Rock ou Baião ?

Silvinha Esse deve ter sido um dos primeiros arranjos musicais que transformaram um baião, do nosso saudoso Luiz Gonzaga, em um rock bem reverberado.

Paraíba” é um baião escrito em 1946 por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Foi cantado pela primeira vez em 1950, em Campina Grande, e gravado oficialmente em 1952.

Em 1971 Sylvinha Araújo gravou o LP “Silvinha“,  que trazia, entre diversas músicas, “Paraíba“. O disco se destacou e Sylvinha foi muito elogiada por sua interpretação para o baião, que na época lhe rendeu comparações com a cantora americana Janis Joplin.

Sylvinha tinha uma voz metálica, com uma grande influência do rock americano cantado na época, o que fica evidente nessa versão.

Durante sua carreira, Silvinha trocou seu nome artístico para Sylvinha.

          O crítico e produtor musical Nelson Motta chegou a chamá-la de             Janis Joplin brasileira.

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Uma frase de Gonzagão

LUIZ GONZAGA Já na reta final das eleições presidenciais no Brasil, um tema vive sendo colocado a todo instante: os benefícios sociais.

Além disso, a velha e vergonhosa tentativa de colocação do povo do norte contra o sul mostra que o coronelismo não acabou, apenas se federalizou.

Pesquisando na internet sobre o assunto, encontramos este belo texto elucidativo (do blog “Terra de Gigantes” – em 11/01/2013), onde o grande e saudoso Luiz Gonzaga expõe, com seu parceiro Zé Dantas, a opinião do povo nordestino:

“Parece que foi hoje que esta poesia foi escrita. A situação climática que abate a região do semi-árido brasileiro, a seca, em 2013 infortuna de novo a região Nordeste do Brasil. Em 1953 uma grande estiagem atingiu a região, houve uma coleta de roupas e alimentos para socorrer os “irmãos nordestinos”, além de o Governo Federal, na época Getúlio Vargas, declarou Estado de Emergência na região.

Mas Luiz Gonzaga e Zé Dantas não concordavam com as doações, pois afirmavam que a esmola “Ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão”. Para denunciar e propor outro tipo de ajuda, compuseram a música “Vozes da Seca”, que dentro do Congresso Nacional, um deputado em pronunciamento declarou que aquela poesia, valia mais que cem discursos.

Gonzaga e Dantas pediam política de estado, além da solidariedade. Propunham a criação de empregos, fornecimento de alimentos a preços baixos, investimentos em barragens e açudes. Em contrapartida com o trabalho, a região pagaria a ajuda, “inté com juros”, dentro da perspectiva de preservar a honra.

Luiz Gonzaga em determinadas entrevistas e shows, explica a importância de investimentos, que superem a situação de miséria. No disco Vida do Viajante (1981), em show com seu filho Gonzaguinha, canta a música e nos comentários saúda o ex-presidente Juscelino Kubitschek pela criação da Superintendia de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).

A música é muito atual e deve ser ouvida nestes tempos de seca. …”

Ouçam a música “Vozes da Seca” na interpretação de Luiz Gonzaga e vejam a letra (no link abaixo) :

Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido como o Rei do Baião, (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um importante compositor e cantor popular brasileiro. Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o Sertão Nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.

“Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”

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Letra da Música:

Fontes:

Centenário de Luiz Gonzaga

100 anos de Luiz GonzagaLuiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do Baião.

Teve diversos outros “apelidos”, como: Majestade do Baião; Embaixador Sonoro do Sertão; Velho Lua; Bico de Aço; Lula; Pernambuco; e Gonzagão.

Luiz não se dava bem com o filho, apelidado de Gonzaguinha. Ele passou a não ver mais o filho na infância do menino e sempre que o via brigava com ele, apesar de amá-lo.

Com o passar do tempo, tudo foi melhorando quando Gonzaguinha concluiu a universidade, e se tornou músico como o pai.

Pai e filho ficaram mais unidos quando em 1979 viajaram o Brasil juntos, quando o filho compôs algumas músicas para o pai.

Eles se tornaram muito amigos, e conseguiram em fim viver em paz.

Em 2012,o filme de Breno Silveira Gonzaga, De Pai Pra Filho, narrando a relação conturbada de Luiz Gonzaga com o filho Gonzaguinha, em três semanas de exibição já alcançara a marca de 1 milhão de espectadores.

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