Entre as nossas diversas pesquisas sobre o interesse de outros países pela Bossa-Nova, encontramos essa bela interpretação de “Corcovado”, de Antônio Carlos Jobim.
Trata-se do conjunto Njufoldersi, da Sérvia, interpretando a música numa versão em sérvio.
O vídeo apresenta alguns problemas na parte do som, mas, mesmo assim, dá para ter uma ideia da excelente qualidade da banda.
Não encontramos outras informações sobre a banda na internet, muito menos a letra no idioma em que foi interpretada.
Apesar do Samba ser o gênero musical mais conhecido e divulgado mundialmente como a música brasileira, nossa cultura musical engloba diversos ritmos e estilos, com influências das diversas regiões onde nasceram.
Claro que nem todos são de agrado do público em geral, mas todos tem seus seguidores.
Aqui, em nosso Blog, divulgamos muito da MPB, da Bossa-Nova, do Rock Brasileiro e até do Brega (como foi batizado pela “crítica” o nosso Pop).
Entretanto, temos também os nosso “clássicos”, “eruditos” e “barrocos”.
Um amigo irlandês, apreciador da boa música brasileira, chega a vibrar de alegria e emoção quando conversamos sobre Villa-Lobos.
Em nossa recente passagem pelo Rio de Janeiro, resolvi presentear esse meu amigo trazendo-lhe um CD com músicas do nosso grande Maestro.
De passagem pelas Lojas Americanas, resolvi entrar e perguntar se haviam CDs de Villa-Lobos. A minha surpresa foi com a resposta da vendedora “especializada” da seção:
“- Ele é um cantor nacional ou internacional ?”.
Nem me dei ao trabalho de responder, visto que as prateleiras estavam inundadas de “pagodes de trilhas sonoras de novelas”, “funks” e outras “pérolas”.
Senti uma imensa saudade da “Modern Sound”, loja onde você encontrava de “tudo” e os vendedores conheciam do assunto.
Mas, para aqueles que não sabem, reproduzo uma parte do texto existente no Wikipédia:
“Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de março de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um maestro e compositor brasileiro. Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista, ao qual incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.”
Pesquisando pela internet, vi que nosso Maestro ainda desperta interesse e tem suas obras executadas por diversos países, como você pode ver no vídeo do “Recital do Duo Santoro (Paulo e Ricardo Santoro, violoncelos) e Ana Letícia Barros (percussão) em Santo Domingo, Capital da República Dominicana – Teatro Nacional Eduardo Brito” , interpretando “Trenzinho Caipira” :
Trenzinho Caipira é uma composição de Heitor Villa-Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2. A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra.
Anos depois, a melodia recebeu letra composta por Ferreira Gullar.
Vejam o grupo Boca Livre interpretando um medley de “Trenzinho do Caipira” e “Correnteza” (de Antônio Carlos Jobim / Luiz Bonfá):
Quanto ao presente para meu amigo, felizmente encontrei em outra loja.
Sérgio Murilo (nascido em 02/08/1941, faleceu em 19/02/1992) foi um cantor e compositor que fez sucesso antes da Jovem Guarda.
Cantor de grande popularidade nas décadas de 50 e 60, era considerado o ídolo do rock ao lado de Celi Campello.
Contava com apenas 16 anos de idade quando alcançou as paradas de sucesso.
Seguindo uma linha de rock romântico, cópia do estilo das baladas americanas, Murilo gravou versões como Broto Legal (composição de H.Earnhart e versão de Renato Corte Real) e Marcianita (composição de José Imperatore Marcone / Galvarino Villota Alderete e versão de Fernando César), sucessos explosivos entre 1958 e 1963.
Em 1961, foi coroado Rei do Rock, ganhando a faixa e o cetro da Revista do Rock.
Vejam um vídeo de Sérgio Murilo no programa Globo de Ouro, da TV Globo, no ano de 1976, interpretando “Broto Legal”, música que fez parte da trilha sonora da novela Estupido Cupido:
Nos anos 60 apresentou o programa Alô Brotos com Sônia Delfino da TV Tupi, mas depois perdeu espaço no meio artístico e morou por uma época no Peru.
Vejam um vídeo com a gravação de Sérgio Murilo interpretando “Garota de Ipanema” em espanhol (La Chica de Ipanema), gravado no Peru:
Ouçam, no vídeo abaixo, seu maior hit, “Marcianita“, que foi regravado ao vivo por Caetano Veloso, acompanhado pelos Mutantes, em 1968:
Tivemos nosso primeiro acesso de um visitante de Oslo.
Benvindos os noruegueses e brasileiros que vivem naquele país.
Procuramos por vídeos relacionados a Bossa Nova na Noruega e encontramos uma apresentação no Evans Jazz Club do Conjunto de MIKE GALLAHER (guitarra), Sigurd Ulveseth (baixo), Frank Jakobsen (bateria) e Ole Jakob Hystad (sax tenor) interpretando “Vivo Sonhando”, composta por Tom Jobim em 1963.
Hoje resolvemos pesquisar na internet algum vídeo ligado a Bossa Nova na Islândia.
Queríamos saber se o país se interessa por esse nosso famoso ritmo, já que tem feito acessos ao nosso Blog.
Para nossa surpresa, encontramos Jussanam Dejah, uma cantora e atriz carioca que vive na Islândia desde 2008 e que se tornou a “voz da Bossa Nova na Islândia”.
O vídeo mostra a apresentação de Jussanam com o conjunto de Tómas Einarsson interpretando “Ela É Carioca”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, no programa Kastljós da TV islandesa.
A Bossa Nova ainda faz um grande sucesso por esse nosso mundo.
Neste ano de 2012 comemora-se o 50º Aniversário da música “Garota de Ipanema”.
Claro que todos nós conhecemos a música, alias, “o mundo todo conhece”, na versão original brasileira, na versão em inglês (The Girl From Ipanema), ou mesmo na versão instrumental.
Mas, o que muitos questionam é : como surgiu a música, qual a real inspiração dos autores ?
Para responder a questão, transcrevemos abaixo um pequeno trecho da matéria de O Globo, de 18/03/2012, escrita por João Máximo :
“Imagine um playboy de Marte descendo de um disco voador em uma praia do Rio e se apaixonando por bela morena carioca. Imagine mais: encantado, o marciano canta para ela, com música de Tom Jobim, estes versos de Vinicius de Moraes: “Quando na tarde vazia/ Tão triste no espaço/ Eu vi a menina/ Que vinha num passo/ Cheia de balanço/ Caminho do mar…”
Quem imaginou primeiro foi Vinicius, convocado pelo empresário Oscar Ornstein para escrever com Tom um musical que teria por título o nome do marciano: “Blimp”. A ideia não foi adiante, mas a canção, intitulada “Menina que passa”, não se perdeu. Com novos versos do poeta para as duas primeiras partes da mesma melodia — e letra da segunda praticamente igual (havia só um “triste” a mais) à que o marciano deveria cantar — virou “Garota de Ipanema”. Portanto, bem antes da tarde de verão em que Heloísa Eneida passou por eles, num doce balanço, em frente ao Bar Veloso.
Há outras histórias sobre a origem da mais famosa canção de Tom & Vinicius, mas esta, apesar de menos romântica, é a que realmente aconteceu. Acrescente-se que, antes de tudo, antes mesmo de Blimp e de Vinicius, Tom já havia tentado uma letra para sua melodia, mas, pelo manuscrito guardado nos arquivos da família Jobim, parece que ficou na tentativa: “Mas quando chega a tardinha/ A gaivota que passa/ De todos (os) caminhos/ Eu ando sozinho…” Assim, na cabeça de Tom, quem passava não era a menina, nem a garota, nem Heloísa Eneida, mas uma gaivota.”
Agora, vamos relembrar a primeira execução pública de “Garota de Ipanema”, que encontramos no YouTube, postado pelo Projeto Bossa Nova.
Em show denominado “O Encontro“, realizado no Au Bon Gourmet, dia 02/08/1962, os três maravilhosos da Bossa Nova lançam, juntamente com o grupo “Os Cariocas“, várias músicas que viriam a ser famosas mais adiante. Entre elas, “Garota de Ipanema“, incontestavelmente um estrondo de sucesso. Para a ocasião, eles fizeram uma introdução para a música. Vale a pena conferir esta versão histórica e inédita no YouTube. Na sequencia, a música “Devagar com a Louça” interpretada por “Os Cariocas“.
Consta que “Garota de Ipanema” é a segunda canção mais executada da história, atrás apenas de “Yesterday“, dos Beatles.