Muitos acreditam que Tom Jobim escreveu a canção especialmente para Sylvia Telles, cantora brasileira cujo apelido era Dindi.
Mas, a verdadeira história é esta :
“Dindi”, ao contrário do que pensam muitas pessoas, não foi composta para Sylvinha Telles, nem para pessoa alguma. Era o nome de um lugar próximo a Petrópolis. Havia uma fazenda que chama-se “Dirindi” de onde veio esse nome em diminutivo. Essa história, que muitos já conheciam, foi confirmada por Helena Jobim, irmã do compositor em seu livro.
“Ele via o rio passar, roncando nas pedras, as águas espumaradas. Aquele ruído o apaziguava. Na outra margem, começava o pasto que ia dar no morro do Dirindi. ‘Dindi’ não era, como muitos pensavam, um nome de mulher. Mas sim toda aquela vasta natureza e seus segredos”, narra Helena Jobim, irmã de Tom, no livro “Antônio Carlos Jobim, Um Homem Iluminado” [Ed. Nova Fronteira].
No ano de 1970 Tim Maia e Guilherme Lamounier moravam no apartamento de Carlos Imperial, no Rio de Janeiro.
“Imperial não gostava de maconha, e Tim e Guilherme criaram um código para falar em dar um tapa no baseado: ‘Vou ver Cristina’. Aí nasceu Cristina”, segundo o biógrafo Denilson Monteiro.
Uma outra versão, que roda pela internet, diz:
“Cristina, por quem Tim Maia era apaixonado, era empregada na casa da sua amiga Maria Gladys, atriz e dançarina do programa de TV de Carlos Imperial (Clube do Rock).”
“Cristina” é uma música composta por Tim Maia e Carlos Imperial e foi lançada no álbum “Tim Maia”, de 1970.
Relembrem esse grande sucesso :
Em 1979, em seu álbum “Reencontro”, ele gravou uma outra música com o título de “Canção para Cristina”. Mas essa não é a mesma Cristina do ano de 1970. Trata-se de Cristina Conrado, mulher de Tibério Gaspar, autor da canção.
Carolina Job Sabóia (10/3/1975, Rio de Janeiro, RJ), conhecida por Carol Saboya, é uma cantora brasileira. Filha do instrumentista, arranjador e compositor Antônio Adolfo. Sobrinha do compositor Rui Maurity.
Em parceria com seu pai, o pianista Antônio Adolfo, lançou, em 2006, o CD “Ao vivo live“, registro da apresentação realizada no ano anterior, em Miami.
Ouçam uma das faixas deste CD, “Sá Marina” :
“Sá Marina” é uma composição de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, tornou-se sucesso na gravação de Wilson Simonal, em 1968. A música nasce baseada na infância do carioca Tibério, em Anta (distrito de Sapucaia), também no interior fluminense, e inspirada em Brasilina (Sá Marina), então uma jovem e bela professora da pacata localidade.
Provavelmente é mais uma data criada pelo comércio para aquecer suas vendas. Mas, mesmo assim, não deixa de ser um dia para que possamos refletir sobre a amizade.
Uma das famosas canções que fala sobre o assunto é “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, feita em 1979.
Para conhecer a verdadeira história da música, clique aqui.
A canção também fez grande sucesso na interpretação da nossa saudosa Elis Regina, relembrem :
Muitos acham que a música “Canção da América“, de Milton Nascimento, é em homenagem a John Lennon. Mas não é. Foi feita em 1979, e John Lennon morreu em dezembro de 1980.
A verdadeira história é esta :
Em 1979, numa chuvosa temporada em Los Angeles, Milton Nascimento gravaria o elepê “Journey to dawn”, dirigido ao público americano. Na ocasião, permanecendo na cidade com o parceiro Fernando Brant durante 45 dias, o compositor tentou em vão entrar em contato com um baterista inglês, que lhe havia mostrado, tempos antes, uma composição cuja letra falava de músicos que partilhavam amizades, quase sempre interrompidas no momento em que terminavam suas gravações ou temporadas.
Frustrado ao constatar que o tal baterista não se encontrava mais em Los Angeles, Milton fez então com Brant uma nova canção, em inglês, abordando o assunto, ou seja, o desencontro de amigos, e deu-lhe como título uma palavra inventada pelos dois: “Unencounter”. Quando chegou a vez de gravá-la, perguntou aos americanos se entendiam o seu significado e, diante da resposta afirmativa, manteve o título, sendo a música incluída no citado disco.
Meses depois, no Brasil, o grupo mineiro 14 Bis (Flávio Venturini, Vermelho, Sérgio Magrão, Reli Rodrigues e Cláudio Venturini) desejou gravar a composição, tendo Fernando Brant feito uma letra em português, na qual o sentido da ideia original era estendido à amizade: “Amigo é coisa pra se guardar / debaixo de sete chaves / dentro do coração / assim falava a canção / que na América ouvi / mas quem cantava chorou / ao ver seu amigo partir…”
Renasceu assim a música em português, com um novo título, “Canção da América”, que Milton Nascimento gravou no álbum Sentinela, em 1980, coadjuvado pelo quarteto Boca Livre. Com o tempo, a canção acabaria sendo cantada em cerimônias — como por ocasião da morte de Ayrton Senna — ganhando caráter de hino à fraternidade. Uma curiosidade: ao cantar “Canção da América” no show e no disco Saudade do Brasil, Elis Regina trocou o verso “assim falava a canção” por “a se falar na canção” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Morreu nesta quarta-feira (26/02/2014) em São Paulo, aos 99 anos, Ernesto Paulelli, homem que inspirou Adoniran Barbosa na música Samba do Arnesto, de 1953.
Apesar do que diz na canção, Ernesto não morava no Brás, mas sim no bairro vizinho, a Mooca.
E, Ernesto nunca convidou Adoniran para um samba.
Vejam o vídeo da entrevista com “Arnesto” :
Agora relembrem o sucesso com o próprio criador, Adoniran Barbosa :