Faroeste Caboclo e suas Histórias

Revelacao Bem, o vídeo abaixo foi publicado no Facebook e achei interessante postar.

Trata-se da versão em ritmo de samba, ou pagode, do grande sucesso do grupo Legião Urbana, escrito por Renato Russo.

Faroeste Caboclo” é uma canção composta em 1979 e lançada pelo grupo Legião Urbana, no álbum Que País É Este 1978/1987, de 1987.

O “samba” do vídeo de hoje, foi gravado especialmente para a radio FM O Dia pelo Grupo Revelação e o Coral de Crianças do Afroreggae.

Achei que ficou bom e muito interessante.

Quanto a história desse grande sucesso de Renato Russo, pesquisamos na internet e encontramos algumas entrevistas que falam sobre o assunto:

Em entrevista concedida em 1995, para o livro Letra, Música e Outras Conversas, Renato Russo explicou como surgiu a música que acabou se transformando em filme:

  • “Faroeste Caboclo” escrevi em duas tardes sem mudar uma vírgula. Foi: ‘Não tinha medo o tal João de Santo Cristo…’ e foi embora. / Eram coisas que mesmo sem querer, sem perceber, já vinha trabalhando há muito tempo e na hora que vai escrever vêm direto. Eu sei porque foi fácil. Ela tem um ritmo muito fácil na língua portuguesa. É em cima da divisão do improviso do repente. / As coisas foram aparecendo por causa das rimas. Se eu falo do professor, ele tem que parar em Salvador. Se fosse outra rima ele ia parar em outro lugar. Basicamente já sabia que tipo de história ia ser. É aquela mitologia do herói, James Dean, rebelde sem causa.

Flávio Lemos, baixista da banda Capital Inicial e ex-colega de banda de Renato Russo no Aborto Elétrico, em entrevista concedida no ano de 2004, diz que a música se refere a uma situação acontecida entre ele e Russo:

  • ”Estava no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, na casa da tia do Renato. Ele gostava de uma prima dele, a Mariana, e eu sabia, mas não rolava nada entre os dois. Fomos viajar para Búzios, a turma toda, menos o Renato. E eu fiquei com a prima dele, transei com ela. Foi a minha primeira vez, eu era virgem. A menina voltou antes pra casa e contou a história pra todo mundo. Quando eu voltei pra Ilha ele já sabia, e considerou aquilo uma traição. Cheguei de madrugada, tinha viajado a noite toda, e ele me acordou bem cedinho, eu estava morrendo de sono. Renato tinha passado a noite inteira escrevendo a música. Ele me disse que eu era o Jeremias, o maconheiro, o sem vergonha. E ele era o Santo Cristo – olha o nome que ele deu a si mesmo! E a prima era a Maria Lúcia. Renato criou um épico com essa história. A gente continuou amigo depois. Pode aparecer alguém que conteste, mas é a mais pura verdade.”

Russo, porém, em entrevista no ano de 1988, disse que a música é completamente fictícia, e explica seu enredo:

  • Veja, um motorista de táxi me disse que era a história do irmão dele. Tem outros que dizem que eu conheci um certo marginal e fiz a música. E não é. A música é completamente fictícia. E é engraçado, porque o João de Santo Cristo é um garoto de classe média e as pessoas, parece, não percebem isso. Ele era filho de fazendeiro e o pai dele foi assassinado. Ele vai para o reformatório porque não tem ninguém para tomar conta dele. Mataram praticamente toda a sua família e, por isso, ele é revoltado.

Então, o que você acha?

Vamos relembrar, curtir e compartilhar.

Segundo o próprio autor, as fontes de inspiração da música foram “Hurricane“, canção de Bob Dylan (1976), que conta a história do boxeador Rubin Carter, e “Domingo no Parque” (1968), de Gilberto Gil.

A música, em sua gravação original, tem duração de 9min e 04seg.

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Uma versão de Erasmo que foi sucesso de Roberto

Roberto Carlos Essa música, feita pelos americanos Bobby Darin e Murray Kaufman, lançada por Bobby Darin em 1958, ganhou uma versão brasileira feita por Erasmo Carlos, em 1963, e lançada, no álbum de mesmo nome, pelo cantor Roberto Carlos.

Trata-se de “Splish Splash”.

O álbum fez um grande sucesso e teve também um outro hit, a canção “Parei na Contra-Mao”, primeira composição da dupla Roberto e Erasmo Carlos.

Esse álbum marca a mudança do estilo de Roberto, da bossa nova e canções românticas para o rock e iê-iê-iê.

Isso tudo antes da Jovem Guarda.

Vale a pena recordar, curtir e compartilhar.

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Mais um bela versão: Sua Canção

Celebrar A música “Sua Canção”, versão de “Your Song” do cantor/compositor inglês Elton John, foi lançada por Maurício Manieri no DVD Celebrar, no ano de 2012.

A bela canção de Elton John é sem dúvida uma das melhores músicas dos últimos 50 anos.

E essa bela versão ficou a altura do original, além da maravilhosa interpretação de Maurício Manieri.

Vale a pena ouvir, curtir e compartilhar.

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Coisas que eu Sei

DVD Essa é uma música composta por Dudu Falcão.

No vídeo você vai curtir um dueto com Dudu Falcão e Jorge Vercillo interpretando a canção.

A gravação foi feita em um show de Jorge Vercillo no Canecão, Rio de Janeiro, em outubro de 2008, e faz parte do DVD Trem da Minha Vida ao Vivo.

Vale a pena ver, curtir e compartilhar: “Coisas que eu sei”.

Música boa e de qualidade.

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Sincero

Normal Tem horas que eu me divirto lendo as matérias das revistas e jornais.

Todas distorcem o contexto das falas do Presidente, na clara intenção de tentar colocar a opinião pública contra o governo.

Mas, apesar da forma popular, simples, direta e diferente de se pronunciar, o governante continua falando tudo o que sempre falou, desde o tempo em que era apenas um candidato, e por isso foi eleito. Em perfeita sintonia com a maioria da população.

Tais respostas podem causar espanto para os repórteres, mas, para mim, chamo isso de “sinceridade”. Um coisa pouco vista na política dos últimos tempos.

Dito isso, vou postar um grande sucesso de Lulu Santos, do álbum Normal de 1985: “Sincero”.

Vale a pena ouvir, curtir e compartilhar.

Será que Lulu Santos fez essa música em homenagem ao Mito?

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Minha Fama de Mau

Erasmo Carlos Ontem assisti ao filme Minha fama de mau, inspirado na autobiografia de Erasmo Carlos.

Gostei, claro,mas poderia ser melhor.

Acho que faltou informação para quem não viveu o tempo da Jovem Guarda. Os jovens de hoje devem ficar perdidos em meio a fatos relatados sem a devida continuidade no enredo.

Uma boa história que terminou com o encontro de Erasmo com Narinha, em frente ao coqueiro verde.

Mas, valeu a pena relembrar momentos desse grande cantor e compositor que, a meu ver, foi o verdadeiro Rei do Iê-Iê-Iê.

Os atores estão de parabéns, demonstrando competência musical.

Também, convenhamos, a história de Erasmo Carlos é impossível de ser totalmente contada em um simples filme, talvez em um mini-série…

Enfim, para comemorar, vamos curtir o grande Erasmo Carlos interpretando “Minha Fama de Mau”, faixa do álbum 50 Anos de Estrada, gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em julho de 2011.

E pensar que tudo começou com 3 acordes.

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