Panis et Circencis

Tropicalia ou Panis et Circencis “Tropicália ou Panis et Circencis” é um álbum de estúdio lançado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé em julho de 1968.

O LP ficou em 2º lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira, feita pela revista Rolling Stone Brasil.

O álbum tem uma irreverente capa, elaborada como uma paródia do álbum dos The Beatles, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, bem como as faixas musicais sucedem-se sem haver interrupções.

A terceira faixa do álbum é “Panis et Circencis” (Gilberto GilCaetano Veloso), interpretada pelo grupo Os Mutantes.

A canção se tornou o grande hino do movimento Tropicália, que estourou no Brasil no final da década de 1960.

Vamos curtir e relembrar esse grande sucesso na interpretação de Rita Lee, que na época era uma das integrantes do grupo Os Mutantes.

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O Amanhã de Guilherme, por Caetano

 

Guilherme ArantesReproduzimos, abaixo, uma postagem de Guilherme Arantes em sua página do Facebook :

Gratidão eterna à vida, que sempre consegue nos surpreender com a sua generosidade.
Me lembro de ter sido surpreendido num belíssimo show dele no Palace, com um cenário magistral, inesquecível, de Helio Eichbauer…
Eu estava num camarote, as pessoas olhavam pra mim, virando para trás, e eu nem havia percebido que Caetano cantava minha canção. Nunca poderia imaginar esse presente vir assim, do nada…Demorei uns bons 3 minutos pra perceber o que estava acontecendo…
Até hoje fico estupefato como a musica e a letra se encaixaram na voz privilegiada deste que,pra mim, é o maior cantor do país, na elaboração primorosa de cada interpretação.
Mais tarde, eu fiquei sabendo do velho costume de Caetano ficar cantando e cantando nas madrugadas, perseguindo determinado, com perfeccionismo joão-gilbertiano seu acabamento impecável para as canções.
Que privilégio fazer parte de seu repertório mais particular !
Para sempre, obrigado Caetano !
O mundo para mim sempre ficou melhor, centenas de vezes, por sua causa ….

guilherme

Vejam o vídeo :

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A Vingança

Lupicinio Rodrigues Hoje vamos relembrar um grande sucesso de Lupicínio Rodrigues.

Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 — Porto Alegre, 27 de agosto de 1974) foi um cantor e compositor brasileiro.

Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, que se refere à prática de quem crava os cotovelos em um balcão ou mesa de bar, pede um uísque duplo, e chora pela perda da pessoa amada. Constantemente abandonado pelas mulheres, Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.

A música “Vingança” foi o maior sucesso comercial de Lupicínio Rodrigues. Composta por Lupicínio como um desabafo diante da traição de Mercedes, uma de suas muitas namoradas, a música foi gravada por Linda Batista em 1951 e fez sucesso até no Japão. Com o dinheiro que ganhou naquele ano, Lupicínio comprou um carro e batizou-o de “Vingança”.

Vejam Caetano Veloso interpretando esse sucesso, com um arranjo de bossa nova.

Lupicínio costumava dizer:

“Toda vez que uma mulher me trai, eu ganho dinheiro”

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História da Música Menino do Rio

Petit Uma história que começa com uma bela canção, retratando um novo modo de vida da juventude carioca, e teve um triste final, com a morte de sua fonte de inspiração.

No ano de 1980, Caetano Veloso rompeu a tradição de cantar a beleza feminina nas canções de louvor ao Rio de Janeiro, e utilizou a figura de um garoto da praia em Menino do Rio”. A música tornou-se sucesso na voz de Baby Consuelo.

O garoto da praia era José Artur Machado, o surfista Petit, de 22 anos, criado na praia de Ipanema.

No começo dos anos 70, Petit era o símbolo de uma geração de jovens bronzeados, surfistas da praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, que usavam parafina para tornar as pranchas menos escorregadias e dourar os cabelos compridos. Livre, solto, sem outro compromisso com a vida senão viver.

O “coração de eterno flerte” é uma metáfora riquíssima, Petit flertou o tempo todo com a vida, praticante de artes marciais, modelo nas horas vagas entre uma onda e outra. Ele vestiu como poucos o slogan da geração saúde, com o corpo aberto no espaço, sempre bronzeado pelo sol carioca.

Petit adorou a canção, mas não se mascarou, o comportamento continuou o mesmo.

Na madrugada de 29 de agosto de 1987, na garupa da moto de um amigo, Petit sofreu um acidente. A violenta pancada da cabeça contra o asfalto o deixou em coma por 40 dias. Ele sobreviveu, mas com o lado direito do corpo, rosto e boca paralisados.

Uma pessoa comum talvez conseguisse driblar o drama, mas não o “talentoso Petit”, como a ele se referem os amigos. Nessas condições, a vida se tornou insuportável para ele, inválido e recluso em seu apartamento, longe do mar que tanto amava, após uma vida toda acostumado a viver intensamente, ao sol, a praia, os esportes, as meninas, etc…

Quase dois anos depois, na tarde de 7 de março de 1989, aos 32 anos, Petit, o eterno menino do Rio, desistiu de sua vida. Trancou-se em seu apartamento e se enforcou com a faixa de seu quimono de jiu-jitsu. O peso da depressão, do isolamento de tudo e de todos foi uma carga demasiadamente pesada para que ele pudesse suportar.

