Revendo Tieta

Nesta primavera européia ando curtindo as antigas novelas brasileiras.

“Mini-séries” e “casos especiais” também são revistos.

Tempos de boas produções, com grande elenco, grandes artistas, nada de militância.

A sensualidade não agredia o espectador. Toda a família curtia a programação.

Então, atualmente, estou revendo e curtindo Tieta, uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida em 1989/1990.

Inspirada no romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado.

A fictícia Santana do Agreste, cidade onde se passa a história, era composta por 46 prédios, duas igrejas, oito ruas, duas praças, um circo abandonado e quinze ruínas. Tudo foi construído numa área de 10 000 m², em Guaratiba, no Rio de Janeiro. Naquela época ainda não existia o Projac.

A trilha sonora é muito boa e, uma das canções que mais gosto, é “Coração do Agreste”, interpretada por Fafá de Belém, de autoria de Moacyr Luz e Aldir Blanc.

Vale a pena curtir e compartilhar.

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Historia da Música: “Vem quente que eu estou fervendo”

Esse foi um grande sucesso da Jovem Guarda, lançado no álbum Tremendão de Erasmo Carlos, no ano de 1967.

A canção foi composta por Carlos Imperial e Eduardo Araújo.

Essa dupla já havia tido uma polemica na canção “O Bom”, onde Eduardo Araújo, além de parceiro compositor, foi o cantor que lançou o sucesso. Entretanto, no momento do registro da autoria, Imperial “esqueceu” de mencionar o nome de Eduardo, passando a ser o único autor da música.

Mas por hoje, vamos ao sucesso “Vem quente que eu estou fervendo“.

Consta que: “Imperial teve seu nome envolvido, junto com o do apresentador Luiz de Carvalho e de celebridades da Jovem Guarda, em escândalo de corrupção de menores associado ao uso das garçonnières de Imperial para orgias sexuais.Dias depois de dar sua versão do caso ao juiz Alberto Augusto Cavalcante de Gusmão, Imperial teve sua prisão decretada, e seu programa na TV Rio foi cancelado. Imperial e Eduardo Araújo buscaram abrigo na fazenda de Araújo em Joaíma enquanto não obtinham a revogação da prisão; lá compuseram “Vem quente que eu estou fervendo“. (fonte Wikipédia).

Desde o seu lançamento, a música já teve diversas gravações, inclusive por Raul Seixas, no album Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock!, no ano de 1973.

Vamos curtir e compartilhar a gravação original de Erasmo Carlos.

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Marcos Valle e Zélia Duncan

O post de hoje vai mostrar um belo dueto de Marcos Valle e Zélia Duncan interpretando “Preciso Aprender A Ser Só”.

A canção foi composta por Marcos Valle em parceria com seu irmão, Paulo Sérgio Valle, no ano de 1965.

Sucesso internacional, ganhou uma versão em inglês chamada “If You Went Away”, lançada pela grande Sarah Vaughan em 1977. Você pode ver a postagem da versão em inglês, clicando aqui.

Mas hoje vamos curtir e compartilhar esse original brasileiro em um belo dueto.

Em 1973, querendo colar no sucesso de Marcos Valle, Gilberto Gil compôs e gravou “Eu Preciso Aprender a Só Ser”.

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O Adeus de Juca Chaves

Neste dia 25 de Março de 2023, faleceu em Salvador, o grande Juca Chaves, aos 84 anos.

Músico, cantor, compositor e humorista, Juca Chaves enfrentou a censura do regime militar com suas modinhas.

O grande “menestrel” também não aceitava os tristes governos que aconteceram depois de proclamada a “nova república”, principalmente os do PT.

Em 2015 Juca compôs “Adeus em ritmo de lava jato”, já prevendo o impeachment da Dilma.

Vale a pena curtir e compartilhar.

O carioca Juca Chaves foi exilado em Portugal nos anos 70, depois na Itália, e, quando retornou ao Brasil, nos anos 80, decidiu viver na Bahia.

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Sobradinho

Essa canção foi feita e gravada em 1977 por e Guarabyra.

Na época estava sendo construído o Lago de Sobradinho, com o represamento do Rio São Francisco, para aproveitamento das águas na Usina de Sobradinho.

Diversos municípios foram submersos (lembrados e cantados na canção), com cerca de 70.000 habitantes sendo transferidos para novos assentamentos.

A canção veio a tona recentemente, com a inclusão do hit na trilha sonora do filme Bem vindo a Quixeramobim.

Vale a pena curtir e compartilhar: “Sobradinho”, com e Guarabyra.

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The Clevers = Os Incríveis

Passeando pela net, achei esse post de 2012 no Blog “Brazilian Rock 1957 –1964”.

Trata-se de um pequeno relato da criação e do sucesso do grupo que tantas lembranças nos trás, através de diversas músicas.

Vejam a postagem:

“The Clevers foi indiscutivelmente a banda de rock instrumental mais popular no início dos anos 60. Foi formada no início de 1963 e conquistou as paradas brasileiras com ‘ El relicário ‘ (uma sempre-viva espanhola escrita por José Padilla, em 1918) tocada como uma reviravolta que foi seguida por ‘ Maria Cristina ‘.
Os Clevers de repente se tornaram a banda mais badalada da cidade, estando constantemente presentes em programas de TV e apresentações ao vivo.
Il tanaccio ‘ foi seu terceiro single de sucesso. Eles gravaram dois álbuns e estavam a caminho de estrelar seu próprio programa de TV quando Rita Pavone, uma famosa roqueira italiana, os convidou para acompanhá-la durante sua turnê brasileira. Foi uma parceria feita no céu. O relacionamento deles foi tão bem-sucedido que o empresário de Pavone os levou para a Itália para acompanhá-la em sua turnê de verão de 1964 .
De volta da Europa no final de 1964, The Clevers teve um desentendimento com Antonio Aguillar , seu empresário, que era dono da marca Clevers e foi obrigado a mudar seu nome para  Os Incríveis .”

Vamos, então, curtir e relembrar o primeiro grande sucesso do conjunto The Clevers, ou será Os Incríveis?

El Relicário” do álbum ENCONTRO COM THE CLEVERS- TWIST.

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