A Banda Eva, que surgiu de “grêmio” criado por colegas de escola, no ano de 1977, e posteriormente transformado em “bloco carnavalesco”, em 1980, está em atividade ate os dias de hoje.
Somente em 1993 o bloco se transformou em Banda Eva.
O nome EVA vem de Estrada Velha do Aeroporto, local em que ficava o sitio onde o “grêmio” se reunia.
Sua grande vocalista foi Ivete Sangalo, que deixou a banda em 1999.
Um dos maiores sucessos da banda foi “Beleza Rara”, composição de Ed Grandão e Nego John, lançado em álbum de mesmo nome em 1996.
Vale a pena relembrar, curtir e compartilhar.
O sucesso também foi gravado por Celso Fonseca, em ritmo de Bossa Nova, que você pode conferir em uma antiga postagem (clique aqui).
Bem, depois de mais de 2 meses ausente, curtindo umas “férias” cheias de turbulências, voltei ao nosso Blog, na terra que me acolheu.
Passados os primeiros momentos da re-adaptação a nossa casa, lembrei, naturalmente, do grande samba dos carnavais dos anos 60 que Osvaldo Nunes emplacou: “Voltei”.
No vídeo abaixo você vai curtir o sucesso, gravado em um compacto simples no ano de 1967.
Osvaldo Nunes teve como seu maior sucesso, a batucada “Oba“, que embalou os desfiles do do Bloco Bafo da Onça, e que se tornou o hino oficial do Bloco.
Até mesmo o nosso grande poeta, Vinicius de Moraes, escreveu em uma de suas memoráveis letras, musicada por Tom Jobim, versos sobre a ilusão do Carnaval.
O nome da famosa canção é “A Felicidade”, composta no ano de 1959. Foi feita para para o filme “Orfeu do Carnaval“, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, gravada pelo cantor Agostinho dos Santos. Fala do dia a dia do pobre que, depois de trabalhar um ano inteiro, vê a sua felicidade acontecer no carnaval, durar três dias e terminar na quarta-feira de cinzas.
Se bem que, nos dias atuais, o Carnaval já começa na sexta-feira e termina no domingo da semana seguinte. Não são mais “3 dias de folia”, são “10 dias”.
Mas, como Vinicius de Moraes disse : …”A felicidade do pobre parece / A grande ilusão do carnaval / A gente trabalha o ano inteiro / Por um momento de sonho / Pra fazer a fantasia / De rei ou de pirata ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira” …
Vamos relembrar e curtir.
No vídeo, você curtiu : Antônio Carlos Jobim (voz e piano), Jacques Morelenbaum (violoncelo), Paulo Jobim (guitarra), Danilo Caymmi (voz e flauta), Sebastião Neto (baixo), Paulo Braga (bateria), e, nos vocais, Ana Jobim, Elizabeth Jobim, Simone Caymmi, Maúcha Adnet, e Paula Morelenbaum.
Gravado no Festival de Jazz de Montreal, no ano de 1986.
“Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com teu carnaval”?
Esses são os versos de um grande sucesso da década de 70.
A música é uma composição de Gonzaguinha, lançada no álbum Luiz Gonzaga Jr., no ano de 1973.
A letra mostrava que o povo, com todas as dificuldades que passava, não se importava e nem protestava, apenas se contentava em ter a cerveja, seu samba e um bom Carnaval.
Gonzaguinha faleceu em Abri de 1991 e nem imaginaria que a sua música, passados 43 anos de seu lançamento, ainda continuaria bem atual.
O “pão e circo” ainda é o que a grande maioria do povo deseja, infelizmente.
Pois é, esse Blog não tem muito a ver com Carnaval, e hoje também não iremos postar nada sobre o tema.
Apenas lembrar do tempo que ficou pra trás. Eu diria que se passaram 50 Carnavais.
