Amanhã a nossa Rainha do Rock Brasileiro irá completar 71 anos de idade.
Rita Lee, que fez parte do conjunto Os Mutantes entre 1966 e 1972, depois de “expulsa” do grupo, lançou o seu álbum Fruto Proibido, com a banda Tutti Frutti, no ano de 1975. O álbum foi considerado uma obra prima do rock nacional, tornando-se uma espécie de manual para fazer-se rock brasileiro.
O disco vendeu mais de 700.000 cópias, sendo certificado como platina duplo.
A música “Ovelha Negra“, incluída no disco, torna-se um sucesso e emplaca a primeira posição da parada nacional. Segundo a revista Rolling Stone, um dos motivos do grande sucesso foi da música ter sido a primeira a citar o evento dos “filhos saírem da casa dos pais”.
“Ovelha Negra” é o hino de quem foi praticamente jogado no mundo e teve que se virar sozinho, sem a ajuda da família.
Lançada em 1971 no álbum de Reginaldo Rossi, “O Gênio Cabeludo”, composição do próprio Reginaldo, é um típico Ie-Ie-Ie Brega do Tempo da Jovem Guarda.
Mas, independentemente dos adjetivos atribuídos pela crítica, não se pode negar o sucesso de Reginaldo Rossi no cenário musical brasileiro.
Com influência de Elvis Presley e dos Beatles, começou sua carreira cantando rock, chegando a ser crooner em boates.
No Tempo da Jovem Guarda, abria shows de Roberto Carlos.
Segundo o próprio Reginaldo, ele imitava Roberto Carlos nas suas performances. ”Para mim, o meu rei é o Roberto [Carlos]. Agora, como existem alguns segmentos, falam que sou rei. Cada vez mais eu quero o brega perto de mim”
Foi o primeiro cantor de rock do Nordeste, quando comandou o grupo The Silver Jets. Falava:”Sinto muita saudade do The Silver Jets. Éramos a primeira banda de rock do Nordeste. A gente sentia que estava para o Nordeste como os Beatles estavam para o mundo”.
”Eu quero cantar o que o povo gosta de cantar. Nada mais bacana do que cantar em um cabaré”.
Vamos curtir esse sucesso de Reginaldo Rossi, do ano de 1971.
Como sempre acontece a cada final de ano, no Natal temos a visita do “bom velhinho” e um Especial do Roberto Carlos.
Neste ano a grande novidade foi a presença da banda em que seu filho, Dudu Braga, é o baterista.
Realmente a banda deu vida nova as canções de tempos atrás.
A qualidade dos componentes agitou a platéia com um bom show de rock, com sucessos do tempo da Jovem Guarda.
O nome da banda é RC Na Veia e seus integrantes são: Dudu Braga (bateria); Alex Capela (vocal); Fernando Miyata (guitarra); e Juninho Chrispim (baixo).
No vídeo abaixo você vai poder curtir “Quando”, de Roberto Carlos, interpretado pela banda em seu DVD.
Foi um bom show, apesar da Globo Internacional anunciar a transmissão para o dia 21, o que aconteceria horas antes do lançamento original na TV brasileira (devido a diferença de horários entre a Europa e o Brasil), e no horário esperado anunciar que seria transmitido no dia 22, um dia depois de lançado no Brasil. Nada mais do que uma “trapalhada global”.
“Samba do Avião” é uma canção composta em 1962 por Antônio Carlos Jobim (nosso saudoso Tom Jobim).
Jobim escreveu a canção para um filme italiano, Copacabana Palace. Filme que foi filmado no Rio e conta com aparições de Jobim, João Gilberto e Os Cariocas.
A primeira apresentação da música foi de Jobim e Os Cariocas em agosto de 1962 no restaurante Au Bon Gourmet em Copacabana. Esse “show” já foi citado em um post nosso, de 2012, para ver clique aqui.
Depois, a música foi lançada em outubro por Elza Laranjeira, numa gravação em 78 RPM.
Mas, sobre o sucesso que iremos curtir hoje, Helena Jobim, irmã de Tom, conta a historia dessa música, ou como nasceu a idéia dessa bela canção, na biografia Antonio Carlos Jobim: Um Homem Iluminado:
“Os muitos passeios de Tom de Ipanema ao Aeroporto Santos Dumont renderam aquela ode à beleza … Ele ia em direção ao aeroporto , seguindo a beira da água em torno da Baía de Guanabara, o pretexto para ir lá era comprar revistas e jornais estrangeiros. Do Aeroporto Santos Dumont, ele podia observar sua paixão, o avião, mas ainda mantinha distância dessas máquinas. Mas ele amava seu poder, esplendor e aerodinâmica – a conquista da máquina pelo homem “.
Vale a pena ouvir, curtir e compartilhar esse grande sucesso, ainda mais na majestosa interpretação de Ivan Lins, junto com Teo Lima (bateria) e Leo Amuedo (guitarra).
Ou seja, em seus passeios ao Santos Dumont, Tom Jobim resolveu homenagear o Galeão.
Em 1984 Caetano Veloso lançava seu 17º álbum, chamado Velô.
A primeira música do disco era “Podres Poderes”.
O título poderia ser muito bem usado na nossa triste atualidade brasileira.
Na ocasião Caetano contestava o regime governamental. Diferentemente de hoje, em que chora pela volta das mordomias e falcatruas da esquerda.
Uma curiosidade sobre a letra da canção, que consta no Wikipédia:
Caetano faz uma crítica ao hábito dos brasileiros de não respeitar o semáforo. Diz a música: “Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos / e perdem os verdes / somos uns boçais.”
Por conta dessa crítica, Caetano foi convidado em 1994 a participar da série de televisão educativa Educação para o Trânsito. Por conta também dessa crítica, as máquinas fotográficas automáticas que flagram os motoristas que avançam o sinal vermelho foram apelidadas no Brasil de “caetanos”.