Esse grande sucesso de João Bosco nós já postamos, mas, atendendo ao pedido do Amigo Luiz Renato, postamos novamente.
A música é “Incompatibilidade de Gênios”, parte do DVD João Bosco – Obrigado Gente, gravado nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2006 no Auditório Ibirapuera – SP.
O DVD ainda inclui as participações especiais de Djavan, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa e Guinga.
Se estivéssemos falando sobre futebol, linha de passe é a troca de bola entre os jogadores de um mesmo time.
É o conceito de cooperação mútua visando a vitória do time.
É o momento em que o jogador olha para o outro e passa-lhe a bola, buscando o ideal da equipe… o “goal”.
Mas, como estamos falando de música, “Linha de Passe” é uma música composta por João Bosco, Paulo Emílio e Aldir Blanc.
Assim como no futebol, a perfeição da linha de passe depende exclusivamente da competência e categoria de seus participantes.
Isso é o que você pode comprovar na exibição de João Bosco (voz e violão); Hamilton de Holanda (bandolim); Ney Conceição (baixo); Kiko Freitas (bateria); Armando de Souza Marçal – também conhecido como Marçalzinho (percussão); e Nelson Faria (guitarra).
Realmente: “Um Time de Primeira”.
O encontro está registrado no DVD de João Bosco, “Obrigado Gente”, gravado ao vivo, nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2006 no Auditório Ibirapuera – SP:
Só a beleza da música de João Bosco, bastante difundida pela novela da TV Globo, já seria o bastante para o post.
Como diz João Bosco em seu site: “…Jade foi uma música que eu tinha. Estava fazendo um trabalho em Los Angeles e essa música me veio assim, uma letra inteira, assim, dizendo essas coisas, “aqui meu irmão”, e essa pedra que é uma coisa. Eu às vezes tenho umas afinidades, por exemplo certas cosias como minérios, minerais. Houve uma época que eu tinha tendência a estar envolvido com certo tipo de mineral. Atualmente, de certo tempo pra cá, jade, até ganhei um anel de jade, que me foi dado por um joalheiro, que hoje vive na Itália. … Eu não me lembro de ter trabalhado nada dessa letra, porque eu estava em Los Angeles e acordei, e acho até que essa letra eu fiz num sonho, porque quando acordei eu comecei a lembrar da letra e comecei a escrever, e ela praticamente saiu assim, como naquele trampolim, naquela coisa que você se atira e cai numa imensidão de cor, de verde, de mar, de água, de pedra, entendeu?, de sensualidade, de mulher, de sexo, de tudo.”
Vejam João Bosco interpretando a canção “Jade”, sucesso de seu álbum “Obrigado Gente !”, de 2006:
João Cândido Felisberto, também conhecido como “Almirante negro” (Encruzilhada do Sul, 24 de junho de 1880 — Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1969) foi um militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata (1910).
O uso da chibata como castigo na Marinha brasileira já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano, o decreto número 3, de 16 de Novembro de 1889, assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais da Marinha de Guerra do Brasil. Num contingente de 90% de negros e mulatos, centenas de marujos continuavam a ter seus corpos retalhados pela chibata, como no tempo da escravidão. Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão.
No dia 22 de novembro de 1910, João Cândido, ao assumir, por indicação dos demais líderes, o comando do Minas Gerais e de toda a esquadra revoltada, controla o motim, faz cessar as mortes, e envia radiogramas pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra brasileira. Foi designado à época, pela imprensa, como Almirante Negro. Por quatro dias, os navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus canhões para a Capital Federal. No ultimato dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, os revoltosos declararam: “Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira“.
João Cândido foi expulso da Marinha, sob a falsa acusação de ter favorecido os fuzileiros rebeldes amotinados na Ilha das Cobras, em um segundo levante, que ele não havia participado.
A sua memória foi resgatada jornalisticamente a partir de 1959, com o lançamento do célebre livro “A Revolta da Chibata” de Edmar Morel; musicalmente na década de 1970 pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, no samba “O Mestre Sala dos Mares“; historiograficamente a partir de 1985, com o Livro “A Revolta dos Marinheiros – 1910”, do vice-almirante e historiador naval Hélio Leôncio Martins; cinematograficamente a partir de 2003, ano em que o curta-metragem de resgate de época, “Memórias da Chibata”, foi contemplado em edital do Ministério da Cultura com verba para produção.
Vejam o vídeo extraído do DVD “João Bosco – 40 anos depois“, com João Bosco e Chico Buarque interpretando a música: