E segue o Carnaval

Luiz Gonzaga Jr “Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com teu carnaval”?

Esses são os versos de um grande sucesso da década de 70.

A música é uma composição de Gonzaguinha, lançada no álbum Luiz Gonzaga Jr., no ano de 1973.

A letra mostrava que o povo, com todas as dificuldades que passava, não se importava e nem protestava, apenas se contentava em ter a cerveja, seu samba e um bom Carnaval.

Gonzaguinha faleceu em Abri de 1991 e nem imaginaria que a sua música, passados 43 anos de seu lançamento, ainda continuaria bem atual.

O “pão e circo” ainda é o que a grande maioria do povo deseja, infelizmente.

Relembrem esse sucesso : “Comportamento Geral”.

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E lá se vão 50 Carnavais

DVD Jose Augusto Pois é, esse Blog não tem muito a ver com Carnaval, e hoje também não iremos postar nada sobre o tema.

Apenas lembrar do tempo que ficou pra trás. Eu diria que se passaram 50 Carnavais.

O Carnaval, apesar de não ser a festa preferida de muitos brasileiros, no qual me incluo, gera uma certa saudade dos anos vividos no Brasil, entre os brasileiros que vivem espalhados por esse mundo, no qual eu também me incluo.

Muitos podem achar que esse post é um tanto quanto nostálgico, mas posso garantir que é “realmente” e “totalmente” nostálgico.

Hoje, para lembrar dos bons tempos vividos coloquei no Youtube o show do José Augusto. A vantagem das smartv’s é a facilidade de encontrar o que quer na internet e assistir na hora em uma grande tela. Isso nós não tínhamos há 50 Carnavais.

O show, muitos podem classificar como “brega”, “romântico”, ou “cafona”, como dizíamos há 50 Carnavais. Não me interessa. Peguei minha cerveja e fiquei curtindo as canções, relembrando o tempo de juventude.

img164Lembrei de muitos amigos que, mesmo separados por décadas, se encontraram nas redes sociais e continuaram aquele papo que tiveram ali na esquina, há 50 Carnavais.

Olhando o palco do show que se mostrava na TV me lembrei do tempo em que não éramos mais uma criançada mas freqüentávamos o “Gurilândia”, com seu pequenino palco.

Aquele palco era o sucesso da turma, não importava o tamanho, afinal os Beatles começaram no Cavern Club com um palco muito menor. Fiquei imaginando o saudoso Gegê com sua guitarra rítmica, com o cigarrinho aceso espetado na ponta da corda na cravelha. Dedé com sua guitarra solo, sempre muito compenetrado na música. Gugú, o cara alto do grupo, marcando no baixo. Alan, com sua batida sincopada, marcava o tempo e o andamento dos bons rocks, entre uma e outra sacudida em suas madeixas. E, o crooner, Vita, que esbanjava simpatia, rs…. Eu curtia meu teclado e o piano em várias jam session em casa e, tempos depois, na casa do Qüenqüém.

Tempos depois, Alan aposentou as baquetas e deu lugar a Toninho, que aparecia invariavelmente com a sua Toca, e Gugú cedeu a vaga de baixista para Edú, que chegava com seus patins (naquela época não chamávamos de roller). Até o Vita cedeu seu lugar de crooner em uma gravação “histórica” de “Sunny”, mas isso é melhor não comentar.

A turma era grande, muito mais do que um conjunto, muito mais do que um time de futebol, era um monte de amigos que, por mais que voassem por ares e planícies diferentes, sempre voltavam e se encontravam no Planalto (o nosso famoso Bar do Edú, não o baixista, claro), para curtir um bom papo e ouvir a gargalhada da Catita. Discutíamos sobre os Festivais da Canção, sobre o crescente sucesso da Seleção Brasileira, ou simplesmente fazíamos nosso campeonato de purrinha, valendo a cerveja, claro.

Não tínhamos carrões nem calhambeques, mas tínhamos a boa Vemaguete do amigo Mamadeira. Não tínhamos mansões nem Festas de Arromba, mas tínhamos as nossas festas na casa da D.Ângela, a mãezona da turma. Quando nada havia para fazer, uma boa noitada de carteado na casa do Conde (José Carlos), incrementada por uma boa dose de discos de Jazz.

Enfim, éramos uma turma unida e feliz.

Mas, os anos foram passando e nossas vidas ganhando novas variantes que se multiplicaram em proporções geométricas, afastando-nos por diversos caminhos. Felizmente, graças as redes sociais, estamos continuando o nosso papo interrompido por 50 Carnavais.

Eu sei que muitos dos que estão lendo esse post não irão entender o conteúdo de toda essa história, mas serve para que você pare um pouco com esse stress da rotina diária, curta um bom show romântico/brega, e se lembre dos seus Carnavais de outrora. Velhos amigos serão sempre bem lembrados.

Agora é só apertar no play do vídeo, deixar rolar, e relembrar.

Com vocês, “Agüenta Coração – José Augusto – ao vivo”.

Este não ano vai ser igual aquele que passou,

eu não brinquei, você também não brincou…

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O Trio que levou o frevo para a Bahia

Trio Trio Elétrico é o nome pelo qual, no Brasil, é chamado o caminhão adaptado com aparelhos de sonorização para a apresentação de música ao vivo, através de alto-falantes, em que são executados samba, frevos e outros ritmos. É um dos maiores fenômenos de massa do Brasil que teve sua origem em Salvador, no ano de 1950.

