Aniversários da MPB : Beth Carvalho

Beth CarvalhoNesse 5 de Maio de 2013 Beth Carvalho completou 67 anos.

Elizabeth Santos Leal de Carvalho, mais conhecida como Beth Carvalho (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1946), é uma cantora e compositora brasileira de samba.

A carreira de Beth Carvalho se originou na Bossa nova. No início de 1968 participou no movimento Música Nossa.

No FIC de 68, conquistou o 3º lugar com “Andança”, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, e ficou conhecida em todo o país.

Ouçam e relembrem esse grande sucesso :

Andança” é uma das músicas mais tocadas em todos os Karaokês.

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Os Festivais da Record (o dia que Eclodiu o Tropicalismo)

Um bom vídeo / documentário que encontramos no Youtube.

Trata-se da final do III Festival de MPB da TV Record – São Paulo.

Uma noite em 67 - Festival RecordA descrição / comentário sobre o vídeo diz :

“Uma noite em 67.
Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa – disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”‘; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo, com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.
“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta. O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo, que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção “Beto Bom de Bola”.
O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.”

Vejam esse grande e valioso documentário :

Festival da Música Popular Brasileira foi uma série de programas transmitidos por algumas emissoras de televisão brasileira (TV Excelsior, TV Record, TV Rio, Rede Globo) entre os anos de 1965 a 1985. Esses festivais consolidaram a música popular brasileira, além de revelar e consolidar grandes compositores e interpretes da nossa música (Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, entre outros).

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Desenhos no Jornal

Sa, Rodrix e Guarabira - TerraNosso Amigo Luiz Renato nos enviou, pelo Facebook, um link desta raridade musical.

Trata-se de “Desenhos no Jornal”, composição de Sá, Rodrix e Guarabyra.

A música faz parte do álbum (naquele tempo se chamava LP) “Terra”, gravado pelo grupo no ano de 1973.

Ouçam essa bela canção :

Outra canção que fazia parte deste LP era “O Pó da Estrada”, também composição dos três.

No vídeo abaixo você vai ver Sá e Guarabira interpretando um medley de “Primeira Canção da Estrada” (composta por Sá e Rodrix, que fez parte do LP Passado, Presente & Futuro, de 1972) com “O Pó da Estrada”.

O vídeo foi gravado no Festival de Música do Mundo, em Três Pontas – 11/09/2010, após o falecimento de Zé Rodrix.

O show contou com a participação especial do nosso saudoso blueseiro Celso Blues Boy, também já falecido.

Mais uma vez, agradecemos a colaboração de Luiz Renato com os envios dessas preciosidades de links.

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O Fim do Mundo

EDUARDO DUSEKO tão falado “Fim do Mundo”, com data marcada para este final de 2012, já foi desmentido até por técnicos da NASA.

Eu, particularmente, como muitos de vocês, já ultrapassamos diversas datas com previsões de “Fim do Mundo”.

Ao que tudo indica, esta nova previsão foi adiada por mais um milênio e isso nos garante um bom tempo para desfrutarmos das maravilhas de nossa MPB.

Enfim, aproveitando o tema, vamos postar um sucesso de Eduardo Dusek, do ano de 1980, concorrente no festival MPB Shell da Rede Globo, chamado “Nostradamus” :

Então, continuaremos por aqui, pelo menos por mais “mil anos”.

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Aniversários da MPB : Erlon Chaves

Erlon Chaves

Erlon Chaves (São Paulo, 9 de dezembro de 1933 — 14 de novembro de 1974) foi um maestro, arranjador, pianista e cantor brasileiro.

Ingressou na carreira artística, como pianista de casas noturnas, na década de 1950, quando teve a oportunidade de conhecer muitos músicos e a desenvolver técnica jazzística.

Como cantor, fez sucesso, com a versão de “Matilda“, calipso criado por Harry Belafonte, no final dos anos 1950.

Foi diretor musical da TV Rio, sendo um dos responsáveis e autor do Hino do Fic, música de abertura do Festival Internacional da Canção, em 1966.

