Alo Rio de Janeiro !!!

Gilberto GilIniciando essa nossa estada no Rio de Janeiro vamos postar dois grandes sucessos de Gilberto Gil, apresentados no mesmo vídeo.

O primeiro sucesso, “Aquele Abraço”, é uma canção de Gilberto Gil, composta em 1969, que menciona pessoas, bairros, clubes, escolas de samba e figuras cotidianas do Rio de Janeiro.

Segundo alguns, o “abraço” descrito nesta música remete aos braços do Cristo Redentor que abençoa toda a cidade, e também destinada ironicamente a torcida do Flamengo. Naquele ano o Fluminense, seu time do coração, venceu o Flamengo na final do carioca. Gil teria mandado “aquele abraço” à torcida rubro-negra em tom de provocação. Assim como a menção ao bairro de Realengo, é uma clara e manifesta provocação aos militares do período da ditadura, tendo em vista que Gilberto Gil ficou preso na Escola Militar do Realengo, hoje Cmdo da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada na Praça do Canhão. Gil escreveu a música durante seu exílio em Londres.

A canção já alcançou um patamar de ícone da cultura popular brasileira e foi realizada por artistas Marisa Monte e Seu Jorge na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres, como parte da visualização dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro.

O segundo sucesso, “Back In Bahia”, faz um apanhado dos tempos de exílio, mas sem rancor ou qualquer traço de raiva, apresentando aqueles tempos como de aprendizado. (“Como se ter ido fosse necessário para voltar/tanto mais forte…”).

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Carros na MPB (3)

Toninho Horta e Fernando BrantSeguindo nossa série “Carros na MPB”, vamos postar um sucesso consagrado pelo lendário grupo mineiro “Clube da Esquina”.

Entre diversos componentes destacaremos, hoje, dois nomes: Fernando Brant e Toninho Horta.

Essa incrível dupla de compositores fizeram, entre outros sucessos, a bela canção “Manuel, o Audaz”.

Muitas historias sobre a música tem sido divulgadas através da internet mas, segundo entrevista com Fernando Brant no site Pagina da Música, a verdadeira historia seria esta :

PM – E a história de ‘Manoel, o Audaz’?.

FB – Era um jipe Land Rover que eu tinha. Foi o primeiro empréstimo bancário que eu fiz, 500 cruzeiros na Caixa Econômica Estadual. Era um jipe legal, mas bem velho. Tinha uma folga no volante danada.

PM – Só você entendia o carro.

FB – É. Mas aquela história que o Toninho Horta conta no show é tudo mentira (risos). Mas tudo bem. Ele gosta de contar lá aquela história. Vale (risos). Eu andava mais no centro aqui porque o jipe era muito velho. Ele tinha tração nas 4 rodas, era feito para guerra. Eu pegava essas ladeiras, punha em quarta e subia. Só faltava subir em poste. Aí, quando ele me deu a música, eu resolvi fazer. Eu chamei de Manoel, o Audaz por causa de uma brincadeira. Não tem o Dom Manuel, o Venturoso, rei de Portugal? Então, esse aqui é Manoel, o Audaz. Era o nome do jipe. Veio a música e eu falei “isso aqui está com a cara do meu jipe…” Aí contei esse negócio de viajar, sair ao ar livre.

HQ_ClubeEsquina_Manoel-Audaz

 

No livro “Histórias do Clube Da Esquina”, de Laudo Ferreira (texto e arte) e Omar Viñole (cores), um documentário em quadrinhos que mostra a historia desse famoso grupo, encontramos uma página que confirma o relato acima.

Vejam a página na foto ao lado.

Agora, para finalizar esse post em grande estilo, ouçam Toninho Horta e Lô Borges, outro grande integrante do Clube da Esquina, interpretando “Manuel, o Audaz” :

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Marilia Barbosa

Marilia BarbosaMarília Barbosa (Rio de Janeiro, 21 de abril de 1950) é uma atriz e cantora brasileira.

Nos anos 90 viveu na cidade de New York (USA), apresentando-se em diversas casas noturnas, divulgando a Bossa Nova e a MPB.

Gravou em 1973, de Toquinho e Vinícius de Moraes, a música “Uma Rosa Em Minha Mão”,  tema da novela Fogo Sobre Terra, de Janete Clair. Seu primeiro sucesso nacional.

Relembrem esse sucesso :

Detalhe sobre a música :

Anos mais tarde, Toquinho mudou a letra da música que foi usada em uma campanha da Faber-Castell e se tornou conhecida como “Aquarela“…

A letra original era assim:

“Procurei um lugar, com meu céu e meu mar, não achei / Procurei o meu par, só desgosto e pesar encontrei / Onde anda meu rei, que me deixa tão só por aí / A quem tanto busquei e de tanto que andei me perdi. / Quem me dera encontrar, ter meu céu, ter meu mar, ter meu chão / Ver meu campo florir e uma rosa se abrir na minha mão.”

