Sylvia Telles (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1934 — Maricá, 17 de dezembro de 1966), também conhecida como Sylvinha Telles, foi uma cantora brasileira e uma das intérpretes dos primórdios da bossa nova.
A maioria de seus discos está fora de catálogo, o que dificulta o seu conhecimento pelas gerações recentes. Porém, ocasionalmente é lançada uma compilação com algumas de suas inúmeras gravações.
Relembrem Sylvinha Telles interpretando “Dindi”, um clássico de 1959 :
“Dindi“ é uma canção composta por Antônio Carlos Jobim com letras de Aloysio de Oliveira. Ray Gilbert adicionou letras em inglês.
Tom Jobim escreveu a canção especialmente para Sylvia Telles, cujo apelido era Dindi.
Mais uma grande notícia de nosso Amigo Luiz Renato Cavalcante : o lançamento de uma talentosa banda.
Uma nova banda carioca surge na serra fluminense. Trata-se da Banda Turma da Esquina, que lança seu CD independente, gravado no Estúdio Vintage de Teresópolis.
Em seu primeiro CD, a banda homenageia o maravilhoso movimento musical brasileiro denominado Clube da Esquina, da década de 60, que teve entre seus integrantes : Tavinho Moura, Wagner Tiso, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Toninho Horta, Flávio Venturini, e os integrantes do 14 Bis, entre outros.
A Banda Turma da Esquina tem a seguinte formação : voz e backs = John John; guitarras e violão midi = Fred Rios; teclados = Henrique Branco; baixo = Renato Cavalcante; e bateria = Rodrigo Veiga.
O CD chama-se Projeto Clube da Esquina, e uma das músicas incluídas no álbum é “MÁQUINA DO TEMPO”, de Aggeu Marques (originalmente gravada por Flávio Venturini):
Nesses dias atuais em que se discute tanto o uso de máscaras durante manifestações públicas, vale a pena recordar esse sucesso de Zé Keti, na voz de Dalva de Oliveira.
“Máscara Negra” é uma canção, em ritmo de marcha-rancho, composta por Zé Keti e Pereira Matos para o Carnaval de 1967.
Gravada pelo próprio Zé Keti e, depois, por Dalva de Oliveira (no álbum A Cantora do Brasil), a canção venceu o Primeiro Concurso de Músicas para o Carnaval, recém-criado pelo Conselho Superior de Música Popular Brasileira do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
Para quem estiver pela França e quer curtir um bom show brasileiro no dia 7 de Setembro, não percam a apresentação da carioca Jussanam no Black Cat Jazz Club, em Cagnes-Sur-Mer na Cote d’Azur, as 23:00h (endereço : 4, Place du Château).
Vejam esse vídeo de Jussanam, acompanhada por Jean-Yves Mestre e Nicolas Castagnola na “La Fete de la Poterie” em Vallauris – South of France em 11/08/2013, interpretando “O Bêbado e a Equilibrista” :
Francis Victor Walter Hime (Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1939) é um compositor, arranjador, pianista e cantor brasileiro. Possui formação em composição, regência, harmonia e arranjo. Francis Hime iniciou seus estudos de piano aos 6 anos. Em 1955, se mudou para a cidade de Lausanne, na Suíça, onde permaneceu até 1959, dedicando-se à música. De volta ao Brasil, Francis passou a desenvolver uma amizade com alguns dos artistas que faziam parte do já consolidado movimento da bossa nova, tais como Vinícius de Moraes, Carlos Lyra, Baden Powell, Edu Lobo, Dori Caymmi, Wanda Sá e Marcos Valle. É dessa época sua primeira parceria com Vinícius, “Sem mais adeus”, gravada na época por Wanda Sá e posteriormente por vários outros intérpretes.
Em 1969 casou-se com a cantora e letrista Olívia Hime.
Vejam o vídeo de Olivia e Francis Hime interpretando “Saudade de Amar”, composição de Francis Hime e Vinicius de Moraes :
Seguindo nossa série “Carros na MPB”, vamos postar um sucesso consagrado pelo lendário grupo mineiro “Clube da Esquina”.
Entre diversos componentes destacaremos, hoje, dois nomes: Fernando Brant e Toninho Horta.
Essa incrível dupla de compositores fizeram, entre outros sucessos, a bela canção “Manuel, o Audaz”.
Muitas historias sobre a música tem sido divulgadas através da internet mas, segundo entrevista com Fernando Brant no site Pagina da Música, a verdadeira historia seria esta :
PM – E a história de ‘Manoel, o Audaz’?.
FB – Era um jipe Land Rover que eu tinha. Foi o primeiro empréstimo bancário que eu fiz, 500 cruzeiros na Caixa Econômica Estadual. Era um jipe legal, mas bem velho. Tinha uma folga no volante danada.
PM – Só você entendia o carro.
FB – É. Mas aquela história que o Toninho Horta conta no show é tudo mentira (risos). Mas tudo bem. Ele gosta de contar lá aquela história. Vale (risos). Eu andava mais no centro aqui porque o jipe era muito velho. Ele tinha tração nas 4 rodas, era feito para guerra. Eu pegava essas ladeiras, punha em quarta e subia. Só faltava subir em poste. Aí, quando ele me deu a música, eu resolvi fazer. Eu chamei de Manoel, o Audaz por causa de uma brincadeira. Não tem o Dom Manuel, o Venturoso, rei de Portugal? Então, esse aqui é Manoel, o Audaz. Era o nome do jipe. Veio a música e eu falei “isso aqui está com a cara do meu jipe…” Aí contei esse negócio de viajar, sair ao ar livre.
No livro “Histórias do Clube Da Esquina”,de Laudo Ferreira (texto e arte) e Omar Viñole (cores), um documentário em quadrinhos que mostra a historia desse famoso grupo, encontramos uma página que confirma o relato acima.
Vejam a página na foto ao lado.
Agora, para finalizar esse post em grande estilo, ouçam Toninho Horta e Lô Borges, outro grande integrante do Clube da Esquina, interpretando “Manuel, o Audaz” :