Em 1970, durante o V Fic, transmitido pela TV Globo, regeu um coral de quarenta vozes, que mais tarde passou a chamar-se Banda Veneno, que posteriormente acompanhou Jorge Ben ou Jorge Ben Jor. Cantou a canção “Eu também quero mocotó, que virou sucesso; e foi acusado, pela ditadura militar brasileira, de assédio moral após uma cena em que é beijado por diversas loiras em apresentação na etapa internacional. Neste festival estava presente o presidente da república, general Emílio Garrastazu Médici.

Provavelmente, por esse motivo, não existe registro em vídeo dessa memorável apresentação.

Encontramos um vídeo com a interpretação de Erlon Chaves e a Banda Veneno, no álbum “Banda Veneno de Erlon Chaves”, do ano de 1971:

A História da Música : No ano de 1969 a moda havia, literalmente, descoberto a perna feminina, subindo as saias bem acima dos joelhos. Enquanto a minissaia escandalizava em seu sucesso, o joelho feminino ganhava um apelido: mocotó. A gíria “oficial” escondia também uma brincadeira de artistas, como Wilson Simonal, que frequentavam a Boate Jogral. O mocotó, para eles, podia designar tanto o joelho, quanto partes íntimas femininas. A partir daí, Jorge Ben compôs “Eu também quero mocotó” com título de duplo sentido.

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Os Setentões deste ano (parte 4)

Finalizando a nossa série dos grandes nomes da MPB que completam setenta anos de idade em 2012 vamos postar hoje alguns momentos do grande Gilberto Gil.

Gilberto GilGilberto Passos Gil Moreira (Salvador, 26 de junho de 1942) é um músico e político brasileiro.

Em fins de 1968, Gilberto Gil e Caetano Veloso, cuja importância no Brasil é de certa forma comparável à de John Lennon e Paul McCartney, foram presos pelo regime militar brasileiro instaurado após 1964 devido a supostas atividades subversivas, de que foram taxados. Ambos exilaram-se por ocasião do AI-5 (Ato Institucional 5) do governo militar em vigência no Brasil a partir de 1969 em Londres, retornando em 1972.

Em 1967 no III Festival de Música Popular Brasileira, produzido pela Rede Record, apareceram várias composições que tiveram enorme êxito junto ao público brasileiro e entre elas estavam Domingo no Parque, de Gilberto Gil e Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, que seriam o carro-chefe do tropicalismo, surgido “mais de uma preocupação entusiasmada pela discussão do novo do que propriamente como movimento organizado“.

Relembre a apresentação de Domingo no Parque no Festival da Record:

Dentre as inúmeras composições consagradas pelo próprio Gil e na voz de outros intérpretes, estão: “Procissão“, “Estrela“, “Vamos Fugir“, “Aquele Abraço“, “A Paz“, “Sítio do Pica-Pau Amarelo“, “Esperando na Janela“, “Drão“, “Só Chamei Porque Te Amo“, “Não Chores Mais (Woman No Cry)“, “Andar com Fé“, “Se Eu Quiser Falar com Deus“, “Divino Maravilhoso“, “A Linha e o Linho“, “Com Medo com Pedro“, “Objeto Sim Objeto Não“, “Ela“, “Pela Internet“, “A Novidade“, “Morena“, “A Raça Humana“, “Palco“, “Realce“, e outras.

Em 1989, mesmo gravando, fazendo espetáculos e se envolvendo em causas sociais, elegeu-se Vereador em Salvador.

Em janeiro de 2003 foi nomeado para o cargo de Ministro da Cultura. Deixou o ministério em 30 de julho de 2008 para voltar a dedicar-se com maior exclusividade à sua vida artística.

Curta agora uma das mais lindas criações de GILBERTO GIL, Drão“, composta após a separação com SANDRA GADELHA (cujo apelido é “Drão”), sua terceira mulher, mãe de PRETA GIL.

Parabéns Gil !!!

Esperamos contar com seu talento por muitos outros anos.

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