Dodô e Osmar foram os inventores do trio elétrico do carnaval baiano.

Antônio Adolfo Nascimento – Dodô – e seu amigo Osmar Álvares Macêdo adaptam uma “forbica” (um Ford 1929) ligando à bateria do automóvel um violão e um protótipo de guitarra e saíram pelas ruas executando o ritmo recifense, com enorme sucesso. Estava, assim, instituída a dupla elétrica Dodô e Osmar. Depois, incluíram mais um membro, Temístocles Aragão, formando assim o trio elétrico, em 1951. No ano de 1974, Armando da Costa Macêdo, conhecido como Armandinho,  filho de Osmar, juntou-se a seu pai e outros músicos para formar a banda Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, lançando diversos discos carnavalescos ao longo da década de 80.

Moraes Moreira também se apresentava com essa nova banda e é com eles que vamos curtir esse belo frevo.

Para vocês curtirem: “Vassourinha Elétrica”, de Moraes Moreira, uma justa homenagem ao frevo “Vassourinhas”, composição de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos, no ano de 1909. Considerada, até os dias de hoje, a música mais tocada nos carnavais das cidades do Recife e de Olinda.

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Um Samba para começar o Carnaval

Sergio Sampaio O post de ontem foi um verdadeiro sucesso.

Afinal, quem não gosta de Sérgio Sampaio ? Os que não o conheciam, certamente curtiram e querem mais.

No post falamos sobre um outro grande sucesso gravado por Sérgio Sampaio : “Cala a Boca Zebedeu”.

A música foi composta por seu pai, Raul Gonçalves Sampaio, quando Sérgio tinha 16 anos. Ou seja, em 1963.

Sérgio gravou o samba em seu primeiro álbum Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua, no ano de 1973. Um álbum produzido por Raul Seixas.

O LP não fez um grande sucesso em vendas, mas essa música foi muito tocada nas rádios.

Não temos muito mais o que dizer, basta ouvir e curtir.

Como disse o grande cantor Lenine: “Sérgio Sampaio foi um nome marginalizado, que o equipara a Tim Maia e Raul Seixas, como um dos “Malditos” da Música Popular Brasileira.”

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O Blues que o Rei não cantou

Sergio Sampaio Essa música se refere a dois grandes capixabas. Dois excelentes cantores e compositores. Um eleito como “Rei”, o outro com a fama de “Maldito”.

Estamos falando de Roberto Carlos, o Rei do Iê-Iê-Iê, e de Sérgio Sampaio, o Maldito da MPB, que infelizmente já não está entre nós, faleceu em 1994.

A história da música que vamos postar hoje inicia quando Sérgio Sampaio, em 1972, ano em que sua canção “Eu quero é botar meu bloco na rua” participa do IV FIC (Festival Internacional da Canção) e integra um compacto do Festival, que graças a ela vende 500 mil cópias, tornando-se sucesso no carnaval de 1973.

Com todo esse sucesso, Sampaio recebe um recado de um assessor de Roberto Carlos pedindo que fizesse uma canção no mesmo estilo da música do Festival (a do Bloco), para que o “Rei” pudesse gravar. Sérgio ficou radiante, imaginando poder realizar o sonho de ter uma composição sua gravada por seu ídolo e conterrâneo.

Mas, a essa altura, o Rei já havia abandonado o Iê-Iê-Iê e se transformava em um cantor de músicas românticas. Não era a praia de Sérgio, que acabou não conseguindo compor a “canção encomendada”.

Porém, ao final dessa história, Sérgio compôs uma linda canção relatando toda a sua tristeza por não conseguir ouvir uma música sua gravada pelo antigo ídolo. O nome da canção é “Meu Pobre Blues“, lançada no ano de 1974. A letra fala sobre algumas canções de Roberto Carlos, como você vai poder identificar.

Em 1973 Sérgio Sampaio lançou seu primeiro álbum, produzido por Raul Seixas. Um fracasso de vendas, embora a canção “Cala a boca, Zebedeu“, de autoria de seu pai (Raul Sampaio), incluída no álbum, tenha feito grande sucesso nas rádios. Mas isso a gente vai curtir em um futuro post.

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Relembrando a Pilantragem

Nonato Buzar Hoje vamos postar um vídeo com o maior sucesso de Nonato Buzar.

A composição foi feita por Nonato Buzar especialmente para a cantora Adriana, chamava-se “Anjo Azul”, lançada no ano de 1967. Sucesso absoluto, vendendo mais de 380.000 cópias.

Nonato Buzar integrava o grupo A Turma da Pilantragem, movimento musical capitaneado por Wilson Simonal e Carlos Imperial. A Pilantragem era uma mistura de samba, iê-iê-iê e soul. Ainda em 1967, Nonato mostrou a música para Simonal, que pediu permissão para gravá-la.

Na gravação de Simonal o sucesso passou a ser chamado por “Vesti Azul”. Foi incluída no álbum Alegria, Alegria!!!, bordão que Simonal usava na televisão e que Caetano Veloso pegou emprestado para usar como nome de uma música no festival do mês anterior. O disco era pilantragem pura.

Vamos relembrar e curtir esse grande sucesso na interpretação de Wilson Simonal.

A cantora Adriana, além do grande sucesso de vendas que obteve com a música “Anjo Azul”, em 1967, voltou a fazer grande sucesso em 1972, com a canção “O Que Me Importa”, composição de Cury, que mais recentemente foi regravada por Tim Maia e Marisa Monte.

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