Na semana passada o Brasil perdeu um grande sambista.
Carlos Roberto de Oliveira, mais conhecido como Dicró (Mesquita, 14 de fevereiro de 1946 – Magé, 25 de abril de 2012), foi um cantor e compositor brasileiro de sambas satíricos.
Ao lado de Moreira da Silva, Osmar do Breque, Germano Mathias e Bezerra da Silva, é considerado um dos principais sambistas da linha humorística.
Entre suas letras bem-humoradas, destacam-se aquelas em que ele falava mal da própria sogra.
Um de seus sucessos, gravado em 1994, foi “O Bingo”, em que falava da sogra, você pode relembrar no vídeo abaixo:
Foi um dos principais incentivadores da criação do Piscinão de Ramos. Compôs diversas músicas para o projeto, passando a ser considerado “Prefeito do Piscinão“. Manteve um trailer no local, que se tornou ponto de encontro de sambistas e grupos de pagode.
Vejam Dicró interpretando o sucesso “Praia de Ramos” junto com Beto Jamaica :
E, em um momento mais recente, no Programa do Ratinho, cantando, com Serginho, “Os Sabores da Mulher” :
Frases da Malandragem:
“Malandro que é malandro morre em dia útil que é pra não atrapalhar feriado ou final de semana de ninguém!” – Dicró.
Segundo Moreira da Silva, “Malandro não morre, dá um tempo!”.
Após 10 anos sem gravar, Benito di Paula lançou, em 2009, pela EMI Music, seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Vivo Rio, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.
Benito di Paula, nascido Uday Vellozo (Nova Friburgo, 28 de novembro de 1941) é um pianista, cantor e compositor brasileiro.
É um dos grandes nomes da canção nacional dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana. Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70. Seu estilo musical é conhecido como “samba jóia“, ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzísticos. Seu primeiro disco “Benito Di Paula” de 1971, foi censurado por trazer a música “Apesar de Você“ de Chico Buarque.
Seu segundo LP, “Ela” também não trouxe grande êxito. Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro, “Um Novo Samba“, onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música “Retalhos de Cetim“.
Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira. Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este.
Comandou o programa “Benito di Paula e seus convidados – Brasil Som 75” na TV Tupi. Tem mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas. Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos e principalmente na América Latina.
São Jorge (275 – 23 de abril de 303) foi, de acordo com a tradição, um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. É imortalizado no conto em que mata o dragão e também é um dos Catorze Santos Auxiliares. Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, sua memória é celebrada dia 23 de abril como também em 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele na Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I.
É o santo padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros, do S.C Corinthians Paulista e da Cavalaria do Exército Brasileiro. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte.
Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos, a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.
Para comemorar esse dia, vamos postar Jorge Ben Jor interpretando “Jorge da Capadócia” , música de sua autoria, parte integrante do DVD – Acústico MTV.
Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540.
Mas porque foi escolhido o 19 de abril?
Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Algumas músicas brasileiras falam sobre os Índios. Escolhemos dois vídeos para colocar em nosso post de hoje.
O primeiro mostra uma das mais famosas músicas, gravadas por diversos cantores brasileiros, e que foi tema de álbum e show de Gal Costa.
Trata-se de “Índia”, composição de J. A. Flores / M. O. Guerreiros / José Fortunaem. No vídeo, Gal Costa interpreta a música em um show realizado em Roma, na Itália, no ano de 1983:
Outra música, falando especificamente sobre o Dia do Índio, foi composta por Jorge Ben Jor (que na época era conhecido como Jorge Ben). Chama-se “Todo Dia Era Dia De Índio”.
Vejam Baby do Brasil (que era conhecida como Baby Consuelo) interpretando a música.