Antigamente eram os “bregas”, hoje temos a “sofrência”. Assim como antes tínhamos as músicas “caipiras” ou “sertanejas”, e hoje temos o “sertanejo universitário”.
Eu, particularmente, prefiro o que tínhamos antigamente.
Mas hoje vamos relembrar um grande “brega”, lançado no ano de 1976 em um Compacto Simples, conhecido também por Single ou 7”.
A bela época do “vinil”, com os chiados característicos de uma saudosa “vitrola”.
O autor e cantor Lindomar Castilho fez essa música em parceria com Ronaldo Adriano.
O nome da canção: “Nós Somos Dois Sem Vergonha”.
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Lindomar Castilho era conhecido pelos boleros que compunha. Seu maior sucesso foi “Você É Doida Demais“, que fez parte da trilha sonora da série Os Normais da Rede Globo.
A dupla sertaneja brasileira Rick & Renner, gravou e lançou “Nós Somos Dois Sem Vergonha” em 1998, no álbum Mil Vezes Cantarei.
Este é mais um sucesso que a dupla de compositores Michael Sullivan e Paulo Massadas emplacou.
Lançado e gravado em 1988 no álbum de Joanna, a música continua sendo executada em seus shows.
O hit também fez parte da trilha sonora da novela Bebê a Bordo, da TV Globo, em 1988/1989.
Vale a pena relembrar, curtir e compartilhar.
Com vocês, Joanna,interpretando “Amor Bandido”.
Michael Sullivan é um dos maiores compositores brasileiros, com mais de 2000 músicas registradas e gravadas. Foi oficialmente laureado com o maior prêmio para os compositores de toda América latina e península Ibérica: Latin Songwrites Hall os Fame. Sua obra já vendeu mais de 60 milhões de álbuns e recebeu 60 Discos de Diamante, 270 de Platina e 550 de Ouro.
O sucesso de hoje foi lançado em 2004 no álbum Lenine in Cité.
Não fala, especificamente, de um nome de mulher, mas sim de “todas”.
O nome da canção é : “Todas Elas Juntas Num Só Ser”.
Uma obra de arte composta por Lenine, que recebeu a indicação de Melhor Canção do Ano de 2004, pelo Prêmio Tim.
Acompanhe a letra, curtindo o belo vídeo.
Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza de Ben Jor
Nem Drão nem Flora do baiano Gil
Nem Ana, nem Luiza do maior
Já não homenageio Januária
Joana, Ana, Bárbara de Chico
Nem Yoko, a nipônica de Lennon
Nem a cabocla de Tinoco e de Tonico
Nem a tigresa nem a Vera Gata
Nem a branquinha de Caetano
Nem mesmo a linda flor de Luiz Gonzaga
Rosinha do sertão pernambucano
Nem Risoflora, a flor de Chico Science
Nenhuma continua nos meus planos
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett
Nem Anna Júlia do Los Hermanos
Só você, hoje eu canto só você
Só você, que eu quero, porque quero
Por querer
Não canto de Melô Pérola Negra
De Brown e Herbert, nem uma brasileira
De Ari, nem a baiana nem Maria
Nem a Iaiá também, nem minha faceira
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã
Divina garota de Ipanema
Nem Iracema de Adoniran
De Jackson do Pandeiro nem Cremilda
De Michael Jackson nem a Billie Jean
De Jimi Hendrix nem a doce Angel
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim
Nem Lia, Lily Braun, nem Beatriz
Das doze deusas de Edu e Chico
Até das trinta Leilas de Donato
E da Layla, de Clapton, eu abdico
Só você, canto e toco só você
Só você que nem você ninguém mais pode haver
Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto
E nem Michelle-me-belle, do Beatle Paul
Nem Isabel, Bebel, de João Gilberto
Nem B.B., La femme de Serge Gainsbourg
Nem de Totó na Malafemmena
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho
Nem a mulata mulatinha de Lalá
E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão
Só você, hoje elejo e elogio só você
Só você, que nem você não há nem quem nem quê
De Haroldo Lobo com Wilson Batista
De Mário Lago e Ataulfo Alves
Não canto nem Emília nem Amélia
Nenhuma tem meus ”vivas” e meus ”salves”!
E nem Angie, do Stone Mick Jagger
E nem Roxanne, de Sting, do Police
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina pá do mano Xis!
Loira de Hervê, Loira do É O Tchan
Lôra de Gabriel, o Pensador
Laura de Mercer, Laura de Braguinha
Laura de Daniel, o trovador
Ana do Rei e Ana de Djavan
Ana do outro Rei, o do Baião
Nenhuma delas hoje cantarei
Só outra reina no meu coração
Só você, rainha aqui é só você
Só você a musa dentre as musas de A a Z
Se um dia me surgisse uma moça dessas
Que com seus dotes e seus dons
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons
Tal como Madallene, de Jacques Brel
Ou como Madalena de Martinho
Ou Mabellene, a sixteen de Chuck Berry
Ou a manequim do tímido Paulinho
Ou como de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice
Se me surgisse uma moça dessas
Confesso que eu talvez não resistisse
Mas veja bem, meu bem, minha querida
Isso seria só por uma vez
Uma vez só em toda a minha vida
Ou talvez duas, mas não mais que três!
Só você, mais que tudo é só você
Só você, as coisas mais queridas você é
Você pra mim é o sol da minha noite
É como a rosa luz de Pixinguinha
É como a estrela pura aparecida
A estrela a refulgir do Poetinha
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira
Você é como a luz do sol da vida
De Stevie Wonder, ó minha parceira
Você é pra mim o meu amor
Crescendo como mato em campos vastos
Mais que a Gatinha pra Erasmo Carlos
Mais que a cigana pra Ronaldo Bastos
Mais que a divina dama pra Cartola
Que a Domna pra Ventadorn, Bernart
Que a Honey Baby para Waly Salomão
E a Funny Valentine para Lorenz Hart!
Só você, mais que tudo e todas, é só você
Só você, que é todas elas juntas num só ser!
Esse grande sucesso, composto em 1954 por Tom Jobim e Billy Blanco, foi lançado pelo famoso e saudoso dueto: Dick Farney e Lúcio Alves.
A canção “Tereza da Praia” fala sobre dois homens que disputam uma mesma garota que conheceram no Leblon (bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro).
Conta-se que, na época, existia uma rivalidade entre Dick Farney e Lúcio Alves e, então, os compositores da canção insistiram para que os dois cantassem juntos, a fim de promover a pacificação.
Foi Tom quem procurou Billy com a idéia de uma música que reunisse Dick e Lúcio, que o público supunha inimigos pessoais.
O nome de Tereza, foi escolhido por Billy Blanco, e era também o nome da mulher de Tom.
Sobre essa coincidência, de ser a então mulher de Tom Jobim homônima da personagem, Billy Blanco esclarece em seu livro ‘Tirando de Letra‘: “Lamento desapontar críticos, jornalistas e boateiros: Tereza da praia é figura absolutamente fictícia”.
A música foi o primeiro grande sucesso de Tom Jobim e Billy Blanco.
Vamos curtir e compartilhar esse sucesso, em sua gravação original.