Panis et Circencis

Tropicalia ou Panis et Circencis “Tropicália ou Panis et Circencis” é um álbum de estúdio lançado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé em julho de 1968.

O LP ficou em 2º lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira, feita pela revista Rolling Stone Brasil.

O álbum tem uma irreverente capa, elaborada como uma paródia do álbum dos The Beatles, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, bem como as faixas musicais sucedem-se sem haver interrupções.

A terceira faixa do álbum é “Panis et Circencis” (Gilberto GilCaetano Veloso), interpretada pelo grupo Os Mutantes.

A canção se tornou o grande hino do movimento Tropicália, que estourou no Brasil no final da década de 1960.

Vamos curtir e relembrar esse grande sucesso na interpretação de Rita Lee, que na época era uma das integrantes do grupo Os Mutantes.

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Mais uma Dica de nossos Seguidores: Domingo no Parque

Apresentacao de Domingo no Parque - III Festival da MPB - Record Recebemos, por e-mail, uma grande colaboração do nosso seguidor Virgílio Gaspar.

Amante da nossa MPB, Virgílio enviou-nos diversas “dicas” de sucessos e, hoje, iremos postar a primeira.

Virgílio conta:

Domingo no Parque é uma canção de Gilberto Gil, lançada em 1967. Trata-se de uma música narrativa, que conta a história de dois rapazes amigos: um deles é José, o rei da brincadeira, e o outro João, o rei da confusão. No fim de semana, ambos foram fazer o que sabiam: divertir-se e brigar, respectivamente. Mas José não ia brigar, quando viu uma moça – Juliana – no parque de diversões e se apaixona, mas é tomado de raiva quando vê Juliana com João, sendo tomado pelo ciúme e cometendo um duplo homicídio passional, levando ao anticlímax final. A música é riquíssima em figuras de linguagem, como as metonímias, anáforas e quiasmos. Nos arranjos, a composição causou violenta polêmica por unir elementos considerados contraditórios da cultura contemporânea, como o som do berimbau, o andamento melódico da letra, que lembra um baião, de um lado, e, de outro, a presença de orquestra de música erudita e o acompanhamento de um conjunto de rock, no caso os Mutantes, o que revoltou muitos fãs tradicionalistas de música brasileira, por causa do uso de guitarra elétrica, considerado então um símbolo do “colonialismo cultural”.

A música foi lançada no III Festival da MPB da Record (SP), em 1967, e ficou em 2º Lugar na Classificação Geral.

Valeu Virgílio !!!

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História da Música Menino do Rio

Petit Uma história que começa com uma bela canção, retratando um novo modo de vida da juventude carioca, e teve um triste final, com a morte de sua fonte de inspiração.

No ano de 1980, Caetano Veloso rompeu a tradição de cantar a beleza feminina nas canções de louvor ao Rio de Janeiro, e utilizou a figura de um garoto da praia em Menino do Rio”. A música tornou-se sucesso na voz de Baby Consuelo.

O garoto da praia era José Artur Machado, o surfista Petit, de 22 anos, criado na praia de Ipanema.

No começo dos anos 70, Petit era o símbolo de uma geração de jovens bronzeados, surfistas da praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, que usavam parafina para tornar as pranchas menos escorregadias e dourar os cabelos compridos. Livre, solto, sem outro compromisso com a vida senão viver.

O “coração de eterno flerte” é uma metáfora riquíssima, Petit flertou o tempo todo com a vida, praticante de artes marciais, modelo nas horas vagas entre uma onda e outra. Ele vestiu como poucos o slogan da geração saúde, com o corpo aberto no espaço, sempre bronzeado pelo sol carioca.

Petit adorou a canção, mas não se mascarou, o comportamento continuou o mesmo.

Na madrugada de 29 de agosto de 1987, na garupa da moto de um amigo, Petit sofreu um acidente. A violenta pancada da cabeça contra o asfalto o deixou em coma por 40 dias. Ele sobreviveu, mas com o lado direito do corpo, rosto e boca paralisados.

Uma pessoa comum talvez conseguisse driblar o drama, mas não o “talentoso Petit”, como a ele se referem os amigos. Nessas condições, a vida se tornou insuportável para ele, inválido e recluso em seu apartamento, longe do mar que tanto amava, após uma vida toda acostumado a viver intensamente, ao sol, a praia, os esportes, as meninas, etc…

Quase dois anos depois, na tarde de 7 de março de 1989, aos 32 anos, Petit, o eterno menino do Rio, desistiu de sua vida. Trancou-se em seu apartamento e se enforcou com a faixa de seu quimono de jiu-jitsu. O peso da depressão, do isolamento de tudo e de todos foi uma carga demasiadamente pesada para que ele pudesse suportar.

Relembram a canção, na voz de Baby Consuelo (ou Baby do Brasil):

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Um Blues de presente. Do Tropicalismo para a Jovem Guarda.

Caetano VelosoComo Dois e Dois é uma canção de Caetano Veloso e lançada por Roberto Carlos, no ano de 1971.

Na música Caetano esclarece em alguns versos que demonstra seus sentimentos em suas canções: “Tudo é igual quando eu canto e sou mudo/Mas eu não minto, não minto, estou longe e perto/Sinto alegrias tristezas e brinco” esclarecendo fatos de que canta sem emoção, na canção ele rebate o fato dizendo entrelinha que pode cantar sem emoção, mas na composição ponha sua emoção.

