Durante o período do regime militar no Brasil existiu a censura, geralmente aplicada a livros, músicas, filmes, e peças de teatro. No início de cada filme ou programa de televisão era mostrado o “certificado da censura”, autorizando a exibição do conteúdo. As músicas, antes de serem gravadas e divulgadas, também eram submetidas a censura, para que fossem aprovadas, cortadas em partes, ou negadas.
O nome mais conhecido entre os censores era, sem dúvida, Solange Maria Teixeira Hernandes, que chefiou a Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP) entre 1981 e 1984. Segundo seus colegas de trabalho : “Nada escapava a ela”. Ela era a famosa “Dona Solange”.
Mas, para o post de hoje, vamos curtir “Solange”, versão de “So Lonely” (do grupo The Police) feita por Leo Jaime e Leoni para homenagear a censora.
No ano de 1970 Tim Maia e Guilherme Lamounier moravam no apartamento de Carlos Imperial, no Rio de Janeiro.
“Imperial não gostava de maconha, e Tim e Guilherme criaram um código para falar em dar um tapa no baseado: ‘Vou ver Cristina’. Aí nasceu Cristina”, segundo o biógrafo Denilson Monteiro.
Uma outra versão, que roda pela internet, diz:
“Cristina, por quem Tim Maia era apaixonado, era empregada na casa da sua amiga Maria Gladys, atriz e dançarina do programa de TV de Carlos Imperial (Clube do Rock).”
“Cristina” é uma música composta por Tim Maia e Carlos Imperial e foi lançada no álbum “Tim Maia”, de 1970.
Relembrem esse grande sucesso :
Em 1979, em seu álbum “Reencontro”, ele gravou uma outra música com o título de “Canção para Cristina”. Mas essa não é a mesma Cristina do ano de 1970. Trata-se de Cristina Conrado, mulher de Tibério Gaspar, autor da canção.