Cachaça Mecânica, e sua polêmica

Erasmo Carlos A música de nosso post de hoje foi lançada em um single (compacto simples) de vinil, em 1973.

Gravada por Erasmo Carlos, composição dele e de Roberto Carlos, fez um grande sucesso, nesta nova fase da carreira do cantor.

Na época surgiram críticas a canção, com alegações de que seria plágio de uma composição de Chico Buarque.

Mas, nada foi provado e/ou discutido, muito menos houve processo judicial sobre a questão levantada pela crítica.

Em uma artigo do site Gazeta de Alagoas (para ver o artigo clique aqui), Erasmo Carlos fala sobre a polêmica em torno da canção:

  • Cachaça Mecânica”, pela métrica e pela temática, tem mesmo raízes em “Construção”, do Chico Buarque?
  • Houve uma polêmica muito grande, porque acharam que eu estava plagiando “Construção”. E eu fiquei preocupado com isso, mesmo sabendo que não era plágio. Eu tinha medo de ter feito algo sem querer e alguém pensar que eu havia agido de má-fé. Até o dia em que o próprio Chico falou que não era plágio e tirou um peso das minhas costas.

Bem, polêmica a parte, vale a pena curtir e compartilhar esse grande hit.

No vídeo Erasmo Carlos interpreta a canção com Anna Ratto, faixa do DVD Anna Ratto ao Vivo, lançado em 2015.

A música foi sucesso em vários países, em diversos álbuns internacionais de Erasmo Carlos.

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Faroeste Caboclo e suas Histórias

Revelacao Bem, o vídeo abaixo foi publicado no Facebook e achei interessante postar.

Trata-se da versão em ritmo de samba, ou pagode, do grande sucesso do grupo Legião Urbana, escrito por Renato Russo.

Faroeste Caboclo” é uma canção composta em 1979 e lançada pelo grupo Legião Urbana, no álbum Que País É Este 1978/1987, de 1987.

O “samba” do vídeo de hoje, foi gravado especialmente para a radio FM O Dia pelo Grupo Revelação e o Coral de Crianças do Afroreggae.

Achei que ficou bom e muito interessante.

Quanto a história desse grande sucesso de Renato Russo, pesquisamos na internet e encontramos algumas entrevistas que falam sobre o assunto:

Em entrevista concedida em 1995, para o livro Letra, Música e Outras Conversas, Renato Russo explicou como surgiu a música que acabou se transformando em filme:

  • “Faroeste Caboclo” escrevi em duas tardes sem mudar uma vírgula. Foi: ‘Não tinha medo o tal João de Santo Cristo…’ e foi embora. / Eram coisas que mesmo sem querer, sem perceber, já vinha trabalhando há muito tempo e na hora que vai escrever vêm direto. Eu sei porque foi fácil. Ela tem um ritmo muito fácil na língua portuguesa. É em cima da divisão do improviso do repente. / As coisas foram aparecendo por causa das rimas. Se eu falo do professor, ele tem que parar em Salvador. Se fosse outra rima ele ia parar em outro lugar. Basicamente já sabia que tipo de história ia ser. É aquela mitologia do herói, James Dean, rebelde sem causa.

Flávio Lemos, baixista da banda Capital Inicial e ex-colega de banda de Renato Russo no Aborto Elétrico, em entrevista concedida no ano de 2004, diz que a música se refere a uma situação acontecida entre ele e Russo:

  • ”Estava no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, na casa da tia do Renato. Ele gostava de uma prima dele, a Mariana, e eu sabia, mas não rolava nada entre os dois. Fomos viajar para Búzios, a turma toda, menos o Renato. E eu fiquei com a prima dele, transei com ela. Foi a minha primeira vez, eu era virgem. A menina voltou antes pra casa e contou a história pra todo mundo. Quando eu voltei pra Ilha ele já sabia, e considerou aquilo uma traição. Cheguei de madrugada, tinha viajado a noite toda, e ele me acordou bem cedinho, eu estava morrendo de sono. Renato tinha passado a noite inteira escrevendo a música. Ele me disse que eu era o Jeremias, o maconheiro, o sem vergonha. E ele era o Santo Cristo – olha o nome que ele deu a si mesmo! E a prima era a Maria Lúcia. Renato criou um épico com essa história. A gente continuou amigo depois. Pode aparecer alguém que conteste, mas é a mais pura verdade.”

Russo, porém, em entrevista no ano de 1988, disse que a música é completamente fictícia, e explica seu enredo:

  • Veja, um motorista de táxi me disse que era a história do irmão dele. Tem outros que dizem que eu conheci um certo marginal e fiz a música. E não é. A música é completamente fictícia. E é engraçado, porque o João de Santo Cristo é um garoto de classe média e as pessoas, parece, não percebem isso. Ele era filho de fazendeiro e o pai dele foi assassinado. Ele vai para o reformatório porque não tem ninguém para tomar conta dele. Mataram praticamente toda a sua família e, por isso, ele é revoltado.

