Nesta semana, no Rio de Janeiro, Rita Lee (São Paulo, 31 de dezembro de 1947), cantora, compositora, atriz e instrumentista brasileira de grande renome no rock nacional, denominada a “Rainha do Rock Brasileiro”, declarou que se “aposentará” dos palcos, não fazendo mais shows ao vivo.
“Aposento-me de shows, da música nunca“, escreveu a cantora em seu perfil no microblog.
Em seus 45 anos de carreira, Rita Lee gravou vários sucessos que emplacaram nas rádios e tocam até hoje.
Vamos relembrar Rita em dueto com outros grandes nomes da MPB.
Em um momento do especial Chico&Caetano, em 1986, ao lado de Maria Bethânia, cantando “Baila Comigo”, outra composição de Rita Lee com Roberto de Carvalho.
E, por hoje, com Marisa Monte, interpretando “Mamãe Natureza”, de sua autoria.
Em se tratando de “rock” e não de um “mix” de estilos musicais, sentimos falta de diversas bandas e cantores nacionais que fazem o verdadeiro rock. Sem falar nos internacionais, que foram substituídos, em grande parte, pelos “pops” que não passam de geradores de dinheiro para as gravadoras e, quase sempre, são descartados em uma próxima “temporada”.
Assim, como sugestão, poderíamos ter um festival tipo “Forgotten In Rio” que, certamente, contaria com a presença de muitos roqueiros que não fizeram parte do atual “Rock In Rio”.
E, claro, contaria com muitos outros cantores e bandas nacionais e internacionais que fariam a plateia delirar com um genuíno show de rock.
Deixaríamos de ter “micaretas” e “pops”. Teríamos o autentico rock.
Não somos contra, muito pelo contrário, dos outros estilos da MPB mas, se a cantora é fraca, deixa ela ficar cantando bossa nova em New York onde será sucesso garantido.
Se o cantor já não tem aquela voz bela e segura, se ele não tem uma boa pronúncia de outro idioma, não peçam para ele abrir o festival, pois nem uma orquestra sinfônica por detrás vai conseguir segurar o fracasso da apresentação.
E vamos deixar o “axé” para o carnaval.
Não precisamos “tirar o pé do chão”, basta sentir a “vibração do rock no coração”.
Bem, a ideia está lançada, só faltam os patrocinadores.
Vocês podem sugerir outros nomes para esse grande festival.
Ainda envolvido no espirito do Rock N’Roll que toma conta do Rio de Janeiro neste mês de setembro, temos de fazer referencia ao famoso e saudoso grupo Os Mutantes.
Os Mutantes foi (ou ainda é, devido a novas formações) uma banda brasileira de rock psicodélico formada durante o Tropicalismo no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais). Também participaram do grupo Liminha (baixista) e Dinho Leme (bateria).
A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro. Foram os pioneiros na mescla do rock and roll com elementos musicais e temáticos brasileiros. Outra característica do grupo era a irreverência. Se antes dos Mutantes, o gênero no Brasil era basicamente imitativo, a partir do pioneirismo de Arnaldo, Sérgio e Rita, abriu-se o caminho do hibridismo.
Em 1969, os Mutantes excursionaram pela França, onde tocaram no célebre Mercado Internacional de Discos e Editores Musicais (Midem), na cidade de Cannes, e no tradicional Olympia, em Paris.
Vejam o vídeo com Os Mutantes em uma apresentação na TV francesa.
Em 1970, o grupo retorna à França para realizar algumas apresentações. À convite do produtor Carl Holmes, aproveitaram para gravar algumas canções no estúdio Des Dames, com a intenção de lançar um álbum principalmente em inglês para atrair público internacional. Mas a Polydor (gravadora) desistiria do projeto mesmo com um álbum inteiro já gravado. Somente em 1999, o disco seria lançado, chamado Tecnicolor. O álbum é cantado em inglês, francês, espanhol e português. Todas as músicas receberam uma nova roupagem. A ilustração e a caligrafia do projeto gráfico do álbum é de autoria de Sean Lennon (filho de John Lennon e Yoko Ono), que se tornou amigo de Arnaldo Baptista.
No vídeo abaixo vocês podem ver Sean, junto com Arnaldo, interpretando “Panis et Circenses* no Free Jazz Festival, realizado no Rio de Janeiro em outubro de 2000.
Também fez parte da lista de músicas do álbum “Os Mutantes”, primeiro álbum do grupo, gravado em 1968.
Em fevereiro de 2005 a revista britânica Mojo incluiu o álbum Os Mutantes em sua lista de “50 Most Out There Albums of All Time” (algo como os “50 Discos Mais Experimentais de Todos os Tempos”). Eles obtiveram a 12ª posição na lista, à frente de nomes como Beatles, Pink Floyd e Frank Zappa. Ainda em 2005, a também britânica Q Magazine igualmente colocou o álbum em 12º lugar, em sua lista dos “40 greatest psychedelic albums of all time” (“Os 40 maiores discos psicodélicos de todos os tempos).
Esse e outros sucessos de Os Mutantes são presenças garantidas no The Point Carioca.
Para ver a letra da música em inglês, onde você pode ouvir a interpretação de Os Mutantes, clique aqui.
Para ver a letra da música em português, onde você pode ouvir a gravação original de Os Mutantes, clique aqui.
No inicio dos anos 60, quando surgiram os primeiros sucessos da bossa nova, crescia no mundo o movimento do rock n’ roll, alavancado pelos conjuntos “The Beatles” e “The Rolling Stones”.
Nessa época, já vivendo nos Estados Unidos, Sergio Mendes e seu conjunto “Brasil 66” mostravam aos americanos o nosso novo ritmo e, aproveitando os grandes sucessos dos The Beatles, lançou algumas canções do conjunto em ritmo de bossa nova.
Uma dessas musicas foi “With A Little Help From My Friends“, que você pode ouvir no vídeo abaixo.
A gravação de músicas dos The Beatles em ritmo de bossa nova, além de diversas outras musicas “estrangeiras”, agradou ao publico e incentivou novas gravações por diversos outros cantores e conjuntos.
É o caso de Rita Lee que gravou um álbum completo só com músicas dos The Beatles.
No vídeo abaixo você vai ouvir “All My Loving”, gravado por Rita Lee em ritmo de bossa nova.
Mas não foram somente cantores brasileiros que gravaram músicas “estrangeiras”, vários cantores internacionais gravaram sucessos brasileiros, com versões em inglês.
Futuramente faremos posts sobre essas gravações.