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Lembrando das novelas dos anos 70 chegamos a “Saramandaia” e, em sua trilha sonora, encontramos uma bela canção de Ednardo.
José Ednardo Soares Costa Sousa, cujo nome artístico é Ednardo (Fortaleza, Ceará, em 17 de abril de 1945), é um cantor e compositor brasileiro.
Ednardo iniciou a carreira musical em Fortaleza, Ceará, no início da década de 1970, juntamente com outros artistas conterrâneos, como Fagner, Belchior e Amelinha.
Apareceu para o grande público quando sua composição “Pavão Misterioso” foi incluída como tema de abertura da novela “Saramandaia“, de Dias Gomes, pela TV Globo.
Relembrem esse sucesso :
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O texto abaixo foi copiado da página de Sérgio Ricardo no Facebook.
Em tom de desabafo e/ou alerta, fala do triste momento que vive a nossa MPB.
ALERTA AOS CAROS AMIGOS DA MÚSICA
Nem saudosismo nem preconceito. Só uma pequena observação de quem é obrigado, mesmo distante dos meios de comunicação, a ter que ouvir o som que me vem pela janela, lembrando-me a todo o momento da destruição sonora emitida pela favela, ligada 24 horas por dia aos rádios e tvs, massificando o gosto popular, que lamentavelmente, emprenhado pelo costume, já canta e dança um falso Brasil. Mecânico, feio, sem ginga ou balanço, negando suas raízes, a cada acentuação rítmica elementar e hipnótica das ausências de mensagens que se ouve por aí, como a martelar um decreto do sistema, a essa altura, já absorvido, com a intenção de burrificar e alienar a capacidade criativa do povo. O bate-estacas de seu conteúdo, além de despersonalizar os sinais culturais atávicos de nossa cultura musical, outrora imitada e respeitada por todo o mundo, hoje é até recusada pelos animais. Dela, hoje, nem sinais. Cada fração dessa alienação são vinténs a se somarem na fortuna desse império que só visa o lucro, e mais do que isto, limpa o terreno para impor suas diretrizes sociais e políticas. Somos todos americanos e de tal forma já dominados, que quem não usa vocábulos do inglês, não consegue mais articular o português. Indução pura. Modéstia à parte, como compositor posso enumerar as perdas de nossas conquistas, de há muito, gradativamente perdidas, sob uma rígida análise teórica da estrutura da composição musical.
1- Melodia = pobre sem a construção das variantes de células melódicas a surpreender pela beleza de suas alternâncias como a contar uma história com princípio, meio e fim, que caracterizam a riqueza de um tema.
2- Harmonia – Preso a um, dois, ou no máximo três acordes, não embeleza a melodia com surpresas de encadeamento, dando estofo de beleza à ela, ajudando o desenvolvimento orquestral e dar forma particular à obra.
3 – Ritmo – Sempre o mesmo bate estacas limitando e escravizando a correspondência ou diversificação a colorir uma canção. Hipnótica. Primitiva. Repetitiva à exacerbação.
4 – Poema – Palavras ou frases repetitivas, sem conteúdo, muitas vezes de profundo mau gosto, ou pornográficos, como a comentar o obvio ululante, ou sem poesia alguma.Chamar isto de música popular, no Brasil, é uma acinte à Africanidade e Lusitania rítmica e melódica herdadas de nossos ancestrais, sobre as quais inventamos os choros, os sambas, o frevo, a capoeira, etc. etc. com seus contratempos e riqueza rítmica movendo nosso corpo com nosso balanço próprio, imitado por outros povos, e dando nosso recado nobre e belo. Joguemos no lixo Caymmi, Cartola, J. Gilberto, Pixinguinha, Luis Gonzaga, Noel Rosa, Radamés Gnatalli, Tom Jobim, e tantos outros em detrimento de um bate estacas que nunca sai de moda e nada fala de nossos anseios, sentimentos, fincados na alma de nossa história?
Felizmente há uma juventude de estudiosos e cheia de talento nas periferias dessa imposição dos canalhas da comunicação que andam arriando as calças à determinação de retrocesso dos donos da grana. Mais uma vergonha nacional. Caro colega, não caia nessa esparrela. Vamos retomar nosso processo cultural que anda aos pedaços e enriquece-lo com sua contribuição e talento. Chega de frescura.
Sérgio Ricardo, nome artístico de João Lutfi, (Marília, 18 de junho de 1932) é um diretor de cinema, ator, cantor e compositor brasileiro.
Ao mudar para o Rio de Janeiro em 1952 conseguiu emprego como técnico de som e pianista, substituindo Tom Jobim. Familiarizado com a cidade, que foi o berço da bossa nova, passou a fazer parte do primeiro núcleo de compositores desse movimento musical. Lançou no começo dos anos 60 os LPs Não Gosto Mais de Mim e A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo.
Participou do III Festival de Música Popular Brasileira transmitido pela TV Record, quando, num momento antológico, foi vaiado pelo público ao cantar “Beto bom de bola“, e nervoso, quebrou o violão e atirou-o contra a platéia.
Relembrem essa música, injustamente vaiada no festival da Record, que fazia referência a história de Mané Garrincha e de muitos outros jogadores que deixaram se levar pela fama e acabaram na obscuridade.
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OSWALDO MONTENEGRO
Show no RIO DE JANEIRO (VIVO RIO)! Dia 24/01/2015.
ÚNICA APRESENTAÇÃO!
Local: Vivo Rio
Rua Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo,Rio de Janeiro/RJ
Garanta seu ingresso: www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=33348
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Esta postagem teve origem em uma mensagem de final de ano de nosso Amigo David Villar Filho, relembrando uma de suas músicas preferidas dos anos 70.
O nome da música é “Estórias pra você” do álbum “Circo de Marionetes“, do grupo Almôndegas, de 1978.
Almôndegas foi uma das bandas pioneiras em criar uma linguagem particular para a música pop gaúcha. Oriundos da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Misturavam velhas canções do folclore gaúcho, mpb e rock.
Os Almôndegas surgiram oficialmente com a gravação do primeiro LP, em 1975, mas desde quatro anos antes os irmãos Kleiton Ramil e Kledir Ramil, o primo Pery Souza e os amigos Gilnei Silveira e Kiko Castro Neves lideravam uma gurizada que se reunia num apartamento no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, para cantar. Músicos de formação eclética, eles só pensavam em se divertir quando venceram o I Festival Universitário da Canção Catarinense com a música Quadro Negro.
Gravaram o primeiro LP (“Almôndegas”), em 1975 (mesmo ano de “Aqui”, trabalho que colocou a faixa “Canção da Meia-noite” na novela Saramandaia, da Rede Globo de Televisão). Em 1977, a banda partiu para o Rio de Janeiro. Kleiton, Kledir e Gilnei levavam outros sonhos na bagagem e contavam com o auxílio precioso dos novos integrantes João Baptista e Zé Flávio. Neste ano, vieram mais dois discos: “Gaudêncio Sete Luas” (na verdade, uma coletânea dos anteriores) e “Alhos com Bugalhos”. Os registros da carreira do Almôndegas culminou com “Circo de Marionetes”, de 1978. No seguinte – 1979 – o grupo se desfez.
Seus componentes mais famosos foram os irmãos Kleiton e Kledir Ramil.
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