Relembram a canção, na voz de Baby Consuelo (ou Baby do Brasil):

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Um Blues de presente. Do Tropicalismo para a Jovem Guarda.

Caetano VelosoComo Dois e Dois é uma canção de Caetano Veloso e lançada por Roberto Carlos, no ano de 1971.

Na música Caetano esclarece em alguns versos que demonstra seus sentimentos em suas canções: “Tudo é igual quando eu canto e sou mudo/Mas eu não minto, não minto, estou longe e perto/Sinto alegrias tristezas e brinco” esclarecendo fatos de que canta sem emoção, na canção ele rebate o fato dizendo entrelinha que pode cantar sem emoção, mas na composição ponha sua emoção.

Mesmo a canção sendo composta em 1971 apenas em 2007 Caetano a gravou oficialmente no álbum: “Cê – Ao Vivo”.

A canção foi gravada por Roberto Carlos no estúdio da CBS em St. Louis, e, não foi por menos, ao se escolher o ritmo “blues”, se desejou colocar todos os ingredientes ideológicos que denunciassem a falta de liberdade e expressão imposta pela ditadura do Brasil, e assim temendo qualquer ingerência ou censura no trabalho, Roberto e sua equipe de produção, não tiveram dúvidas e partiram para os EUA onde foi feita a gravação, que, curiosamente, contou com uma original banda de blues e um característico coral feminino, mesmo não havendo esse planejamento da equipe.

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Brasileiros em Londres

Estamos re-publicando um post de 11/01/2012, pois os vídeos apresentaram problemas na antiga postagem.

Para todos os que curtiram e ainda curtem as músicas do tempo do “Tropicalismo”.

Caetano Veloso e Gilberto Gil, líderes do tropicalismo, também estavam entre aqueles que tiveram cerceadas suas carreiras no Brasil, em seu período mais repressivo.

Gilberto Gil - 1971Gilberto Gil (nascido Gilberto Passos Gil Moreira em Salvador, 26 de junho de 1942) é um músico e político brasileiro.

Nos tempos de faculdade de Administração, Gil conhece Caetano Veloso, sua irmã Bethânia, Gal Costa e Tom Zé. Realizam a primeira apresentação na inauguração do Teatro Vila Velha em junho de 1964 – com o show “Nós, Por Exemplo“.

Caetano Veloso - 1971Caetano Veloso (nascido Caetano Emanuel Viana Teles Veloso em Santo Amaro da Purificação, 7 de agosto de 1942) é um músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro.

Desde o início da carreira, Veloso sempre demonstrou uma posição política contestadora, sendo até confundido como um militante de esquerda, ganhando por isso a inimizade do regime militar. Por esse motivo, as canções foram frequentemente censuradas neste período, e algumas até banidas.

Caetano Veloso e Gilberto Gil - foto The GuardianEm 27 de dezembro de 1968, Veloso e o parceiro Gilberto Gil foram presos, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Foram levados presos para o quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, e tiveram suas cabeças raspadas. Ambos foram soltos em 19 de fevereiro de 1969, quarta-feira de cinzas, e seguiram para Salvador, onde tiveram de se manter em regime de confinamento, sem aparecer nem dar declarações em público. Em julho de 1969 Caetano e Gil partiram com suas mulheres, respectivamente as irmãs Dedé e Sandra Gadelha, para o exílio na Inglaterra.

Ouçam algumas das músicas dos álbuns de Caetano e Gil, de 1971, compostas e gravadas durante o exílio em Londres.

Maria Bethânia

Nega

Crazy Pop Rock

 

London, London

Somente retornariam ao solo pátrio, em 1972. Apresentando-se no programa Som Livre Exportação, declararam publicamente que continuariam trabalhando em prol da música popular brasileira.

Vejam o vídeo de Gil interpretando “Back In Bahia” com a presença de Caetano no palco.

“Sexta Nobre Especial”–TV Globo

Paulo Diniz (Pesqueira, Pernambuco, 24 de janeiro de 1940) é um cantor e compositor brasileiro. Apesar de ter sofrido censura em algumas de suas músicas, nunca foi preso nem exilado. Entre seus sucessos destaca-se “Quero Voltar Pra Bahia (I Want to Go Back to Bahia) (uma homenagem a Caetano Veloso, então exilado em Londres) .

Quero voltar pra Bahia

Em entrevista ao site da UOL, Paulo falou: – Eu lia o Pasquim, e via aquelas cartas que Caetano mandava de Londres. Então pensei, ele lá, com aquele cabelão, aquela cabeça grande, o corpo magro não deve estar causando nada na Inglaterra. Achei que ele deveria estar triste, com vontade de voltar para Bahia. Li que ele estava estudando inglês, então imaginei que a primeira frase que ele poderia ter aprendido seria “I don’t want to stay here…”

Atualmente Paulo Diniz continua realizando apresentações, com a mesma voz vibrante de antes, porém numa cadeira de rodas, já que contraiu uma misteriosa doença em 2005 que paralisou seus membros inferiores.

O tropicalismo também está presente no The Point Carioca.

Letras das Músicas:
Fontes:
  • Wikipédia
  • UOL.com.br
  • YouTube
  • Letras.terra.com.br
Imagem:
  • Foto de Caetano e Gil do Jornal The Guardian.

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