Banda Guanabara e Ivan Lins – em um belíssimo medley

Banda Guanabara Aconteceu no SESC, em São Paulo, em 4 de Dezembro de 2012.

O vídeo, publicado no Youtube pelo SESC, apresenta a seguinte descrição :

Em mais de quatro décadas de carreira, Ivan Lins construiu uma obra impressionante, reconhecível aos primeiros acordes. Centenas de canções que se tornaram sucesso no Brasil e no mundo e que hoje ganham status de clássicos. A Banda Guanabara, lança um cd com foco na obra de Ivan. Obra essa, que eles conhecem a fundo graças aos anos de estrada em que acompanharam o compositor. Nesse show, o homenageado se junta ao time, para um show inédito contendo no repertório sucessos como Dinorah, Dinorah, Velas Içadas, Novo Tempo, Bilhete e Roda Bahiana. Um encontro único de grandes músicos para celebrar uma obra reverenciada por nomes como Elis Regina, Sarah Vaughn, George Benson, Quincy Jones e Sting, só para citar alguns. Com Ivan Lins (teclado); Marco Brito (teclados); Téo Lima (bateria); Nema Antunes (baixo); João Castilho (guitarra e violão).

Faltou citar Leo Amoedo (guitarra), que também faz parte desta incrível Banda. O grupo que acompanha Ivan Lins em shows e gravações.

 

 

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História da Música : Bilhete

Ivan Lins A nossa história de hoje foi copiada da página do Facebook do próprio Ivan Lins.

A música se chama “Bilhete”, composta em parceria com Vitor Martins.

Amigos,
“Bilhete” foi composta em dezembro de 1979, em Teresópolis, em nossa ex-casa, no Ingá.
Eu e meu letrista e amigo Vitor já estávamos tentando fazer uma canção fazia dias e nada.
O clima começou a ficar desagradável. Começamos a nos estranhar.
Eis que nossa empregada, Dona Carmelita, reparando a situação, veio a nós e nos recomendou uma rezadeira que ela conhecia, chamada (pasmem) Madalena.
Fomos lá. Era numa pequena favela (hoje grande), no Caxangá. Subimos e chegamos à casinha dela. Dona Madalena era uma senhora branca, tipo nórdica, cabelos desgrenhados e simpática. Dona Carmelita explicou a ela que nós precisávamos de uns passes.
Aí ela foi para um canto e se concentrou e de repente estremeceu toda e recebeu uma entidade. Pegou um caderno e começou a escrever rabiscos nervosos, páginas e páginas, numa velocidade incrível, quando acabou, voltou para o canto, estremeceu de novo e voltou ao que era, e passou a traduzir a rabiscada toda: MAL OLHADO, INVEJA BRABA.
Virou-se para Vitor e disse pra ele acender uma vela numa pedra na beira de um rio e dedicar a uma entidade tal. Virou-se para mim também e disse para eu acender uma vela num descampado e dedicar a uma outra entidade. Já eram umas 20h da noite. Saímos de lá e Vitor logo achou o rio e acendeu a sua vela. Demorei a achar um descampado. Peguei minha vela, acendi e vi que não tinha pavio. Saímos atrás de outra vela, era domingo, tudo fechado. Acabei ganhando uma vela numa padaria.
Voltei ao descampado e acendi, dedicando a tal entidade. Voltamos para casa.
Dia seguinte, à tarde, minha sobrinha Heliane atende a um telefonema e vem me chamar dizendo que era um tal de Bíblia ou coisa parecida. Atendi e era o Quincy Jones, dizendo maravilhas de minhas músicas e nos convidando para Los Angeles, para saber o que ele estava preparando para nossas canções.
Minha carreira internacional começou ali.
Claro que no dia seguinte já estávamos inspiradíssimos e a primeira que saiu foi “Bilhete”.
Fiquei meio assustado com o tema, dizendo pra mim mesmo que nunca gostaria de cantar aquilo.
A inspiração não ficou só nisso. Fizemos mais umas 3 canções, entre elas “Atrevida”, que Simone e Isabella Taviani gravaram.
Canções femininas. Acho que a entidade do Vitor era uma mulher.
Gravei “Bilhete” no disco “Novo Tempo” de 1980. Ano seguinte Fafá de Belém grava e estoura a música nas paradas, com um arranjo belíssimo de César Camargo Mariano.
Dois anos depois ganhei meu “Bilhete”. O que eu temia aconteceu.
Fazer o quê?
Beijos,

Ivan

Agora vejam e curtam a bela interpretação de Ivan Lins e banda.

