Aposto que, de cara, você pensou que o post de hoje era sobre a música “Baby”, gravada pelo conjunto Os Mutantes no ano de 1968.
Também seria uma ótima opção para postar, mas hoje estamos falando de “Baby”, composição de Elizabeth, gravada pelo cantor Arturzinho, também no ano de 1968.
Arturzinho foi um dos cantores que fazia parte do movimento da Jovem Guarda.
Já postamos anteriormente um outro sucesso dele e agora vamos curtir, relembrar e compartilhar essa jóia musical.
A canção de hoje foi lançada pelo grupo The Fevers no ano de 1965.
Trata-se de uma versão feita por Pedrinho que fez parte de um compacto simples. O disco também incluía “Ilusão Perdida”, de Rossini Pinto.
Mas, o nome da versão do nosso post de hoje é “Wooly Bully”, assim como o nome original feito e lançado pelo grupo americano Sam the Sham and the Pharaohs em março de 1965.
A história da música original conta que, para o seu álbum de estréia, o cantor Sam the Sham queria fazer uma homenagem à dança do Hully Gully. O departamento jurídico da gravadora temia usar esse título devido à existência de outra música com um título similar. A música recebeu luz verde depois que Sam reescreveu as letras e substituiu “Hully Gully” por “Wooly Bully“. Ainda, de acordo com Sam, o nome de seu gato era ‘Wooly Bully’, o que facilitou a escolha do título.
O vídeo abaixo foi gravado no ano de 2005, quando a Jovem Guarda completou 40 anos. ***** Vídeo retirado do Youtube ****
Apesar da letra da versão falar que o nome da dança é Wooly Bully, o correto é Hully Gully.
Jovem Guarda era o nome de um programa exibido pela TV Record de São Paulo, na década de 60, apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.
No Rio de Janeiro, na mesma época, existia o programa Clube do Rock, apresentado por Carlos Imperial na TV Rio, onde o conjunto Renato e Seus Blue Caps fazia o show de abertura, sempre com uma música diferente.
Em um certo dia, Carlos Imperial chegou com um compacto na mão e disse para Renato: “Veja se você tira essa música para o programa de amanhã”.
A música era “I should have known better”, de Lennon/McCartney, um sucesso do conjunto The Beatles que estourava pelo mundo.
Mas, para tirar a música, Renato teria que aprender a letra em inglês, e toda a parte de vocal e arranjos empregados. Achou mais fácil fazer uma versão, dada a urgência pedida.
Nascia a canção “Menina Linda”, que fez um enorme sucesso no programa e acabou sendo incluída no álbum Viva a Juventude, de Renato e Seus Blue Caps, em 1965.
“Menina Linda” chegou ao segundo lugar na Parada de Sucessos em São Paulo.
Pode parecer estranho para alguns, mas o saudoso Raul Seixas, o “maluco beleza” que tanto agitou nossa juventude, teve início de sua carreira compondo sucessos para diversos integrantes da Jovem Guarda.
E, um desses sucessos é a canção “Sha-La-La (Quanto Eu Te Adoro)”, gravada por Leno (conhecido por todos por sua participação na dupla Leno & Lilian).
A música fez parte de um compacto simples de Leno, em sua carreira solo, no ano de 1970.
Esse é o nome da canção que também dá título ao álbum do grupo The Fevers, lançado no ano de 1995.
Passados 23 anos do lançamento da música, quem viveu as décadas de 60 e 70 consegue se ver nos versos da canção, que ainda hoje nos trás saudades daquele tempo.
“A Gente Era Feliz e Não Sabia”, composição de Almir Bezerra, ex-integrante e um dos fundadores do conjunto, é um gostoso rock nacional, bem ao estilo dos anos 60, quando o grupo agitava a Jovem Guarda.
Vale a pena curtir e compartilhar.
The Fevers é uma banda brasileira de rock e pop formada no Rio de Janeiro em 1964 e associada ao movimento da Jovem Guarda. O grupo continua em plena atividade até os dias de hoje.