O post de hoje é com um samba, feito e lançado no ano de 1996.
Os autores são: Wilson das Neves e Paulo Cesar Pinheiro.
O nome do samba: “O Dia Que O Morro Descer E Não For Carnaval”.
Gravado no álbum O Som Sagrado de Wilson das Neves.
Ouvindo a letra você vai verificar que, feita há 22 anos, os fatos narrados são previsões do que acontece nos dias de hoje, na nossa grande Cidade Maravilhosa.
Os autores, provavelmente, já naquela época, observaram o descaso das autoridades nas áreas de segurança e educação, que, certamente, levaram ao caos e a violência dos dias atuais.
O samba é muito bom, pena que retrata uma infeliz realidade.
Nesta última semana faleceu o sambista e baterista Wilson das Neves, conhecido no meio artístico como “ô sorte”, devido ao bordão que sempre utilizava.
Wilson das Neves dizia que ao falar o bordão estaria agradecendo a Deus por tudo o que havia conquistado.
Baterista, cantor e compositor, Wilson das Neves, em seus mais de cinqüenta anos de carreira, foi parceiro de composições com Aldir Blanc, Paulo Cesar Pinheiro, Nei Lopes, Ivor Lancellotti, Claudio Jorge, Marcelo Amorim, Moacyr Luz e Chico Buarque, além de atuar como baterista em gravações e apresentações de Carlos Lyra, Ney Matogrosso, João Bosco, Maria Bethânia, Gal Costa, Emílio Santiago, Nelson Gonçalves, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Alcione, Tom Jobim e Miucha, entre vários artistas da MPB e de internacionais como Michel Legrand, Toots Thielemans, Sarah Vaughan e Sean Lennon.
Muitos artistas se manifestaram abalados, sentindo a perda do amigo e parceiro, e, em uma postagem no Facebook, uma Amiga colocou uma gravação de “Minha Palhoça“, do álbum “Amendoeira” de Bebeto Castilho, onde Wilson interpreta o samba em dueto com Bebeto. Álbum que adquiri ano passado em minha estada no Rio de Janeiro.
“Minha Palhoça” é um samba-de-breque lançado em 1933, composição de J.Cascata.
Vamos curtir e compartilhar.
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