Compondo e engomando as calças

DVD - Ednardo Esse sucesso de Ednardo é do ano de 1979, composição desse cearense em parceria com o piauiense Climério.

Recentemente, em 2016, você pode curtir essa música na trilha sonora da novela Velho Chico da TV Globo.

Mais uma vez se resgatam músicas dos anos 60, 70 e 80 para compor uma trilha sonora. Será que hoje em dia não existem mais bons compositores? Ou será que para as gravadoras só interessam os lixos com apelo popular?

Bem, o nome da canção é “Enquanto engomo a calça”. Um título sutil de um fato corriqueiro das casas nordestinas daquela época.

Procuramos saber um pouco da historia dessa música e encontramos em um blog do Dr Zem, que postamos a seguir:

    • … Ednardo, autor de “Pavão Misterioso”, contou, em entrevista, que na década de setenta, na companhia dos seus amigos, os compositores Dominguinhos e Climério, lançaram-se a um desafio: qual dos três faria mais músicas em um espaço de um mês.Não sabemos quem foi o vencedor da aposta – Ednardo, talvez por elegância ou por esquecimento, afirma que o resultado foi um improvável empate, mas lembra de que, encerrado o desafio, resolveu convidar os dois amigos para tomar uma “cervejinha” na praia. Antes de sair, sua companheira percebeu que a calça do cantor estava muito amassada e comentou: “Ednardo, tua calça está muito amassada, me deixe engomá-la”. O cearense declarou que aproveitou mote e convidou Climério para compor uma música comentando: ”Climério, não repare não, mas enquanto ela engoma a calça vamos fazer mais uma música”. Foi instantâneo, correram para o violão e compuseram, em poucos minutos, um dos seus grandes sucessos. Depois foram para seu programa praiano, sem calça amarrotada e com mais uma composição no seu brilhante acervo….

Só não conseguimos identificar quem são: Vilma e Maria Helena. As duas mulheres citadas ao final da letra.

Quem souber, informe nos comentários.

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Sutilmente

Estandarte - SkankSutilmente” é um dos sucessos do álbum Estandarte, 10º disco da banda mineira de pop/rock Skank, lançado no ano de 2008.

A canção, com letra mais apimentada, é uma parceria de Samuel Rosa e Nando Reis, que faz oposição dentro do repertório mais rock apresentado pela banda.

Na parada Brasil Hot 100 Airplay, feita pela revista Billboard Brasil, “Sutilmente” ficou na 2ª colocação das mais tocadas no país, em 2008/2009.

No vídeo você vai curtir Nando Reis junto com Skank interpretando a música.

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A Namorada

Carlos Colla Um grande sucesso lançado por Roberto Carlos, em seu álbum do ano de 1971.

A Namorada” é uma canção composta por Maurício Duboc e Carlos Colla, uma parceria que iniciou em 1970, no conjunto O Grupo.

Foi numa apresentação de O Grupo, no Canecão, que os dois conheceram Roberto Carlos.

Duboc e Colla foram pedir ao Rei uma música para que eles gravassem e, prontamente, Roberto Carlos respondeu: “tudo bem, desde que vocês façam uma pra mim”.

Colla e Duboc fizeram as músicas “A Namorada” e “Negra”, que Roberto Carlos gravou em 1971 e 1972, respectivamente.

Em uma entrevista mais recente, Carlos Colla diz que o sucesso de sua primeira música gravada por Roberto Carlos, “A Namorada”, lhe rendeu um excelente dinheiro, com o qual pode comprar um pequeno apartamento, um carro, uma guitarra, um violão, saldou todas as suas dívidas e ainda sobrou dinheiro. “Naquele tempo a música dava dinheiro”, completa.

Em 1977, Roberto Carlos explodia nas rádios com mais uma composição de Carlos Colla e Maurício Duboc, o eterno sucesso “Falando Sério“.

Em 2011, Carlos Colla lançou o seu primeiro livro “A Namorada”. O autor de 44 sucessos de Roberto Carlos revela para o público o segredo de tantas canções consagradas.

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História da Música: Resposta

Siderado O ano era 1988.

A banda mineira Skank elaborava a finalização do repertório de seu novo CD, que teria o título de “Siderado”.

Era o quarto álbum da banda e seria gravado nos lendários estúdios Abbey Road, onde os Beatles gravaram tantos sucessos.

Samuel Rosa e os demais integrantes da banda convidaram Nando Reis para contribuir nesse novo repertório.

O resultado foi excelente: Nando Reis, em parceria com Samuel Rosa, produziram a bela canção “Resposta”.

A inspiração da música veio do recente término do relacionamento entre Nando Reis e Marisa Monte.

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O Blues que o Rei não cantou

Sergio Sampaio Essa música se refere a dois grandes capixabas. Dois excelentes cantores e compositores. Um eleito como “Rei”, o outro com a fama de “Maldito”.

Estamos falando de Roberto Carlos, o Rei do Iê-Iê-Iê, e de Sérgio Sampaio, o Maldito da MPB, que infelizmente já não está entre nós, faleceu em 1994.

A história da música que vamos postar hoje inicia quando Sérgio Sampaio, em 1972, ano em que sua canção “Eu quero é botar meu bloco na rua” participa do IV FIC (Festival Internacional da Canção) e integra um compacto do Festival, que graças a ela vende 500 mil cópias, tornando-se sucesso no carnaval de 1973.

Com todo esse sucesso, Sampaio recebe um recado de um assessor de Roberto Carlos pedindo que fizesse uma canção no mesmo estilo da música do Festival (a do Bloco), para que o “Rei” pudesse gravar. Sérgio ficou radiante, imaginando poder realizar o sonho de ter uma composição sua gravada por seu ídolo e conterrâneo.

Mas, a essa altura, o Rei já havia abandonado o Iê-Iê-Iê e se transformava em um cantor de músicas românticas. Não era a praia de Sérgio, que acabou não conseguindo compor a “canção encomendada”.

Porém, ao final dessa história, Sérgio compôs uma linda canção relatando toda a sua tristeza por não conseguir ouvir uma música sua gravada pelo antigo ídolo. O nome da canção é “Meu Pobre Blues“, lançada no ano de 1974. A letra fala sobre algumas canções de Roberto Carlos, como você vai poder identificar.

Em 1973 Sérgio Sampaio lançou seu primeiro álbum, produzido por Raul Seixas. Um fracasso de vendas, embora a canção “Cala a boca, Zebedeu“, de autoria de seu pai (Raul Sampaio), incluída no álbum, tenha feito grande sucesso nas rádios. Mas isso a gente vai curtir em um futuro post.

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Ainda com o tema da “chuva”

Raul Seixas Essa é do nosso saudoso Raulzito.

Medo da Chuva”, composição de Raul Seixas e Paulo Coelho, do álbum Gita – Raul Seixas, lançado em 1974.

Há quem diga que a música fala sobre o casamento de Raul, que havia sido desfeito pouco tempo antes. Seus versos falam que ele estava se libertando do casamento e pronto para uma vida nova. Sem medo da chuva, sem medo do futuro desconhecido.

Verdade ou não, cabe uma pesquisa em sua biografia.

Vamos relembrar e curtir esse grande sucesso.

O álbum Gita rendeu à Raul Seixas um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, sendo considerado o LP de maior sucesso de sua carreira.

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