O Carnaval, apesar de não ser a festa preferida de muitos brasileiros, no qual me incluo, gera uma certa saudade dos anos vividos no Brasil, entre os brasileiros que vivem espalhados por esse mundo, no qual eu também me incluo.
Muitos podem achar que esse post é um tanto quanto nostálgico, mas posso garantir que é “realmente” e “totalmente” nostálgico.
Hoje, para lembrar dos bons tempos vividos coloquei no Youtube o show do José Augusto. A vantagem das smartv’s é a facilidade de encontrar o que quer na internet e assistir na hora em uma grande tela. Isso nós não tínhamos há 50 Carnavais.
O show, muitos podem classificar como “brega”, “romântico”, ou “cafona”, como dizíamos há 50 Carnavais. Não me interessa. Peguei minha cerveja e fiquei curtindo as canções, relembrando o tempo de juventude.
Lembrei de muitos amigos que, mesmo separados por décadas, se encontraram nas redes sociais e continuaram aquele papo que tiveram ali na esquina, há 50 Carnavais.
Olhando o palco do show que se mostrava na TV me lembrei do tempo em que não éramos mais uma criançada mas freqüentávamos o “Gurilândia”, com seu pequenino palco.
Aquele palco era o sucesso da turma, não importava o tamanho, afinal os Beatles começaram no Cavern Club com um palco muito menor. Fiquei imaginando o saudoso Gegê com sua guitarra rítmica, com o cigarrinho aceso espetado na ponta da corda na cravelha. Dedé com sua guitarra solo, sempre muito compenetrado na música. Gugú, o cara alto do grupo, marcando no baixo. Alan, com sua batida sincopada, marcava o tempo e o andamento dos bons rocks, entre uma e outra sacudida em suas madeixas. E, o crooner, Vita, que esbanjava simpatia, rs…. Eu curtia meu teclado e o piano em várias jam session em casa e, tempos depois, na casa do Qüenqüém.
Tempos depois, Alan aposentou as baquetas e deu lugar a Toninho, que aparecia invariavelmente com a sua Toca, e Gugú cedeu a vaga de baixista para Edú, que chegava com seus patins (naquela época não chamávamos de roller). Até o Vita cedeu seu lugar de crooner em uma gravação “histórica” de “Sunny”, mas isso é melhor não comentar.
A turma era grande, muito mais do que um conjunto, muito mais do que um time de futebol, era um monte de amigos que, por mais que voassem por ares e planícies diferentes, sempre voltavam e se encontravam no Planalto (o nosso famoso Bar do Edú, não o baixista, claro), para curtir um bom papo e ouvir a gargalhada da Catita. Discutíamos sobre os Festivais da Canção, sobre o crescente sucesso da Seleção Brasileira, ou simplesmente fazíamos nosso campeonato de purrinha, valendo a cerveja, claro.
Não tínhamos carrões nem calhambeques, mas tínhamos a boa Vemaguete do amigo Mamadeira. Não tínhamos mansões nem Festas de Arromba, mas tínhamos as nossas festas na casa da D.Ângela, a mãezona da turma. Quando nada havia para fazer, uma boa noitada de carteado na casa do Conde (José Carlos), incrementada por uma boa dose de discos de Jazz.
Enfim, éramos uma turma unida e feliz.
Mas, osanos foram passando e nossas vidas ganhando novas variantes que se multiplicaram em proporções geométricas, afastando-nos por diversos caminhos. Felizmente, graças as redes sociais, estamos continuando o nosso papo interrompido por 50 Carnavais.
Eu sei que muitos dos que estão lendo esse post não irão entender o conteúdo de toda essa história, mas serve para que você pare um pouco com esse stress da rotina diária, curta um bom show romântico/brega, e se lembre dos seus Carnavais de outrora. Velhos amigos serão sempre bem lembrados.
Agora é só apertar no play do vídeo, deixar rolar, e relembrar.
Com vocês, “Agüenta Coração – José Augusto – ao vivo”.