Vital e sua moto

Os Paralamas do Sucesso - Cinema Mudo Pode ser que sim, como também pode ser que não, mas, quem era o Vital da música do grupo Os Paralamas do Sucesso?

A história dos Paralamas se inicia com a vinda de Herbert Vianna de Brasília para o Rio de Janeiro, em 1977, para estudar no Colégio Militar, onde reencontrou uma amigo de infância, Bi Ribeiro.

Herbert, guitarrista, e Bi, baixista, convidam o amigo Vital Dias, baterista, para formarem uma banda de rock.

Jah em 1981, ensaiavam em um sítio em Mendes, interior fluminense, e na casa da avó de Bi, em Copacabana. Agregaram mais dois amigos como vocalistas, até se decidirem fazer a coisa de forma profissional.

Os vocalistas desistiram do projeto e coube a Herbert assumir a parte vocal.

No ano de 1982, em um show na Universidade Rural do RJ, o baterista Vital faltou ao evento e foi substituído por João Barone, que continua até hoje.

Estava formada a banda Os Paralamas do Sucesso, que muitos pensam ser parte da turma do “rock de Brasília” – como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial –, por terem amizade com estas bandas, além de Herbert e Bi terem vindo da capital brasileira, o Paralamas foi formado no Rio de Janeiro, em Seropédica, município fluminense.

Bem, coincidência ou não, a primeira faixa do primeiro álbum do Paralamas é “Vital e Sua Moto”, lançada em 1983 no LP Cinema Mudo.

Será o mesmo Vital?

Vamos curtir e compartilhar.

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E qual foi o primeiro rock no Brasil?

Heleninha Silveira Bem, essa história do primeiro rock’n’roll no Brasil pode se dividir em três partes.

O “primeiro rock gravado” no Brasil foi em 1955, pela cantora Nora Ney, interpretando “Ronda das horas”, título brasileiro dado ao sucesso americano “Rock around the clock” de Bill Halley e seus Cometas. A gravação foi feita em um disco de 78 RPM e manteve a letra original, em inglês.

Depois, ainda em 1955, Heleninha Silveira gravou a “primeira versão brasileira de rock”, com o mesmo título, também em um disco de 78 RPM.

Então, em 1957, foi gravado o “primeiro rock genuinamente brasileiro”, “Rock and Roll em Copacabana”, por Cauby Peixoto (que já postamos, para rever clique aqui), em um disco de 78 RPM, claro.

Hoje vamos relembrar, curtir e compartilhar a gravação de Heleninha Silveira, “Ronda das Horas”, a versão de “Rock Around the Clock”.

Enfim, essas foram as “primeiras” gravações de rock no Brasil.

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Agostinho dos Santos cantando rock?

Agostinho dos Santos Pois é, essa “novidade” poucos conhecem.

O saudoso cantor/compositor Agostinho dos Santos, que teve sucessos como  Manhã de Carnaval”,Felicidade, e diversas músicas de Tom Jobim e Dolores Duran, além de intérprete de bossa nova, teve uma rápida passagem pelo rock’n’roll nos anos 50.

A gravação é de 1956, em um disco de 78 RPM.

O nome da canção é “Até Logo, Jacaré“, versão de Júlio Nagib para “See You Later, Alligator“, composição do americano Bobby Charles, lançada por Bill Halley & His Comets em 1955.

Mais uma versão dos velhos rocks das décadas de 50 e 60 que nos traz belas recordações.

Vale a pena curtir e compartilhar.

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Ficando Nu

Erasmo Carlos Já que estamos comemorando o lançamento do filme sobre a grande carreira de Erasmo Carlos, vamos postar um sucesso de 1970.

Lançada no álbum (um LP 33RPM) Erasmo Carlos e os Tremendões, a canção “Vou Ficar Nu Pra Chamar Sua Atenção” foi composta em parceria com Roberto Carlos.

O disco marca a virada de estilo de canções e modo de interpretação de Erasmo Carlos, depois do fim da Jovem Guarda.

Vale a pena relembrar, curtir e compartilhar.

Se você gostou, aproveite para comprar, pois a Som Livre lançou em 2017 uma reedição deste álbum, agora em CD.

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Flores

Titas Já que postamos um sucesso de Paulo Miklos no post anterior, vamos aproveitar a onda dos Titãs e postar “Flores”.

A música foi lançada no álbum Õ Blésq Blom, em 1989, álbum que, em 2007, foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o 74º melhor disco da música brasileira.

Depois, foi incluída no segundo álbum ao vivo gravado pela banda em um show no ano de 1997, que fez parte do projeto Acústico MTV.

O show rendeu a gravação de um CD e um belo vídeo-cassete (gravado em VHS). Anos depois, em 2002, foi lançado em DVD, que veremos uma parte no clipe abaixo.

A canção foi composta por Tony Bellotto, Sérgio Britto, Charles Gavin e Paulo Miklos.

A bela interpretação contou com a participação especial de Marisa Monte.

Vale a pena curtir e compartilhar.

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Dá um close nela!

Erasmo Carlos - Buraco Negro Na década de 80 surgiu na mídia brasileira um travesti que fez sucesso no Carnaval e, posteriormente, ganhou fama a nível nacional.

Era Roberta Close, que veio a se tornar modelo, atriz, cantora e apresentadora transexual suíço-brasileira.

Nascida como Luiz Roberto Gambine Moreira, Roberta adotou o sobrenome Close em função da extinta revista Close, para a qual posou somente de calcinha branca e escondendo o rosto aos dezessete anos de idade.

Em Maio de 1984 a revista Playboy estampou Roberta Close em sua capa e nesse mesmo ano Erasmo Carlos lançava em seu álbum Buraco Negro a música com o título de “Close”.

Como historia da música existem varias versões, como por exemplo:

  • A música, originalmente feita para o grupo Roupa Nova gravar, demorou a ter sua letra aprontada – embora Erasmo soubesse que desejava fazer algo sobre o conceito da “mulher perfeita”. O grupo construiu outra música sobre sua base e Erasmo recomeçou “Close” do zero, fechando a letra quando viu Roberta Close e reparou em detalhes que denunciavam sua identidade – o gogó e os pés. Foi o grande sucesso do disco, badalado com um divertido clipe. (www.erasmocarlos.com.br/buraco_negro.html)
  • no Wikipédia consta que a música teria sido feita para Roberta. Erasmo Carlos nega, afirmando que a música seria para o grupo Roupa Nova. Contava a história de uma mulher maravilhosa andando pela praia, sem que as pessoas saibam que se trata de uma travesti. Segundo o cantor, o título original da música era para ser “Vira de Lado” e o título escolhido foi só uma coincidência. O título final acabou sendo “Dá um Close Nela” pela idéia de que o narrador da música estava focando seus olhos para a travesti, ou seja, “dando um close” nela. Coincidência ou não, a música foi lançada no auge do sucesso de Roberta Close (que foi a protagonista do clipe), e, inegavelmente, a transexual foi a principal responsável pelo seu estouro nas rádios. Foi uma das músicas mais ouvidas, dançadas e comentadas dos anos 80. (pt.wikipedia.org/wiki/Roberta_Close).

Bem, polêmicas a parte, vale a pena rever o clipe e curtir o sucesso.

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