Esse nosso sucesso de hoje foi criado em 1943 por Roberto Martins e Mário Rossi.
Foi lançado em um disco 78 RPM pelo grande intérprete Cyro Monteiro.
O título desse samba é “Beija-me” que, recentemente, ganhou um novo arranjo e passou a fazer parte da trilha sonora da novela da TV Globo, Salve-se Quem Puder, neste ano de 2020, na voz de Ludmilla.
A canção já havia sido regravada por Zeca Pagodinho, que fez parte da trilha de O Profeta, outra novela da TV Globo, em 2006.
O arranjo ficou bom e, mais uma vez, vem demonstrar que os “antigos” sucessos musicais continuam a brilhar.
Esse grande sucesso, composto em 1954 por Tom Jobim e Billy Blanco, foi lançado pelo famoso e saudoso dueto: Dick Farney e Lúcio Alves.
A canção “Tereza da Praia” fala sobre dois homens que disputam uma mesma garota que conheceram no Leblon (bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro).
Conta-se que, na época, existia uma rivalidade entre Dick Farney e Lúcio Alves e, então, os compositores da canção insistiram para que os dois cantassem juntos, a fim de promover a pacificação.
Foi Tom quem procurou Billy com a idéia de uma música que reunisse Dick e Lúcio, que o público supunha inimigos pessoais.
O nome de Tereza, foi escolhido por Billy Blanco, e era também o nome da mulher de Tom.
Sobre essa coincidência, de ser a então mulher de Tom Jobim homônima da personagem, Billy Blanco esclarece em seu livro ‘Tirando de Letra‘: “Lamento desapontar críticos, jornalistas e boateiros: Tereza da praia é figura absolutamente fictícia”.
A música foi o primeiro grande sucesso de Tom Jobim e Billy Blanco.
Vamos curtir e compartilhar esse sucesso, em sua gravação original.
A música de nosso post de hoje foi lançada em um single (compacto simples) de vinil, em 1973.
Gravada por Erasmo Carlos, composição dele e de Roberto Carlos, fez um grande sucesso, nesta nova fase da carreira do cantor.
Na época surgiram críticas a canção, com alegações de que seria plágio de uma composição de Chico Buarque.
Mas, nada foi provado e/ou discutido, muito menos houve processo judicial sobre a questão levantada pela crítica.
Em uma artigo do site Gazeta de Alagoas (para ver o artigo clique aqui), Erasmo Carlos fala sobre a polêmica em torno da canção:
“Cachaça Mecânica”, pela métrica e pela temática, tem mesmo raízes em “Construção”, do Chico Buarque?
Houve uma polêmica muito grande, porque acharam que eu estava plagiando “Construção”. E eu fiquei preocupado com isso, mesmo sabendo que não era plágio. Eu tinha medo de ter feito algo sem querer e alguém pensar que eu havia agido de má-fé. Até o dia em que o próprio Chico falou que não era plágio e tirou um peso das minhas costas.
Bem, polêmica a parte, vale a pena curtir e compartilhar esse grande hit.
No vídeo Erasmo Carlos interpreta a canção com Anna Ratto, faixa do DVD Anna Ratto ao Vivo, lançado em 2015.
A música foi sucesso em vários países, em diversos álbuns internacionais de Erasmo Carlos.
Bem, o vídeo abaixo foi publicado no Facebook e achei interessante postar.
Trata-se da versão em ritmo de samba, ou pagode, do grande sucesso do grupo Legião Urbana, escrito por Renato Russo.
“Faroeste Caboclo” é uma canção composta em 1979 e lançada pelo grupo Legião Urbana, no álbum Que País É Este 1978/1987, de 1987.
O “samba” do vídeo de hoje, foi gravado especialmente para a radio FM O Dia pelo Grupo Revelação e o Coral de Crianças do Afroreggae.
Achei que ficou bom e muito interessante.
