Da Jovem Guarda para a Pilantragem

Simonal Mais uma vez vamos postar o grande sucesso de Márcio Greyck, “Impossível Acreditar Que Perdi Você”.

Só que agora em uma regravação diferente, entre as mais de 70 existentes.

Hoje vamos curtir Wilson Simonal interpretando a canção, no melhor estilo da saudosa “Pilantragem”.

Esse hit foi lançado no ano de 1971 mas acabou não tendo sucesso nas vendas. Nessa mesma época Simonal foi envolvido em um escândalo, envolvendo agentes do DOPS e seu contador.

O arranjo e orquestração coube ao maestro Erlon Chaves, grande amigo de Simonal, e pode-se notar, fortemente, a influencia dos Beatles na introdução e no final da canção, onde se ouve um “lá,lá,lá” semelhante ao da canção “Hey Jude”.

Coincidência ou não, Márcio Greyck teve sua carreira iniciada em 1967, lançando o seu primeiro disco com canções dos Beatles.

Vamos curtir essa pérola musical.

 

Pois é, um sucesso de 47 anos e ainda presente na mídia (veja nosso post anterior, sobre a trilha da nova novela).

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Mais de Regininha

Umas e Outras Em nosso post antigo com Regininha, um dos leitores pediu para mostrarmos mais sobre essa cantora do tempo da Pilantragem.

Vamos postar, então, um sucesso que fez parte da trilha sonora da novela Pigmalião 70, da Rede Globo, exibida no ano de 1970.

A canção chama-se também “Pigmalião 70”, composição de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, gravado pelo grupo Umas & Outras.

Como tema de abertura da novela, a canção era a primeira faixa do álbum da trilha sonora, mas, também, encerrava o álbum, em uma interpretação do saudoso maestro Erlon Chaves.

E onde entra a Regininha nessa história? No grupo Umas & Outras.

Umas & Outras foi um trio musical formado em 1970 pelas cantoras Regininha, Dorinha Tapajós e Málu Ballona. O grupo durou um pouco mais de um ano, deixando como legado o álbum, Poucas e Boas, produzido por Nelson Motta. As integrantes, anteriormente, faziam parte do grupo musical A Turma da Pilantragem, movimento musical que durou de 1968 a 1970.

Com vocês, “Pigmalião 70” com Umas & Outras.


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Aniversários da MPB : Erlon Chaves

Erlon Chaves

Erlon Chaves (São Paulo, 9 de dezembro de 1933 — 14 de novembro de 1974) foi um maestro, arranjador, pianista e cantor brasileiro.

Ingressou na carreira artística, como pianista de casas noturnas, na década de 1950, quando teve a oportunidade de conhecer muitos músicos e a desenvolver técnica jazzística.

Como cantor, fez sucesso, com a versão de “Matilda“, calipso criado por Harry Belafonte, no final dos anos 1950.

Foi diretor musical da TV Rio, sendo um dos responsáveis e autor do Hino do Fic, música de abertura do Festival Internacional da Canção, em 1966.

Em 1970, durante o V Fic, transmitido pela TV Globo, regeu um coral de quarenta vozes, que mais tarde passou a chamar-se Banda Veneno, que posteriormente acompanhou Jorge Ben ou Jorge Ben Jor. Cantou a canção “Eu também quero mocotó, que virou sucesso; e foi acusado, pela ditadura militar brasileira, de assédio moral após uma cena em que é beijado por diversas loiras em apresentação na etapa internacional. Neste festival estava presente o presidente da república, general Emílio Garrastazu Médici.

Provavelmente, por esse motivo, não existe registro em vídeo dessa memorável apresentação.

Encontramos um vídeo com a interpretação de Erlon Chaves e a Banda Veneno, no álbum “Banda Veneno de Erlon Chaves”, do ano de 1971:

A História da Música : No ano de 1969 a moda havia, literalmente, descoberto a perna feminina, subindo as saias bem acima dos joelhos. Enquanto a minissaia escandalizava em seu sucesso, o joelho feminino ganhava um apelido: mocotó. A gíria “oficial” escondia também uma brincadeira de artistas, como Wilson Simonal, que frequentavam a Boate Jogral. O mocotó, para eles, podia designar tanto o joelho, quanto partes íntimas femininas. A partir daí, Jorge Ben compôs “Eu também quero mocotó” com título de duplo sentido.

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Letra da Música:

Fontes: