Grande sucesso gravado por Jerry Adriani em 1971, “Doce, Doce Amor” é de autoria de Raul Seixas e Mauro Motta.
Mas engana-se quem pensa que esta é apenas mais uma música melosa e alienada da Jovem Guarda.
A história da música é contada no site Memorial Raul Seixas :
“Em 13 de dezembro de 1968, o Regime Militar instituiu o AI-5 (Ato Institucional N° 5), que dava poderes extraordinários ao Presidente da República e suspendia várias garantias dos brasileiros. Raul, que naquela época já se ligava em política, ficou prostrado com a situação. Segundo o próprio Jerry, Raul teria lhe apresentado Doce, Doce Amor logo na semana seguinte ao AI-5.
Nos versos da música, Raul lamenta a perda da liberdade: “Está fazendo uma semana que, sem mais e nem menos, eu perdi você. Mas não sei determinar ao certo qual foi a razão, meu bem. Vem me dizer”.
O Doce Amor perdido era justamente a nossa democracia.”
Continuando nossa opção por postar interpretações de cantores/compositores que não sejam “lacradores”, hoje vamos relembrar uma versão que fez sucesso após o lançamento em 1971.
Trata-se de “Nathalie”, gravada e lançada pelo grupo The Fevers no álbum “A explosão musical dos Fevers”. A versão foi feita por Rossini Pinto, para a canção de mesmo nome lançada pela banda holandesa do cantor George Baker.
Então, 54 anos após o lançamento do disco, estamos aqui curtindo esse grande sucesso.
Época em que os artistas viviam apenas de seu enorme talento.
Vale a pena curtir e compartilhar.
Ouçam “Nathalie”, com o grupo The Fevers, na voz de Almir Bezerra, vocalista da banda.
Trata-se da versão de um sucesso, somente orquestrado, do líder de orquestra, instrumentista, produtor e arranjador alemão: Bert Kaempfert.
A música está no seu álbum do ano de 1962 chamado Afrikaan Beat.
Para mim é uma música muito especial pois foi o primeiro sucesso que ouvi em minha primeira festa, ou no meu primeiro “arrasta” (forma simples de chamar o comum “arrasta-pé”), quando adolescente. E a canção ficou como chiclete por muito tempo em minha cabeça.
Tudo aconteceu na casa de D. Angela, mãe de Tânia, Ricardo, Isabel e Bebete. Todos amigos da turma de Botafogo, Rio de Janeiro.
Claro que existiam outros sucessos, inclusive com grupos e cantores nacionais, que iniciavam o rock brasileiro. Mas naquele tempo, 1964/1965, quem dominava as festas eram: Nat King Cole, Henry Mancini, Burt Bacharach, Peppino Di Capri, e outros cantores e orquestras internacionais.
Foi então que um conjunto chamado de Os Três Tons, trio remanescente do grupo NILO AMARO E SEUS CANTORES DE ÉBANO, resolveu gravar a versão feita por Ester Delamare para essa bela canção, lançando em 1963.
Vamos, então, curtir e compartilhar esse grande sucesso de Os Três Tons (Jorge de Oliveira, Nelson Caetano e Nilson Prado) interpretando “Alucinado” (Versão de Afrikaan Beat).
O grupo de Nilo Amaro era formado por ele próprio e um coro de vozes negras femininas e masculinas, com destaque para Noriel Vilela (Baixo). Você pode ver uma postagem sobre Noriel, clicando aqui.
Nesta tarde fiquei ouvindo um LP de Quincy Jones, que traz diversos sucessos desse saudoso produtor musical, compositor, arranjador, maestro, trompetista e líder de banda americano.
O albúm se intitula “Big Band – Bossa Nova”, mas, que me perdoem os fans de Quincy, de bossa nova eu não achei nada.
Tratam-se de canções brasileiras, de famosos autores e intérpretes da bossa nova, mas com o rítmo completamente “acelerado”, como se fosse um samba em compasso acelerado, a exemplo dos atuais sambas-enredo que mais se parecem com “marchas”.
Aquela “batida diferente” cantada e interpretada pelos nossos mestres nacionais passou longe dos estúdios de Quincy Jones.
Vou postar para que vocês acompanhem a canção “Chega De Saudade (intitulada em inglês como = No More Blues)”.
Claro que é bem melhor se ouvir um “brazilian jazz” do que um “funk carioca” ou um “rap”.