Sou Eu – De Ivan Lins e Chico Buarque

Diogo Nogueira - Sou EuAchamos este belo vídeo na página de Ivan Lins, no Facebook.

O vídeo, parte do DVD – Diogo Nogueira – Sou Eu, mostra o cantor interpretando esse belíssimo samba, “Sou Eu”, junto com os autores : Ivan Lins e Chico Buarque. Contou, ainda, com a participação especial de Hamilton de Holanda.

Um bom momento da atual MPB :

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O Almirante Negro

João Cândido Felisberto, também conhecido como “Almirante negro” (Encruzilhada do Sul, 24 de junho de 1880 — Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1969) foi um militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata (1910).

Joao CandidoO uso da chibata como castigo na Marinha brasileira já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano, o decreto número 3, de 16 de Novembro de 1889, assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais da Marinha de Guerra do Brasil. Num contingente de 90% de negros e mulatos, centenas de marujos continuavam a ter seus corpos retalhados pela chibata, como no tempo da escravidão. Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão.

No dia 22 de novembro de 1910, João Cândido, ao assumir, por indicação dos demais líderes, o comando do Minas Gerais e de toda a esquadra revoltada, controla o motim, faz cessar as mortes, e envia radiogramas pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra brasileira. Foi designado à época, pela imprensa, como Almirante Negro. Por quatro dias, os navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus canhões para a Capital Federal. No ultimato dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, os revoltosos declararam: “Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira“.

Chico Buarque e Joao BoscoJoão Cândido foi expulso da Marinha, sob a falsa acusação de ter favorecido os fuzileiros rebeldes amotinados na Ilha das Cobras, em um segundo levante, que ele não havia participado.

A sua memória foi resgatada jornalisticamente a partir de 1959, com o lançamento do célebre livro “A Revolta da Chibata” de Edmar Morel; musicalmente na década de 1970 pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, no samba “O Mestre Sala dos Mares“; historiograficamente a partir de 1985, com o Livro “A Revolta dos Marinheiros – 1910”, do vice-almirante e historiador naval Hélio Leôncio Martins; cinematograficamente a partir de 2003, ano em que o curta-metragem de resgate de época, “Memórias da Chibata”, foi contemplado em edital do Ministério da Cultura com verba para produção.

Vejam o vídeo extraído do DVD “João Bosco – 40 anos depois“, com João Bosco e Chico Buarque interpretando a música:

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Os vencedores do II FIC de 1967. Você concorda ?

II FIC RioA edição do II Festival Internacional da Canção – II FIC, de 1967, primeira promovida pela TV Globo, teve 46 canções concorrentes.

Um nome novo na MPB venceria o festival naquele ano com “Margarida”. Era Gutemberg Néri Guarabira, que anos mais tarde se juntaria com outros dois excelentes músicos para formar o famoso trio Sá, Rodrix e Guarabira.

Relembrem a música nessa regravação feita pelo conjunto Roupa Nova:

Travessia” interpretada por Milton Nascimento, composta por ele e Fernando Brant, ocupou a segunda posição no Festival.

Milton Nascimento conquistou o prêmio de Melhor Intérprete.

Em terceiro lugar ficou “Carolina”, uma das preferidas do público, composta por Chico Buarque de Hollanda, cantada por Cynara e Cybele.

E agora, passados mais de 40 anos, você pode tirar a sua conclusão:

“Você concorda com essa ordem de colocação ?”

E então, qual a sua opinião ?

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Samba na Praça Onze… em Tóquio ?

A Praça Onze é uma sub-região da Zona Central da cidade do Rio de Janeiro, cujo nome foi herdado de um antigo logradouro, hoje extinto.

Praca 11 de JunhoA original Praça 11 de Junho (data da Batalha de Riachuelo) existiu por mais de 150 anos até a década de 1940.

No raiar do século XX, a Praça 11 de Junho era o reduto por excelência dos negros cariocas. Das batucadas trazidas pelos negros baianos, misturadas ao lundu do Rio de Janeiro, nasceu o samba. Estudiosos e contemporâneos daqueles tempos são unânimes ao apontar a mítica “Casa da Tia Ciata“, uma bahiana que mudou se para o Rio de Janeiro, e tinha como oficio, cozinhar quitutes. Assim, sua casa ficou famosa na praça, transformando se em ponto de encontro de músicos, e gente do povo. Ali, o ritmo do samba começou a ser moldado.

A “Casa da Tia Ciata” foi o principal local de músicas e ritmos africanos daquela comunidade, de onde saíram sambas históricos e compositores de talento. Em 1926, por perseguições policiais, alguns compositores locais fundaram uma “escola de samba”, nome eufêmico de uma associação recreativa sem ser, na verdade, de fins educacionais.

Mas a Praça Onze que vamos falar hoje, trata-se de um típico restaurante brasileiro na cidade de Tóquio, no Japão, com música ao vivo.

Pesquisando sobre MPB no Japão, encontramos diversos vídeos de apresentações musicais nesse restaurante e selecionamos dois para postar.

O primeiro mostra o violonista e cantor Den interpretando “A Rita”, de Chico Buarque:

No segundo, o grupo Fonte apresenta “Vamos ao Rio”, com direito a um excelente solo de pandeiro, no melhor estilo carioca:

É a lembrança do berço do samba no meio da cidade de Tóquio.

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Vocais Brasileiros : Boca Livre & MPB4

Dois dos maiores grupos vocais brasileiros, o Boca Livre e o MPB4 são os destaques de nosso post de hoje.

Boca LivreBoca Livre é um grupo musical brasileiro de MPB, formado em 1978 por Maurício Maestro (contrabaixo e vocal), Zé Renato (violão e vocal), Cláudio Nucci (violão e vocal) e David Tygel (viola 10 cordas e vocal). Em junho de 1980, Claudio Nucci desligou-se do conjunto, sendo substituído por Lourenço Baeta. Em 1992, David Tygel desligou-se do conjunto, sendo substituído por Fernando Gama. Em 2006, voltou a atuar com sua formação clássica, integrada por Maurício Maestro, Zé Renato, David Tygel e Maurício Maestro.

Com seu estilo refinado, o Boca Livre se destaca por suas composições e também pelas versões de músicas de outros compositores. Seus arranjos instrumentais e, principalmente, vocais fogem da métrica convencional utilizada por outros grupos, através do uso de acordes vocais dissonantes e revezamentos nos solos.

Vejam o clipe do programa “Fantástico”, da TV Globo, de 1979, com o grupo interpretando “Ponta de Areia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant :

Agora, em 1980, também no programa “Fantástico”, um clipe do sucesso “Quem Tem A Viola”, de Zé Renato / Claudio Nucci / Xico Chaves / Juca Filho :

Lançou, em 2007 o CD e o DVD “Boca Livre e ao vivo“, com a participação de Roberta Sá, Rodrigo Maranhão, Renato Brás, Fred Martins e Marcelo Mariano, além do grupo MPB-4.

MPB4O MPB4 é um grupo vocal e instrumental brasileiro formado em Niterói, Rio de Janeiro, a partir de 1965. A primeira formação contou com Miltinho (Milton Lima dos Santos Filho, Campos dos Goytacazes, 18 de outubro de 1943), Magro (Antônio José Waghabi Filho, Itaocara, RJ, 14 de novembro de 1943), Aquiles (Aquiles Rique Reis, Niterói, RJ, 22 de maio de 1948) e Ruy Faria (Ruy Alexandre Faria, Cambuci, RJ, 31 de julho de 1937).

Em 2004, Ruy Faria sai do quarteto e inicia a formação atual, com os três integrantes remanescentes e Dalmo Medeiros (Rio de Janeiro, RJ, 26 de novembro de 1951), ex-integrante do grupo Céu da Boca, convidado para ficar em seu lugar.

Vejam o encontro dos dois grupos nesse grande show, interpretando “Morena dos Olhos D’Agua”, de Chico Buarque, e “Toada”, de Zé Renato / Juca Filho / Claudio Nucci :

 

Em 2008, o Boca Livre foi contemplado com o Prêmio Tim de Música, na categoria Melhor Grupo/MPB, pelo disco “Boca Livre e ao vivo”.

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Agradecimento:

  • Ao nosso amigo David Villar Filho pelo envio do vídeo que originou essa matéria.