Mesmo a canção sendo composta em 1971 apenas em 2007 Caetano a gravou oficialmente no álbum: “Cê – Ao Vivo”.

A canção foi gravada por Roberto Carlos no estúdio da CBS em St. Louis, e, não foi por menos, ao se escolher o ritmo “blues”, se desejou colocar todos os ingredientes ideológicos que denunciassem a falta de liberdade e expressão imposta pela ditadura do Brasil, e assim temendo qualquer ingerência ou censura no trabalho, Roberto e sua equipe de produção, não tiveram dúvidas e partiram para os EUA onde foi feita a gravação, que, curiosamente, contou com uma original banda de blues e um característico coral feminino, mesmo não havendo esse planejamento da equipe.

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Brasileiros em Londres

Estamos re-publicando um post de 11/01/2012, pois os vídeos apresentaram problemas na antiga postagem.

Para todos os que curtiram e ainda curtem as músicas do tempo do “Tropicalismo”.

Caetano Veloso e Gilberto Gil, líderes do tropicalismo, também estavam entre aqueles que tiveram cerceadas suas carreiras no Brasil, em seu período mais repressivo.

Gilberto Gil - 1971Gilberto Gil (nascido Gilberto Passos Gil Moreira em Salvador, 26 de junho de 1942) é um músico e político brasileiro.

Nos tempos de faculdade de Administração, Gil conhece Caetano Veloso, sua irmã Bethânia, Gal Costa e Tom Zé. Realizam a primeira apresentação na inauguração do Teatro Vila Velha em junho de 1964 – com o show “Nós, Por Exemplo“.

Caetano Veloso - 1971Caetano Veloso (nascido Caetano Emanuel Viana Teles Veloso em Santo Amaro da Purificação, 7 de agosto de 1942) é um músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro.

Desde o início da carreira, Veloso sempre demonstrou uma posição política contestadora, sendo até confundido como um militante de esquerda, ganhando por isso a inimizade do regime militar. Por esse motivo, as canções foram frequentemente censuradas neste período, e algumas até banidas.

Caetano Veloso e Gilberto Gil - foto The GuardianEm 27 de dezembro de 1968, Veloso e o parceiro Gilberto Gil foram presos, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Foram levados presos para o quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, e tiveram suas cabeças raspadas. Ambos foram soltos em 19 de fevereiro de 1969, quarta-feira de cinzas, e seguiram para Salvador, onde tiveram de se manter em regime de confinamento, sem aparecer nem dar declarações em público. Em julho de 1969 Caetano e Gil partiram com suas mulheres, respectivamente as irmãs Dedé e Sandra Gadelha, para o exílio na Inglaterra.

Ouçam algumas das músicas dos álbuns de Caetano e Gil, de 1971, compostas e gravadas durante o exílio em Londres.

Maria Bethânia

Nega

Crazy Pop Rock

 

London, London

Somente retornariam ao solo pátrio, em 1972. Apresentando-se no programa Som Livre Exportação, declararam publicamente que continuariam trabalhando em prol da música popular brasileira.

Vejam o vídeo de Gil interpretando “Back In Bahia” com a presença de Caetano no palco.

“Sexta Nobre Especial”–TV Globo

Paulo Diniz (Pesqueira, Pernambuco, 24 de janeiro de 1940) é um cantor e compositor brasileiro. Apesar de ter sofrido censura em algumas de suas músicas, nunca foi preso nem exilado. Entre seus sucessos destaca-se “Quero Voltar Pra Bahia (I Want to Go Back to Bahia) (uma homenagem a Caetano Veloso, então exilado em Londres) .

Quero voltar pra Bahia

Em entrevista ao site da UOL, Paulo falou: – Eu lia o Pasquim, e via aquelas cartas que Caetano mandava de Londres. Então pensei, ele lá, com aquele cabelão, aquela cabeça grande, o corpo magro não deve estar causando nada na Inglaterra. Achei que ele deveria estar triste, com vontade de voltar para Bahia. Li que ele estava estudando inglês, então imaginei que a primeira frase que ele poderia ter aprendido seria “I don’t want to stay here…”

Atualmente Paulo Diniz continua realizando apresentações, com a mesma voz vibrante de antes, porém numa cadeira de rodas, já que contraiu uma misteriosa doença em 2005 que paralisou seus membros inferiores.

O tropicalismo também está presente no The Point Carioca.

Letras das Músicas:
Fontes:
  • Wikipédia
  • UOL.com.br
  • YouTube
  • Letras.terra.com.br
Imagem:
  • Foto de Caetano e Gil do Jornal The Guardian.

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Os Festivais da Record (o dia que Eclodiu o Tropicalismo)

Um bom vídeo / documentário que encontramos no Youtube.

Trata-se da final do III Festival de MPB da TV Record – São Paulo.

Uma noite em 67 - Festival RecordA descrição / comentário sobre o vídeo diz :

“Uma noite em 67.
Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa – disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”‘; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo, com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.
“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta. O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo, que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção “Beto Bom de Bola”.
O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.”

Vejam esse grande e valioso documentário :

Festival da Música Popular Brasileira foi uma série de programas transmitidos por algumas emissoras de televisão brasileira (TV Excelsior, TV Record, TV Rio, Rede Globo) entre os anos de 1965 a 1985. Esses festivais consolidaram a música popular brasileira, além de revelar e consolidar grandes compositores e interpretes da nossa música (Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, entre outros).

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Fontes: