançada em plena ditadura no Brasil. Foi apresentada ao vivo no espetáculo histórico do grupo no Maracanãzinho em meados de 1974.

A música foi a décima terceira mais executada nas rádios brasileiras no ano de 1973 . Em 2009, a revista Rolling Stone brasileira listou Rosa de Hiroshima como a número 69 entre As 100 Maiores Músicas Brasileiras.

Ney Matogrosso regravou, e apresentou ao vivo esta canção em carreira solo.

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Letra da Música:

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Apresentando Júlia Vargas

Transcrevemos, abaixo, o texto postado por Ivan Lins em sua página do Facebook:

Julia VargasAmigos, prestem atenção neste rostinho lindo!
Júlia Vargas, afirmo com uma certeza absoluta, poderá se tornar uma das mais fortes presenças cantantes desta nova geração de cantoras que vem por aí. De personalidade muito forte, e cuidadosa com seu repertorio(o que já é um ótimo sinal), possui um material vocal muito particular e acurado, e tem sempre em mente se diferenciar das demais, procurando e
stilos variados, com sonoridades mais acústicas, sem, no entanto, evitar, certas modernidades dos sons de hoje, onde a tecnologia desenvolveu muitos recursos interessantes.. Júlia sabe se defender, apesar da pouca idade. Indica, claro, uma maturidade precoce, que lhe é muito útil já agora e será muito mais no futuro. Minha cotação pra ela (que já considero uma afilhada) é bonequinho em pé aplaudindo. Podem checar….
Ivan Lins

Júlia Vargas é cantora, bailarina e percussionista, em intensa atividade nas cenas musicais do estado do Rio de Janeiro, e se prepara para lançar seu primeiro CD solo, com Rodrigo Garcia assinando a produção musical.

Vejam dois vídeos desse novo talento da MPB:

Sucessos de Sueli Costa

 Sueli Correa Costa (Rio de Janeiro, 25 de julho de 1943) é uma cantora e compositora brasileira.

Sueli CostaNascida numa família de músicos, onde a mãe tocava piano e ministrava aulas de canto coral. Foi nesse ambiente que aprendeu sozinha a tocar violão na adolescência, ao lado dos irmãos que também musicavam.

Nos anos 1960 iniciou atividades como compositora, enquanto conciliava os estudos na Faculdade de Direito em Juiz de Fora, aonde foi criada, até 1969 quando seguiu para o Rio de Janeiro. Anos de ininterrupta atividade como compositora, músicas gravadas por grandes intérpretes como Nara Leão, participou da trilha sonora de peças infantis, e em festivais, além de ter ministrado aulas de música em colégios cariocas formaram um currículo respeitável.

A década de 1970 marcou um grande momento de reconhecimento do talento por parte de intérpretes como Ney Matogrosso, Simone, Cauby Peixoto, Pedro Mariano, Joanna, Fagner, Fafá de Belém, Alaíde Costa, Ângela Rô Rô, Elis Regina, Ivan Lins, Zélia Duncan, Zizi Possi, Agnaldo Rayol, Gal Costa e Ithamara Koorax, entre outros. O nome de Sueli Costa passou a fazer parte então da elite de compositores da MPB. Com o sucesso batendo à porta, foi contratada pela EMI e gravou o primeiro LP (1975) com produção de Gonzaguinha e arranjos de Paulo Moura e Wagner Tiso. Dois anos depois veio o segundo LP, (1977), com produção de João Bosco e Aldir Blanc. Os parceiros mais importantes até hoje são, no início, Cacaso e Tite de Lemos; depois apareceram Aldir Blanc, Ana Terra, Paulo César Pinheiro e Abel Silva, com quem consagrou uma dupla de sucesso.

Ouçam a interpretação de Sueli Costa em “Dentro de Mim Mora Um Anjo”, composição sua de 1975:

Agora, Maria Bethânia, interpretando “Coração Ateu”:

E, finalmente por hoje, Fagner interpretando “Jura Secreta”, gravado no ano de 2000:

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O samba paulista de Itamar Assunção

Itamar AssumpçãoPouco conhecido pelo público carioca, Itamar de Assumpção (Tietê, 13 de setembro de 1949 — São Paulo, 12 de junho de 2003) foi um compositor, cantor, instrumentista, arranjador e produtor musical brasileiro, que se destacou na cena independente e alternativa de São Paulo nos anos 1980 e 1990.

O vídeo abaixo mostra Zélia Duncan interpretando “Leonor”, de autoria de Itamar, que foi gravada em seu disco de 2004.

 

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