Então, o que você acha?

Vamos relembrar, curtir e compartilhar.

Segundo o próprio autor, as fontes de inspiração da música foram “Hurricane“, canção de Bob Dylan (1976), que conta a história do boxeador Rubin Carter, e “Domingo no Parque” (1968), de Gilberto Gil.

A música, em sua gravação original, tem duração de 9min e 04seg.

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História da música: Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda

Hyldon Apesar de muitos pensarem que se trata de sucesso composto pela banda Kid Abelha, que gravaram para seu álbum no ano de 1996, a canção “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda” é uma composição de Hyldon.

A música é conhecida também por “Casinha de Sapê”.

Hyldon gravou e lançou a música em seu álbum de 1975, com arranjos da super banda Azymuth.

Como história da música, ele conta que na sua juventude, um certo dia, indo visitar a mãe que morava em uma pequena ilha, se encantou com uma bela jovem. Se aproximaram e começaram uma amizade por correspondência, já que a moça morava em Juiz de Fora. Hyldon se apaixonou. Vieram os feriados de Carnaval: ele foi passar no interior do Espirito Santo e a moça (Gioconda é o nome dela) foi com os pais para uma fazenda em uma cidadezinha de Minas Gerais. A pequena cidade tinha, em sua praça central, um pequeno coreto de sapê. E, nesses dias de Carnaval, o tempo era chuvoso. Juntou tudo, além da grande paixão, e compôs esse belo sucesso.

O sucesso foi tema de abertura da novela Amor e Ódio, do SBT, e fez parte da trilha sonora da novela Vira Lata, da TV Globo.

Vale a pena relembrar, curtir e compartilhar.

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Nando Reis e seu Rock ‘N’ Roll

Nando Reis Essa bela canção foi lançada na internet por Nando Reis no ano de 2018.

Nando Reis diz que a idéia da música surgiu depois de uma conversa com um amigo psicanalista em que falavam sobre o baixo astral e momentos difíceis que o país passava naquele momento. O amigo disse a Nando : “Eu, pelo menos, ainda tenho meus livros de filosofia e meus gregos para o meu alento. E você, o seu rock ‘n’ roll”.

A frase ficou na cabeça de Nando e, então, decidiu compor a canção.

Vale a pena curtir e compartilhar: “Rock ‘n’ Roll”.

Acompanhe a letra no vídeo.

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Vital e sua moto

Os Paralamas do Sucesso - Cinema Mudo Pode ser que sim, como também pode ser que não, mas, quem era o Vital da música do grupo Os Paralamas do Sucesso?

A história dos Paralamas se inicia com a vinda de Herbert Vianna de Brasília para o Rio de Janeiro, em 1977, para estudar no Colégio Militar, onde reencontrou uma amigo de infância, Bi Ribeiro.

Herbert, guitarrista, e Bi, baixista, convidam o amigo Vital Dias, baterista, para formarem uma banda de rock.

Jah em 1981, ensaiavam em um sítio em Mendes, interior fluminense, e na casa da avó de Bi, em Copacabana. Agregaram mais dois amigos como vocalistas, até se decidirem fazer a coisa de forma profissional.

Os vocalistas desistiram do projeto e coube a Herbert assumir a parte vocal.

No ano de 1982, em um show na Universidade Rural do RJ, o baterista Vital faltou ao evento e foi substituído por João Barone, que continua até hoje.

Estava formada a banda Os Paralamas do Sucesso, que muitos pensam ser parte da turma do “rock de Brasília” – como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial –, por terem amizade com estas bandas, além de Herbert e Bi terem vindo da capital brasileira, o Paralamas foi formado no Rio de Janeiro, em Seropédica, município fluminense.

Bem, coincidência ou não, a primeira faixa do primeiro álbum do Paralamas é “Vital e Sua Moto”, lançada em 1983 no LP Cinema Mudo.

Será o mesmo Vital?

Vamos curtir e compartilhar.

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E qual foi o primeiro rock no Brasil?

Heleninha Silveira Bem, essa história do primeiro rock’n’roll no Brasil pode se dividir em três partes.

O “primeiro rock gravado” no Brasil foi em 1955, pela cantora Nora Ney, interpretando “Ronda das horas”, título brasileiro dado ao sucesso americano “Rock around the clock” de Bill Halley e seus Cometas. A gravação foi feita em um disco de 78 RPM e manteve a letra original, em inglês.

Depois, ainda em 1955, Heleninha Silveira gravou a “primeira versão brasileira de rock”, com o mesmo título, também em um disco de 78 RPM.

Então, em 1957, foi gravado o “primeiro rock genuinamente brasileiro”, “Rock and Roll em Copacabana”, por Cauby Peixoto (que já postamos, para rever clique aqui), em um disco de 78 RPM, claro.

Hoje vamos relembrar, curtir e compartilhar a gravação de Heleninha Silveira, “Ronda das Horas”, a versão de “Rock Around the Clock”.

Enfim, essas foram as “primeiras” gravações de rock no Brasil.

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