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Letra da Música:

Fontes:

O Brasil descendo a ladeira

Moraes Moreira Não estamos falando sobre a economia brasileira, apenas relembrando uma bela canção de Moraes Moreira.

“Lá vem o Brasil descendo a ladeira”, composição de 1979, em parceria com Pepeu Gomes, lançada no álbum de mesmo nome.

Moraes conta no vídeo abaixo que a inspiração da música veio de uma frase de João Gilberto, quando estavam juntos de madrugada, perto de um morro na Cidade do Rio de Janeiro.

Um samba de qualidade, como sempre encontramos nas composições de Moraes Moreira.

Antônio Carlos Moreira Pires, (Ituaçu, 8 de julho de 1947), mais conhecido como Moraes Moreira, é um cantor, compositor e músico brasileiro, ex-integrante do grupo Novos Baianos e que hoje segue carreira solo.

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Letra da Música:

Fontes:

Jobim e suas frases

Tom Jobim Nesta última semana de campanha política para as eleições presidenciais no Brasil vemos nas redes sociais muitos artistas e intelectuais declarando suas preferências, seus votos, suas convicções.

Já é tradição no Brasil, e em toda a parte do mundo, esse apoio das “celebridades”.

Muitos justificam suas preferências, outros apenas aparecem sem emitir opinião, para que não sejam “prejudicados” em um caso de derrota.

Alguns, que continuam tirando proveito da atual situação, preferem se abster ou emitem um apoio “patrocinado”.

Mas, com respeito a política, o nosso grande Antônio Carlos Jobim, que era Brasileiro até no nome, proferiu algumas celebres frases :

    • “O Brasil não é para principiantes.”
    • “O globo gira sempre para a direita…” (quando foi perguntado sobre posição política, já que nunca fizera música de protesto como os seus colegas).

Vamos lembrar Jobim com esse grande sucesso composto em parceria com Vinícius de Moraes, “Insensatez”.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, vulgo “Tom Jobim” (Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 1927 – Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994) foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.

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Letra da Música:

Fontes:

História da Música : “Vitoriosa”

Quem conta a história da música “Vitoriosa”, de Ivan Lins e Vitor Martins, composta em 1984, é o próprio Ivan Lins, em sua página do Facebook, que reproduzimos a seguir :

10698522_938799806134368_712641742729928915_nVitoriosa” começou a ser composta apenas a melodia, num vôo de Sampa para o Rio. Um começo de melodia começou a vir, peguei um papel qualquer, desenhei uma pauta e escrevi o pedaço que martelava na minha cabeça. Dia seguinte, na passagem de som de um show no Canecão, retomei o pedaço, me inspirei em Caetano, pus a imagem da minha esposa Valeria na minha frente e caetaneei o resto da melodia. Pedi ao Gabriel Neto, nosso engenheiro de som, para gravar a melodia que foi feita. No dia seguinte, em outra passagem de som, voltei a ficar cantando a melodia. Neste dia, meu filho Claudio estava comigo, chegou perto de mim e começou a cantar uma introdução, com aquela voz de menino de 12 anos (estávamos em 1984) e ficou muito bonito. Pedi novamente ao Gabriel para gravar tudo e me fazer uma fita k-7. Na outra semana mandei uma cópia da fita para o Vitor Martins, disse que tinha feito para a Valeria e ele escreveu aquela letra. Na gravação final da música, um ano depois, que foi feita em New York, com arranjo do Dave Grusin, foi mantida a introdução do Claudio, com a voz dele. Em 1986, foi incluída na novela Roque Santeiro e explodiu no país inteiro. E está aí a historinha.

E, aí curtiram de saber como ela foi feita?

Beijos, Ivan

Curtam o vídeo com a bela interpretação de Ivan Lins :

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Marina, de Caymmi

RealceEntre as diversas canções brasileiras com nomes de mulheres, um clássico da MPB é “Marina”, composta por Dorival Caymmi.

A música teve diversas gravações, feitas por inúmeros interpretes, mas vamos postar hoje a gravação de Gilberto Gil.

Um arranjo totalmente novo, único, como não poderia deixar de ser, em se tratando de Gilberto Gil.

Faixa do álbum ” Realce” de 1979.

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Letra da Música: