A decadência da ABL

Enfim, continuamos a ver a continuidade do aparelhamento das instituições brasileiras.

Agora foi a ABL (Academia Brasileira de Letras), que, depois de incluir a atriz/militante Fernanda Montenegro, recebe o cantor/compositor, e também militante, Gilberto Gil.

Gil, que iniciou sua carreira em meados dos anos 60, teve como seu primeiro sucesso “Procissão”, lançado em compacto, junto com “Roda”.

A cancao foi posteriormente incluida em seu album de 1968, com acompanhamento do grupo Os Mutantes, destacando um belo solo de guitarra.

Cabe lembrar que, em 1967, a “Marcha Contra a Guitarra Elétrica”, que dizia procurar defender os artistas nacionais da “dominação cultural estrangeira”, organizada por Ellis Regina, contou com a participação de diversos artistas, inclusive Gilberto Gil.

Coincidência do destino, a capa do LP de 1968 de Gil mostra o cantor vestindo fardas militares e, agora, com essa nova indicação, passara a vestir um “fardão” da ABL.

Vamos relembrar “Procissão”, com a bela participação de Os Mutantes.

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“A Minha Menina”, em inglês

Tecnicolor Como todos sabem, e faz parte de nossa postagem de Julho de 2016 (que você pode rever clicando aqui), “A Minha Menina” é uma canção de Jorge Ben Jor, de 1968, que ficou famosa na gravação do grupo Os Mutantes, em seu álbum daquele mesmo ano.

Anos depois, em 1970, o grupo gravou na França o álbum Tecnicolor, onde a canção ganhou uma versão em inglês com o nome de “She’s My Shoo Shoo“.

Mas, apesar de ter sido gravado em 1970, o álbum só foi lançado no ano 2000.

Além da excelente qualidade das canções, o CD traz na capa a ilustração feita por  Sean Lennon (filho de John Lennon).

Vale a pena relembrar, curtir e compartilhar.

Os Mutantes continuam em atividade, porém com uma formação bem diferente da original dos anos 60. Apenas Sérgio Dias se mantem desde o início.

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A Minha Menina

Os Mutantes Uma das coisas que costumo fazer quando estamos de “férias” pelo Rio de Janeiro é comprar CDs, DVDs e Livros. E desta última vez não foi diferente, apesar de ter um limite muito pequeno nas malas.

Um dos CDs que encontrei foi o A ARTE DE Os Mutantes”. Gosto muito deste tipo de CD. Tipo “coletânea”, tipo “o melhor de”, tipo “discográfico”.

Agora estou curtindo e ouvindo o CD e relembrando os tempos em que Os Mutantes faziam a platéia delirar em seus shows. Não eram “mega-eventos”, nada de “super-produção”, apenas um palco, um jogo de luzes simples e coloridas, amplificadores espalhados pelo espaço e estava pronto… o talento dos artistas dava conta do recado. Essa é a lembrança que tenho de um show do Os Mutantes no Colégio André Maurois, que assisti com o amigo Luiz Renato nos belos anos 60…

Mas, voltando ao CD, a segunda faixa do mesmo é “A Minha Menina”, composição de Jorge Ben Jor (naquela época ainda era chamado apenas de Jorge Ben).

Já postei, há 5 anos, essa mesma música do grupo, porém com uma formação mais atual… Agora, no clipe abaixo, você vai relembrar a gravação “original”.

Nada contra o grupo atual, mas não existe nada como o “ORIGINAL”.

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Olha o Boca Livre aí, gente !!!

Boca Livre Hoje amanhecemos com mais uma notícia de operação da Polícia Federal. Agora, a “Operação Boca Livre” mostra para a população o escandaloso e gigantesco desvio de dinheiro, sob o manto da “Lei Rouanet”. Várias prisões e diligências foram feitas em diversos locais, para apreensão de documentos e contratos que comprovam as fraudes, inclusive no Ministério da Cultura (aquele que deixou de existir, virou Secretaria, e, depois de grande movimentação de “artistas beneficiados pelos incentivos da Lei”, voltou ao status de Ministério).

Com certeza a classe artística deverá se manifestar em apoio a Operação.

Mas, enquanto esperamos por essa nobre manifestação, vamos recordar um velho sucesso dos Os Mutantes, interpretado pelo grupo Boca Livre: “Panis et Circense” (composição de Gilberto Gil e Caetano Veloso).

Enquanto eles roubam o dinheiro, oferecem Pão e Circo para o povo.

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Um medley com Ordinarius

Ordinarius O post de hoje é devido a uma postagem de minha irmã no Facebook.

Trata-se de um vídeo do grupo Ordinarius.

Já postei anteriormente um outro vídeo deste grupo e, indiscutivelmente, eles são de arrepiar. Muito bom mesmo, como diria uma amiga mineira.

No vídeo eles interpretam um medley das músicas “Balada do Louco” e “Bicho de Sete Cabeças”.

Balada do Louco“, de Arnaldo Baptista e Rita Lee, foi o grande sucesso do álbum Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets, do grupo Os Mutantes, lançado em 1972 e um dos maiores da carreira do grupo. Já “Bicho de Sete Cabeças” é uma obra prima da MPB, composta por Geraldo Azevedo e Zé Ramalho.

O medley ficou sensacional. Vejam e confiram.

A formação do sexteto Ordinarius neste vídeo é: Augusto Ordine; Andre Miranda; Fernanda Gabriela; Gustavo Campos; Luiza Sales; e Maira Martins.

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Panis et Circencis

Tropicalia ou Panis et Circencis “Tropicália ou Panis et Circencis” é um álbum de estúdio lançado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé em julho de 1968.

O LP ficou em 2º lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira, feita pela revista Rolling Stone Brasil.

O álbum tem uma irreverente capa, elaborada como uma paródia do álbum dos The Beatles, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, bem como as faixas musicais sucedem-se sem haver interrupções.

A terceira faixa do álbum é “Panis et Circencis” (Gilberto GilCaetano Veloso), interpretada pelo grupo Os Mutantes.

A canção se tornou o grande hino do movimento Tropicália, que estourou no Brasil no final da década de 1960.

Vamos curtir e relembrar esse grande sucesso na interpretação de Rita Lee, que na época era uma das integrantes do grupo Os Mutantes.

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