Nosso post de hoje vai endereçado aos músicos Baixistas brasileiros.
Entre os diversos grandes Baixistas existentes, escolhemos Arthur Maia para ilustrar nosso post.
Arthur Maia (Rio de Janeiro, 9 de Abril de 1963) é um músico brasileiro.
Iniciou a carreira tocando bateria, até ganhar um baixo elétrico, aos dezessete anos.
É sobrinho do baixista Luizão Maia, com quem aprendeu as primeiras técnicas no baixo, e de quem herdou a peculiar sensibilidade que desenvolveu neste instrumento, antes conhecido por sua limitação, mas que teve a partir de Arthur uma nova releitura, passando a ser usado por ele como instrumento não apenas de acompanhamento, mas também de belíssimos solos.
Arthur Maia iniciou também uma nova reaplicação do baixo fretless (sem trastes), que o torna frequentemente solicitado por artistas brasileiros e estrangeiros.
Em 1990 gravou seu primeiro disco solo, que ganhou o Prêmio Sharp.
Participou dos principais festivais internacionais tais como o New York Jazz Festival, o Festival de Jazz de Paris, o Montreux Jazz Festival, o Lugano Jazz, o Free Jazz Festival e o Heineken Concerts (Brasil), entre vários outros.
Seu trabalho mescla influências do jazz, funk, samba, swing e reggae.
O vídeo abaixo foi extraído do Instrumental SESC Brasil da época do lançamento do CD Planeta Música, em 2003.
Participaram : Arthur Maia – baixo e voz; Fernando Caneca – guitarra; Marcos Kinder – bateria; Rafael Castilhol – teclados; Marcelo Martins – saxofones e flauta.
Vejam Arthur Maia interpretando a música “Jú”, feita pra sua filha, com introdução de “Hey Jude” dos The Beatles:
Sérgio Santos Mendes (Niterói, 11 de fevereiro de 1941), músico e compositor brasileiro de bossa nova.
Foi nos EUA que começou o grupo Sérgio Mendes & Brasil 66, alcançando sucesso ao lançar a canção Mas que nada, de Jorge Ben Jor, em versão bossa nova.
Gravou inúmeras músicas estrangeiras em ritmo de bossa nova, entre elas: The Fool On The Hill (de Lennon / Mc Cartney); e The Look Of Love (de Burt Bacharach).
Curiosidades : Pouca gente sabe, mas durante a época de pobreza de Harrison Ford, o ator que participou de filmes de mais de 100 milhões de dólares de bilheteria, foi carpinteiro de Sérgio Mendes.
“…A um jovem carpinteiro americano foi encomendado um estúdio de gravação em Los Angeles. O músico brasileiro Sérgio Mendes, que contratara o rapaz de 24 anos para o serviço, mostrou o local onde queria construí-lo, nos fundos de sua casa. O carpinteiro Harrison, que nunca tinha feito um trabalho de marcenaria daquele porte, ouviu as orientações e arregaçou as mangas. O estúdio foi construído em 1966 e Sérgio Mendes nunca mais contratou o carpinteiro. Não porque não tivesse gostado. O rapaz, que fazia pontas em filmes de segunda, logo mudou de profissão. “Sou muito grato ao Sérgio. Ele me encomendou o serviço e se esqueceu de perguntar se eu já havia feito algo do gênero. Felizmente ficou legal”, ri, 33 anos depois, o ex-carpinteiro Harrison Ford….”
Edson Vieira de Barros (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1945 – 4 de outubro de 2010), mais conhecido como Ed Wilson, foi um cantor e compositor brasileiro.
Fez parte do movimento da Jovem Guarda, fundou a banda Renato e seus Blue Caps junto com seu irmão Renato Barros e no final de sua carreira esteve ligado à música gospel.
Foi um dos criadores da banda The Originals em 2005 onde gravou os três CDs/DVDs da banda.
The Originals é uma banda brasileira formada por ex-integrantes das bandas The Fevers, Renato e seus Blue Caps e Os Incríveis, famosa por dar arranjos originais para novas roupagens de sucessos da Jovem Guarda. Fez trilha sonoras para as novelas da Rede Globo e lançou três cds e dvds.
Relembrem um dos grandes sucessos de Renato e seus Blue Caps, “Feche os Olhos”, composição de John Lennon/Paul McCartney (versão de Carlos Imperial e Eduardo Araújo) na interpretação do grupo The Originals :
Em seu terceiro DVD, A Festa Continua, a banda The Originals presta uma justa homenagem a Ed Wilson que interpreta três de seus inúmeros sucessos :
Ed Wilson morreu por um câncer na tireoide em 04 de Outubro de 2010.
Renato e Seus Blue Caps é uma das bandas do saudoso movimento Jovem Guarda no Brasil.
Segundo “release” no site oficial do grupo :
“O “embrião” do conjunto Renato e Seus Blue Caps são os três irmãos da família Barros: Renato, Paulo Cezar e Edson (Ed Wilson). No final dos anos 50, influenciados pelo gosto musical da família, e pelo Rock’n Roll de Elvis, Little Richard e Bill Halley, os rapazes começaram a imaginar que poderiam participar de programas de rádio, fazendo mímica das músicas de sucesso, algo que era bastante comum naquela época. Após uma apresentação desastrosa na rádio Mayrink Veiga, no programa “Hoje é dia de Rock”, de Jair de Taumaturgo, passaram a se dedicar à música ao vivo. … Passavam horas trancados, aperfeiçoando a técnica em seus instrumentos. Paulo Cezar, por exemplo, começou tocando piano com dois dedos, e posteriormente, percebeu que seu negócio era o contra-baixo. … Até aí não havia sido formado um conjunto, e haviam adotado o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade”, numa alusão ao bairro em que foram criados, no Rio de Janeiro. Logo se juntaram aos irmãos Barros os amigos Euclides (guitarrista) Gélson(baterista) e o saxofonista Roberto Simonal (irmão do cantor Wilson Simonal). … Já com o nome de Renato e Seus Blue Caps, inspirado em Gene Vincent, o grupo se apresentou no mesmo programa, tocando e cantando “Be-bop-a-lula”, e obteve o primeiro lugar da semana, e posteriormente, o prêmio de melhor do mês. … Após uma participação no programa do Chacrinha, na TV Tupi, foram contratados pela Copacabana, onde lançaram dois 78 rotações e dois LPs. … Em 1962, Ed Wilson parte para a carreira solo, e Erasmo Carlos, então secretário de Carlos Imperial, assume o posto de crooner do conjunto. … O grupo acompanhou Roberto Carlos nas gravações de Splish Splash e Parei na Contra-mão. … Em 64, graças à insistência de Roberto Carlos e Rossini Pinto, o grupo é contratado pela CBS, lançando um compacto duplo. … “
Ao final da década de 90 participaram de vários shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda, em casas de espetáculos do Rio e São Paulo.
Em Dezembro de 2001 gravaram seu primeiro disco ao vivo, pela Warner. Por essa época a música “Devolva-me“, de Renato Barros, antigo sucesso do conjunto voltou às paradas de sucesso na voz de Adriana Calcanhoto. Ao mesmo, os integrantes do conjunto pleitearam junto ao Guiness Book o registro do conjunto como o grupo de rock mais antigo em atividade.
Em 2005, por ocasião das celebrações dos 40 anos da Jovem Guarda, o grupo lançou a caixa Renato e seus Blue Caps, com 15 álbuns originais mais um CD bônus com raridades.
Em junho de 2008 participaram do filme “Rio, verão e amor“, na parte musical.
Em 2012 o mundo comemorou meio século de vida dos Rolling Stones. A banda britânica de rock é uma das mais influentes e longevas do planeta, porém, não é a mais antiga em atividade. Tal título pertence a Renato e Seus Blue Caps, criado em 1959 – três anos antes do conjunto de Mick Jagger.
Relembrem alguns sucessos do grupo nesse vídeo do Programa Fantástico, de 1981, época da comemoração de 20 anos de carreira do conjunto :
Como afirma Renato Barros :
“Temos um título que não sabemos se é bom ou ruim. Mas que é verdade, é”.
Todo mês de Dezembro a gente já sabe o que nos espera.
Aquele “especial” do nosso grande Rei, depois o famoso “show da virada”, onde muitos “sucessos” musicais e recordes de vendagem são mais uma vez apresentados, e, para finalizar, uma grande queima de fogos com shows populares.
Não bastasse a falta de novidades em programações e eventos, ainda escutamos as mesmas musicas.
Ou você ouve John Lennon, interpretando seu famoso sucesso “Happy Xmas (War Is Over)”, ou acaba ouvindo Simone, interpretando a versão da música de John Lennon, que no Brasil ganhou o título de “Então é Natal”.
Relembrem John Lennon, em seu clipe oficial :
Agora, Simone interpretando a versão brasileira:
Bem, se você pretende variar um pouco, veja o recado de Ivan Lins:
Qualquer que seja a sua escolha, desejamos a você um Feliz Natal.
Recebi, através de postagem no Facebook, do Amigo Luiz Renato, um vídeo deste sensacional dueto interpretando obras musicais dos The Beatles, com instrumento tipicamente brasileiro.
Os vídeos, existentes no YouTube, trazem a seguinte descrição:
Come Together Project
O projeto celebra a obra do grupo mais influente da música pop de todos os tempos, os Beatles. Com uma formação no mínimo inusitada, viola caipira e baixo acústico, o duo, formado por Neymar Dias e Igor Pimenta, extrai a síntese das canções e dos, sempre irretocáveis, arranjos e os transporta para uma instrumentação camerística com sonoridade única. O cuidado com as rearmonizações e a fidelidade ao universo melódico, mostra toda preocupação e respeito com que os músicos trabalham o repertório, escolhido sempre a dedo. “Come together project” traz uma nova maneira para se ouvir Beatles, e todos aqueles que, em algum momento da vida, foram tocados pelo quarteto de Liverpool, vão se encantar.