… e ficou assim:

“Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo / E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo. / Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva…” .

E por aí vai …

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Jota Quest e a História da Música “Fácil”

Jota QuestFalar sobre Jota Quest é falar sobre uma das melhores bandas de rock brasileiro dos últimos tempos.

Formada em Belo Horizonte, em 1993, nasceu com o nome Jay Quest, por inspiração do desenho animado Jonny Quest. Para não serem processados pela Hanna-Barbera, o grupo teve de mudar o nome da banda para Jota Quest no final da década de 1990.

Há também uma versão que diz que a alteração foi feita por Tim Maia, que, ao se referir à banda num show, falou: “Alô segurança, deixa a rapaziada do JOTA QUEST aí, num precisa tirar o JOTA QUEST não“.

Um dos diversos sucessos da banda é “Fácil”, composição dos irmãos Wilson Sideral / Rogério Flausino.

Vejam o clipe de um show no Rio de Janeiro em que a banda, com a participação especial de Wilson Sideral, interpretam a canção :

Segundo constam em alguns sites da internet, a canção teria sido feita atendendo aos pedidos da mãe do vocalista Rogério Flausino.

Ela sugeriu que fosse composta uma música com o refrão “fácil, extremamente fácil” para que todas as pessoas pudessem cantar juntas.

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A Jade de João Bosco

Album Obrigado Gente - Joao Bosco - 2006Hoje vamos fazer um post curtinho.

Só a beleza da música de João Bosco, bastante difundida pela novela da TV Globo, já seria o bastante para o post.

Como diz João Bosco em seu site: “…Jade foi uma música que eu tinha. Estava fazendo um trabalho em Los Angeles e essa música me veio assim, uma letra inteira, assim, dizendo essas coisas, “aqui meu irmão”, e essa pedra que é uma coisa. Eu às vezes tenho umas afinidades, por exemplo certas cosias como minérios, minerais. Houve uma época que eu tinha tendência a estar envolvido com certo tipo de mineral. Atualmente, de certo tempo pra cá, jade, até ganhei um anel de jade, que me foi dado por um joalheiro, que hoje vive na Itália. … Eu não me lembro de ter trabalhado nada dessa letra, porque eu estava em Los Angeles e acordei, e acho até que essa letra eu fiz num sonho, porque quando acordei eu comecei a lembrar da letra e comecei a escrever, e ela praticamente saiu assim, como naquele trampolim, naquela coisa que você se atira e cai numa imensidão de cor, de verde, de mar, de água, de pedra, entendeu?, de sensualidade, de mulher, de sexo, de tudo.”

Vejam João Bosco interpretando a canção “Jade”, sucesso de seu álbum “Obrigado Gente !”, de 2006:

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Aniversários da MPB : Erlon Chaves

Erlon Chaves

Erlon Chaves (São Paulo, 9 de dezembro de 1933 — 14 de novembro de 1974) foi um maestro, arranjador, pianista e cantor brasileiro.

Ingressou na carreira artística, como pianista de casas noturnas, na década de 1950, quando teve a oportunidade de conhecer muitos músicos e a desenvolver técnica jazzística.

Como cantor, fez sucesso, com a versão de “Matilda“, calipso criado por Harry Belafonte, no final dos anos 1950.

Foi diretor musical da TV Rio, sendo um dos responsáveis e autor do Hino do Fic, música de abertura do Festival Internacional da Canção, em 1966.

Em 1970, durante o V Fic, transmitido pela TV Globo, regeu um coral de quarenta vozes, que mais tarde passou a chamar-se Banda Veneno, que posteriormente acompanhou Jorge Ben ou Jorge Ben Jor. Cantou a canção “Eu também quero mocotó, que virou sucesso; e foi acusado, pela ditadura militar brasileira, de assédio moral após uma cena em que é beijado por diversas loiras em apresentação na etapa internacional. Neste festival estava presente o presidente da república, general Emílio Garrastazu Médici.

Provavelmente, por esse motivo, não existe registro em vídeo dessa memorável apresentação.

Encontramos um vídeo com a interpretação de Erlon Chaves e a Banda Veneno, no álbum “Banda Veneno de Erlon Chaves”, do ano de 1971:

A História da Música : No ano de 1969 a moda havia, literalmente, descoberto a perna feminina, subindo as saias bem acima dos joelhos. Enquanto a minissaia escandalizava em seu sucesso, o joelho feminino ganhava um apelido: mocotó. A gíria “oficial” escondia também uma brincadeira de artistas, como Wilson Simonal, que frequentavam a Boate Jogral. O mocotó, para eles, podia designar tanto o joelho, quanto partes íntimas femininas. A partir daí, Jorge Ben compôs “Eu também quero mocotó” com título de duplo sentido.

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