Quanto a história desse grande sucesso de Renato Russo, pesquisamos na internet e encontramos algumas entrevistas que falam sobre o assunto:
Em entrevista concedida em 1995, para o livro Letra, Música e Outras Conversas, Renato Russo explicou como surgiu a música que acabou se transformando em filme:
“Faroeste Caboclo” escrevi em duas tardes sem mudar uma vírgula. Foi: ‘Não tinha medo o tal João de Santo Cristo…’ e foi embora. / Eram coisas que mesmo sem querer, sem perceber, já vinha trabalhando há muito tempo e na hora que vai escrever vêm direto. Eu sei porque foi fácil. Ela tem um ritmo muito fácil na língua portuguesa. É em cima da divisão do improviso do repente. / As coisas foram aparecendo por causa das rimas. Se eu falo do professor, ele tem que parar em Salvador. Se fosse outra rima ele ia parar em outro lugar. Basicamente já sabia que tipo de história ia ser. É aquela mitologia do herói, James Dean, rebelde sem causa.
Flávio Lemos, baixista da banda Capital Inicial e ex-colega de banda de Renato Russo no Aborto Elétrico, em entrevista concedida no ano de 2004, diz que a música se refere a uma situação acontecida entre ele e Russo:
”Estava no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, na casa da tia do Renato. Ele gostava de uma prima dele, a Mariana, e eu sabia, mas não rolava nada entre os dois. Fomos viajar para Búzios, a turma toda, menos o Renato. E eu fiquei com a prima dele, transei com ela. Foi a minha primeira vez, eu era virgem. A menina voltou antes pra casa e contou a história pra todo mundo. Quando eu voltei pra Ilha ele já sabia, e considerou aquilo uma traição. Cheguei de madrugada, tinha viajado a noite toda, e ele me acordou bem cedinho, eu estava morrendo de sono. Renato tinha passado a noite inteira escrevendo a música. Ele me disse que eu era o Jeremias, o maconheiro, o sem vergonha. E ele era o Santo Cristo – olha o nome que ele deu a si mesmo! E a prima era a Maria Lúcia. Renato criou um épico com essa história. A gente continuou amigo depois. Pode aparecer alguém que conteste, mas é a mais pura verdade.”
Russo, porém, em entrevista no ano de 1988, disse que a música é completamente fictícia, e explica seu enredo:
Veja, um motorista de táxi me disse que era a história do irmão dele. Tem outros que dizem que eu conheci um certo marginal e fiz a música. E não é. A música é completamente fictícia. E é engraçado, porque o João de Santo Cristo é um garoto de classe média e as pessoas, parece, não percebem isso. Ele era filho de fazendeiro e o pai dele foi assassinado. Ele vai para o reformatório porque não tem ninguém para tomar conta dele. Mataram praticamente toda a sua família e, por isso, ele é revoltado.
Então, o que você acha?
Vamos relembrar, curtir e compartilhar.
Segundo o próprio autor, as fontes de inspiração da música foram “Hurricane“, canção de Bob Dylan (1976), que conta a história do boxeador Rubin Carter, e “Domingo no Parque” (1968), de Gilberto Gil.
A música, em sua gravação original, tem duração de 9min e 04seg.
Esse é o nome do belo samba de João Nogueira, gravado em seu álbum Bem Transado, de 1983, que fala do Clube do Samba, criado por ele próprio em 1979.
No final da década de 70, as músicas estrangeiras eram fortemente executadas nas rádios nacionais. Sobrava um espaço mínimo para o nosso brasileiríssimo samba.
João Nogueira, então, teve a idéia de criar o Clube do Samba, que funcionou inicialmente em sua casa no Méier, subúrbio carioca, com o objetivo de lançar e valorizar os compositores e interpretes brasileiros.
Vale a pena relembrar, curtir e compartilhar.
Com vocês: “Clube do Samba”, na interpretação de João Nogueira e Martinho da Vila.
Veja também a matéria do Fantástico sobre o lançamento do Clube.