O Placa Luminosa é um conjunto musical brasileiro formado em 1977 no estado de São Paulo. Se tornou conhecido em 1985 quando participou do Festival dos Festivais com a canção “Mira Ira (Nação Mel)”, que ficou em 2º lugar.
Em janeiro de 1985, o Placa Luminosa foi o primeiro grupo de músicos brasileiros a subir ao palco do primeiro “Rock In Rio“, ao lado de Ney Matogrosso para a abertura do Festival.
Existe uma outra canção com o nome de “Mais Uma Vez” composta por Renato Russo e Flávio Venturini em 1986.
Mas a canção de hoje é “Mais Uma Vez”, versão de “Just To See Her”, composta por J. George e L. Pardini, gravada por Smokey Robinson.
A versão brasileira foi feita por Rosana Herman e lançada no álbum do Placa Luminosa no ano de 1988.
Bem, o vídeo abaixo foi publicado no Facebook e achei interessante postar.
Trata-se da versão em ritmo de samba, ou pagode, do grande sucesso do grupo Legião Urbana, escrito por Renato Russo.
“Faroeste Caboclo” é uma canção composta em 1979 e lançada pelo grupo Legião Urbana, no álbum Que País É Este 1978/1987, de 1987.
O “samba” do vídeo de hoje, foi gravado especialmente para a radio FM O Dia pelo Grupo Revelação e o Coral de Crianças do Afroreggae.
Achei que ficou bom e muito interessante.
Quanto a história desse grande sucesso de Renato Russo, pesquisamos na internet e encontramos algumas entrevistas que falam sobre o assunto:
Em entrevista concedida em 1995, para o livro Letra, Música e Outras Conversas, Renato Russo explicou como surgiu a música que acabou se transformando em filme:
“Faroeste Caboclo” escrevi em duas tardes sem mudar uma vírgula. Foi: ‘Não tinha medo o tal João de Santo Cristo…’ e foi embora. / Eram coisas que mesmo sem querer, sem perceber, já vinha trabalhando há muito tempo e na hora que vai escrever vêm direto. Eu sei porque foi fácil. Ela tem um ritmo muito fácil na língua portuguesa. É em cima da divisão do improviso do repente. / As coisas foram aparecendo por causa das rimas. Se eu falo do professor, ele tem que parar em Salvador. Se fosse outra rima ele ia parar em outro lugar. Basicamente já sabia que tipo de história ia ser. É aquela mitologia do herói, James Dean, rebelde sem causa.
Flávio Lemos, baixista da banda Capital Inicial e ex-colega de banda de Renato Russo no Aborto Elétrico, em entrevista concedida no ano de 2004, diz que a música se refere a uma situação acontecida entre ele e Russo:
”Estava no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, na casa da tia do Renato. Ele gostava de uma prima dele, a Mariana, e eu sabia, mas não rolava nada entre os dois. Fomos viajar para Búzios, a turma toda, menos o Renato. E eu fiquei com a prima dele, transei com ela. Foi a minha primeira vez, eu era virgem. A menina voltou antes pra casa e contou a história pra todo mundo. Quando eu voltei pra Ilha ele já sabia, e considerou aquilo uma traição. Cheguei de madrugada, tinha viajado a noite toda, e ele me acordou bem cedinho, eu estava morrendo de sono. Renato tinha passado a noite inteira escrevendo a música. Ele me disse que eu era o Jeremias, o maconheiro, o sem vergonha. E ele era o Santo Cristo – olha o nome que ele deu a si mesmo! E a prima era a Maria Lúcia. Renato criou um épico com essa história. A gente continuou amigo depois. Pode aparecer alguém que conteste, mas é a mais pura verdade.”
Russo, porém, em entrevista no ano de 1988, disse que a música é completamente fictícia, e explica seu enredo:
Veja, um motorista de táxi me disse que era a história do irmão dele. Tem outros que dizem que eu conheci um certo marginal e fiz a música. E não é. A música é completamente fictícia. E é engraçado, porque o João de Santo Cristo é um garoto de classe média e as pessoas, parece, não percebem isso. Ele era filho de fazendeiro e o pai dele foi assassinado. Ele vai para o reformatório porque não tem ninguém para tomar conta dele. Mataram praticamente toda a sua família e, por isso, ele é revoltado.
Então, o que você acha?
Vamos relembrar, curtir e compartilhar.
Segundo o próprio autor, as fontes de inspiração da música foram “Hurricane“, canção de Bob Dylan (1976), que conta a história do boxeador Rubin Carter, e “Domingo no Parque” (1968), de Gilberto Gil.
A música, em sua gravação original, tem duração de 9min e 04seg.
Essa música, feita pelos americanos Bobby Darin e Murray Kaufman, lançada por Bobby Darin em 1958, ganhou uma versão brasileira feita por Erasmo Carlos, em 1963, e lançada, no álbum de mesmo nome, pelo cantor Roberto Carlos.
Trata-se de “Splish Splash”.
O álbum fez um grande sucesso e teve também um outro hit, a canção “Parei na Contra-Mao”, primeira composição da dupla Roberto e Erasmo Carlos.
Esse álbum marca a mudança do estilo de Roberto, da bossa nova e canções românticas para o rock e iê-iê-iê.
Ok, depois de umas pequenas férias em Portugal, curtindo o sol de Albufeira, vamos voltar as nossas postagens.
Bom estar de volta para curtir boas músicas brasileiras, já que Portugal foi invadido pelos tenebrosos “funks cariocas” e os insuportáveis “sertanejos universitários”.
Fiquei grato e surpreso com o número de acessos diários que estamos tendo. Mais de 100 visitas diárias, onde já ultrapassamos a casa dos 128.000 acessos ao Blog.
Mas, o nosso post de hoje não vai trazer uma música genuinamente brasileira.
Trata-se de “Somethin’ stupid”, composição de Carson Parks gravada pelo cantor Frank Sinatra, no ano de 1966. A canção teve inúmeras regravações e, inclusive, uma versão brasileira feita por Leno, da dupla Leno & Lilian, com o título de “Coisinha Estúpida”, no ano de 1967 (vejam a postagem dessa versão clicando aqui).
A versão do vídeo de hoje é do grupo Breeze interpretada em ritmo de “bossa nova”.
Vale a pena ouvir, curtir e compartilhar.
Temos outras postagens com o grupo Breeze, vale a pena conferir.
Essa é uma versão da canção italiana “L’Ultima Cosa”, de Umberto Balsamo e Luciano Beretta.
A canção original foi oferecida a Roberto Carlos em 1968 para que ele a defendesse no Festival de San Remo, mas o cantor optou por cantar “Canzone per ter“, de Sergio Bardotti e Sergio Bardotti.
Entretanto, ainda em 1968, o cantor gravou “L’Ultima Cosa” e “Canzone Per Te” em um compacto simples, com a participação do famoso organista Lafayette.
Em 1982, Reginaldo Rossi lança seu álbum A Raposa E As Uvas, incluindo a versão de “L’Ultima Cosa”, com o nome de “Feito de Amor”. Uma versão de sua autoria.
E é a versão desse brega italiano que iremos curtir hoje.
Reginaldo Rossi interpretando “Feito de Amor (versão de L’Ultima Cosa)”.