A trilha sonora da novela

Luiz Ayrao É sempre assim, a cada nova novela, a cada nova trilha sonora, vemos que os antigos sucessos ganham uma roupagem nova e voltam a “parada”.

Em geral, grande parte do público, aqueles que nasceram depois dos anos 70, nem conheceram os hits em suas versões originais, mas adoram e cantarolam diariamente a velha canção. E são inúmeros sucessos dos anos 60, 70 e 80 que povoam as trilhas sonoras das novelas atuais.

Na última novela da TV Globo, A Regra do Jogo, tivemos: “Coração Selvagem”, de Belchior, cantado por Ana Carolina; “Eu te amo, te amo, te amo”, de Roberto Carlos, com uma roupagem nova; e “Nossa Canção” cantada por Vanessa da Mata.

Vamos curtir “Nossa Canção”, grande sucesso gravado/lançado por Roberto Carlos em seu álbum do ano de 1966. A música também foi gravada anos depois por Martinha, outra cantora/compositora de sucesso no tempo da Jovem Guarda.

Mas, apesar do grande sucesso na gravação do “Rei”, a canção é de autoria de Luiz Ayrão. Nossa Canção” é considerada o primeiro sucesso romântico de Roberto Carlos.

Além da novela da Globo, a canção fez parte da trilha sonora da novela Dona Xepa, da TV Record, e uma regravação de Luiz Ayrão.

Vamos curtir o sucesso na versão de seu autor, gravado no ano de 1976 no álbum Luiz Ayrão. Exatamente no mesmo ano em que nasceu Vanessa da Mata, a atual interprete.

Os grandes sucessos de antigamente ainda estão em alta.

The Point Carioca - Blog

E o Rock virou Lambada

Marcianita Quem diria que um grande sucesso do Rock acabaria virando um hit de Lambada.

Estamos falando de “Marcianita”, um dos primeiros Rocks de sucesso em toda a América do Sul.

A música alavancou o inicio da carreira de Sérgio Murilo, que fez parte da Jovem Guarda, nos anos 60. Nos anos 70 foi incluída no álbum Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock, de Raul Seixas. Depois foi regravada por Leo Jaime, nos anos 80. Além de ter sido gravada por tantos outros cantores, entre os quais Leno Azevedo, Bobby di Carlo, Caetano Veloso, Os Mutantes e Gal Costa.

Seus autores, na versão original em espanhol, são: José Imperatore Marcone e Galvarino Villota Alderete. A versão em português é de Fernando César.

A primeira gravação foi feita em 1959 pelo argentino Billy Cafaro.

Agora, o famoso Rock virou Lambada, na interpretação do paraense Felipe Cordeiro, que preferiu chamar o novo ritmo da música de Pop Tropical.

The Point Carioca - Blog

A praia do tempo da Jovem Guarda

Praia de São Conrado (2) Pegamos esse grande sucesso do início da década de 1960, “Biquíni de Bolinha Amarelinha”, para ilustrar essa “História do Frescobol”, que encontramos em uma postagem no Facebook da página Copacabana Demolida.

O jogo, tipicamente carioca, mas inventado por um paraense, foi declarado Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro neste mês de fevereiro.

Segundo a página : “O Frescobol foi inventado no Brasil entre 1945 e 1946, no bairro de Copacabana, cidade do Rio de Janeiro, após o término da II Guerra Mundial. Seu idealizador, o paraense Lian Pontes de Carvalho, residia no edifício de nº 1496 da Avenida Atlântica, esquina com a rua Duvivier. Na década de 1950, o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, morador da rua Bulhões de Carvalho, em Copacabana, costumava jogar tênis com os amigos nas areias da praia, entre os postos 4 e 5. Como as raquetes estragavam com freqüência, por causa da maresia, ele desenhou raquetes de madeira, resistentes à água do mar. Pediu então a um amigo, que possuía uma carpintaria em casa, na rua Souza Lima, no mesmo bairro, para fabricar as raquetes. Estava aí inventado o jogo como o conhecemos hoje. Somente décadas depois o nome “frescobol” foi criado….. “.

Existe outra versão de que o jogo teria sido criado pela turma de praia do saudoso Millôr Fernandes,  mas nunca foi confirmada.

Quanto a música do vídeo abaixo é uma versão do sucesso americano “Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini“, gravado por Brian Hyland em 1960.

A versão brasileira, “Biquíni de Bolinha Amarelinha”, gravada por Ronnie Cord, foi feita por seu pai, Hervé Cordovil, no ano de 1961.

Em 1964, aproveitando a onda da Jovem Guarda, Ronnie Cord gravou novamente a versão em português, que também tornou-se sucesso em 1965.

The Point Carioca - Blog

O Blues que o Rei não cantou

Sergio Sampaio Essa música se refere a dois grandes capixabas. Dois excelentes cantores e compositores. Um eleito como “Rei”, o outro com a fama de “Maldito”.

Estamos falando de Roberto Carlos, o Rei do Iê-Iê-Iê, e de Sérgio Sampaio, o Maldito da MPB, que infelizmente já não está entre nós, faleceu em 1994.

A história da música que vamos postar hoje inicia quando Sérgio Sampaio, em 1972, ano em que sua canção “Eu quero é botar meu bloco na rua” participa do IV FIC (Festival Internacional da Canção) e integra um compacto do Festival, que graças a ela vende 500 mil cópias, tornando-se sucesso no carnaval de 1973.

Com todo esse sucesso, Sampaio recebe um recado de um assessor de Roberto Carlos pedindo que fizesse uma canção no mesmo estilo da música do Festival (a do Bloco), para que o “Rei” pudesse gravar. Sérgio ficou radiante, imaginando poder realizar o sonho de ter uma composição sua gravada por seu ídolo e conterrâneo.

Mas, a essa altura, o Rei já havia abandonado o Iê-Iê-Iê e se transformava em um cantor de músicas românticas. Não era a praia de Sérgio, que acabou não conseguindo compor a “canção encomendada”.

Porém, ao final dessa história, Sérgio compôs uma linda canção relatando toda a sua tristeza por não conseguir ouvir uma música sua gravada pelo antigo ídolo. O nome da canção é “Meu Pobre Blues“, lançada no ano de 1974. A letra fala sobre algumas canções de Roberto Carlos, como você vai poder identificar.

Em 1973 Sérgio Sampaio lançou seu primeiro álbum, produzido por Raul Seixas. Um fracasso de vendas, embora a canção “Cala a boca, Zebedeu“, de autoria de seu pai (Raul Sampaio), incluída no álbum, tenha feito grande sucesso nas rádios. Mas isso a gente vai curtir em um futuro post.

The Point Carioca - Blog

Clique em CURTIR e Compartilhe.

Sorria, Sorria

Evaldo Braga Este é o nome do grande sucesso de Evaldo Braga, lançado no ano de 1972 no álbum  “O Ídolo Negro” Volume 2.

Evaldo Braga era conhecido como O Ídolo Negro. Não teve pais conhecidos, tendo sido criado em um orfanato fluminense, juntamente com o ex-jogador Dadá Maravilha.

Surgiu no cenário artístico no ano de 1969, já no final da Jovem Guarda. Gravou apenas dois álbuns.

Para quem viveu a época, aproveite para curtir uma boa recordação.

Com vocês, Evaldo Braga, interpretando “Sorria, Sorria”, de sua autoria em parceria com Carmen Lúcia.

O cantor morreu em um acidente de carro na BR-3 (atual BR-040), em 31 de janeiro de 1973.

The Point Carioca - Blog

Clique em CURTIR e Compartilhem.

O aniversariante Jerry, cantando Elvis

Jerry Adriani Hoje é aniversário de Jerry Adriani, nome artístico de Jair Alves de Sousa (São Paulo – SP, 29 de janeiro de 1947), cantor e ator brasileiro, que tanto nos encantou nos tempos da Jovem Guarda, e ainda nos faz dançar em suas apresentações atuais.

Jerry Adriani era compadre de Raul Seixas. Pra quem não sabe, o cantor é padrinho da primeira filha de Raul, Simone, filha do Maluco Beleza com Edith Wisner, sua primeira esposa.

Já vimos em post anterior que a turma de amigos da Barra da Tijuca curtiu muito uma apresentação de Jerry Adriani no Condomínio Riviera Dei Fiori.

Então, para que nossos amigos possam curtir mais um pouco, estamos postando um “Medley de Elvis”, que inclui: “Me Beija Assim”, “Tremendo de Amor”, e “Don’T Be Cruel”.

O vídeo foi gravado em um show no saudoso Canecão, no Rio de Janeiro, em outubro de 2007. O nome do show: Jerry Adriani é Só Sucesso.

O Canecão anda fazendo falta a Cidade do Rio de Janeiro.

The Point Carioca - Blog

Clique em CURTIR e Compartilhem.